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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Viva o amor

Viva o amor

Viva o amor, uma constante que encontro na frequência de um coração que ama.
Viva o amor, um pulmão que respira através de uns lábios de vermelho carmim, um sopro que ama e vive na ousadia de ser feliz.
Viva o amor, um antigo sentimento que eu guardo modernamente no dia de hoje, e amanhã será vida novamente.
Viva o amor, e as portas se abrem, se fores sincero, se tiveres uma face, se vieres como foste… O amor vive para lá da sinceridade, para lá do ser que ama.
Viva o amor, a chave para todas as portas e janelas… Os pássaros voam e continuarão a voar… Ama eternamente e saberás sentir o sonho de ser pássaro…
Viva o amor, o olhar, a palavra, a confissão… A ternura, a simplicidade e a humildade de sermos sempre iguais a ontem… O amor é todos os dias, mesmo nos dias de amanhã…
Viva o amor… Eu vivo, porque, o amor não me abandona! Quando acontece já não é uma constante, nem uma frequência de um coração que ama.
A origem do meu nascer, será livro, será poema, será amor… Viva o amor.

Viva o amor eternamente… Em 2017 é o começo de uma nova tentativa… Tenta e ama.


José Alberto Sá

Cada ano que passa, outro vem...

Cada ano que passa, outro vem…

Cada ano que passa, passa real e surreal pelo meu respirar.
Sempre tento consagrar cada dia, e cada dia é uma separação de mim e do mundo, em cada dia me despeço do passado, mesmo não o esquecendo.
Sabe-me bem reencontrar o natural da vida e vingo-me com a nudez que o futuro me dá, e aí entro para mais um dia, mais um ano para tentar vestir esse amor.
Cada ano que passa, eu recordo que fui rei e que a meu lado existiu uma rainha, um príncipe e um reinado onde prosperaram os amigos…
Vou tentar utilizar os dias que o ano novo me vai trazer, vou abraçar os amigos, vou olhar o meu príncipe e oferecer-lhe cada segundo que puder, vou amar a rainha que se deita a meu lado e vou querer ser novamente feliz. Espero por vocês… Amigos.
A poesia é a única maravilha, que não passa com o passar dos anos, essa ganha sempre asas e voa pelo mundo fora, só me resta abraçá-la e abraçá-la é estar juntamente com todos os que a amam, os que a levam, os que a dizem e os que a escrevem.
Cada ano que passa ganho mais amigos… Então tudo já me é luz e amor.

Feliz ano 2017
São os votos deste vosso amigo, que vos guarda no coração.

José Alberto Sá

sábado, 24 de dezembro de 2016

A noite será...

A noite será…

Sou eu, pedaço de uma tarde, ou talvez uma manhã e um ser na noite por aí.
Nada é, sem que o vento sopre as flores e o calor me acene a alma.
Deixo correr o suor pelos pedidos que faço e é o branco que me chega, o branco luz.
Sou eu, numa viagem meditada, em tudo e nada!
Pergunto o porquê… Do medo em acreditar que tudo é, onde nada sou neste chão.
Bate as asas a borboleta, o sol nasce e o espelho reflete a surdez do mundo.
Já não sou eu! Quem manda no mundo, é um pedaço de condição humana que nos é imposta e o jardim continua repleto de amor.
Estou sensível, falha-me a memória mais autêntica, tenho medo de cortar o cordão umbilical e nascer!
Quando de novo for eu, serei novamente a tarde de sol, onde as borboletas nascerão pela manhã e a noite será… Amor.


José Alberto Sá

sábado, 17 de dezembro de 2016

A VIDA

A vida

Homenagem ao pensamento, ao meu pensamento, quando penso ou penso quando me deixam pensar, ou penso mesmo quando não me deixam nos pensamentos que penso!
Pinto por vezes sem ter tinta, digo verdades que por vezes me parecem mentiras, ou penso mentiras que me parecem verdades, na tinta que utilizo no pensar, em godés de tinta diluída nos meus pensamentos coloridos ou sem cor!
Homenagem ao tempo em que penso e penso que é sempre!
O sono me adormece e sonho, ou sonho quando adormeço com pensamentos perfeitos e impossíveis de acreditar, ou sonhos que me fazem acreditar, que um dia algures foi assim no meu pensar!
A mulher está na perfeição, por isso me fizeram homem e penso que a razão nasceu comigo, ou comigo a perfeição me fez homem para pensar na mulher!
O ar, o vento, a chuva, o sol, a noite, o dia, a terra, o céu… Tantas são as maravilhas que me levam a sonhar e a pensar… Pensamentos ou realidades do meu respirar, do frio, da água, do calor, das estrelas, da simplicidade, dos animais e um Deus por aí, por aqui, que me faz pensar, ou homenageia-me com este acordar diário!
Homenagem à busca, à procura, à luta, ao olhar, tantos são os medos e as razões que me levam a pensar, tantas são as ilusões e desilusões, que penso somente em ser, em ter, em sentir, em amar, ou no amar sinto que tenho um ser que somente se ilude e pensa na vida!
Homenagem ao sorriso que sara, recordo-me dos amigos que gostam de mim, recordo-me das crianças que brincam, ou então brinco com as crianças e com os amigos que me vêm sorrir!
Hoje homenageio a vida, sabendo que o pensamento está além do que imaginamos pensar, a vida é repleta de coisas boas e isso eu carrego dentro de mim, ou dentro de mim existem coisas boas, que não querem pensar no mal… E vivo assim… A pensar feliz!


José Alberto Sá

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Até mim

Até mim

Desce, desce até mim monumento, imagem de luz e sorrisos.
Desce até mim, reduzida nas roupas que te tapam, que te fazem dominadora.
Vem e desce como se fosse um ritual para a posteridade, uma descida com vaidade e em mim tatuada de suspeita paixão.
Desce, desce até mim inevitável donzela, boneca onde me sinto artista porno, vem, desce e absorve o meu querer em teu retorno.
Vem ver, vem sentir minha encarnação do amor, minha pureza de um céu inexistente, que somente existe em mim, vem olhar novamente a pele eriçada, doce e quente neste jardim
Desce, desce até mim, vem ver o mundo que tenho, mundo onde vivo e te desejo amar… Desce, desce à terra, ama o céu e beija o mar.
Desce daí, desce até mim como se fosses andorinha, voa no peito que te quer receber, voa dominante sobre a minha luz e sente, sente o vento e a tempestade que provocamos os dois.
Desce, desce princesa de um reino meu, quero-te abraçar em meu colo e eternizar a tua descida… Desce e serás o amor de uma vida… Desce.


José Alberto Sá 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Irão... Eu também...

Irão… Eu também…

Irão suceder chamamentos, irão suceder diferentes momentos e sentimentos que nos marcarão!
Irão é a palavra de quem segue para o futuro e se altera do presente, para melhor… Os que conseguirem!
Irão é o caminho de ir e não voltar atrás, mesmo os que mudam de casa, os de mente que nos arrasa e os hipócritas de cada dia, mesmo mudando de ar, levam consigo a hipocrisia!
Irão suceder chamamentos, os anos, os ventos, o sol, a chuva, a fome e a sede, serão marcas da necessidade, na verdade são a nossa sobrevivência, o alimento sucedeu-nos o crescer, mas o tempo, esse, somente chama os que são verdadeiros… O tempo os irão alegrar.
Os que bipolarmente se vestem e despem irão ser chamados, mas irão ser aqui, na terra… Aqui é onde se paga a hipocrisia e a mentira!
Irão suceder chamamentos, sinto tal como os outros a razão do nascer, eu cresci e caminho pelo sol, pelo vento, pela chuva, pela fome e pela sede, mas irei tal como os outros irão, pela verdade.
Perfeito? Não sou, ninguém é… A mudança na minha vida tem uma razão, é que a simples mão que me aperta é igual ao simples olhar que me olha, como é igual à palavra que digo e tantas vezes sinto olhares, mãos e palavras que fogem, que se escondem e se sentem grandes… De tão pequenas que são, vindas da carne de quem se veste de hipócrita e segue essa doutrina!
Irão suceder chamamentos… Eu vou… Eles também… A vida a todos leva, mas só alguns irão… Irão ser felizes. Aqui e além…


José Alberto Sá

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Para todos, sem excepção, Feliz Natal...

Para todos, sem excepção, Feliz Natal…

Está frio e é dezembro, eu lembro esta data como a data de um nascimento que mudou a minha maneira de olhar dezembro, nasceu Um Menino especial, assim me ensinaram, assim aprendi, assim quero acreditar, assim quero ensinar…
É dezembro e está frio lá fora, por vezes chove e neva… É neste tempo que o meu aquecimento de casa funciona, eu não tenho frio! Mas O Menino, Esse Menino especial talvez tenha tido frio, ou imenso calor por ser O Salvador!
Escrevo para Ele com o pulsar do meu sangue, estou aberto a poemas e a palavras de um amor que Ele me fez aprender, me fez entender e me ensinou a oferecer.
Visto-o nesta data com palavras por mim despidas, em dezembro sempre assim enceno, sempre com o meu sorriso para as árvores verdes, para as luzes que piscam, para os enfeites da rua, para as crianças que olham para mim!
Está frio e eu uno o meu corpo ao Dele, ou Ele já se uniu a mim quando eu nasci.
Está frio lá fora, sempre lembro dezembro como o mês do Menino ou o Menino sempre se lembra de mim em dezembro, lá fora tantos são os meninos com frio, tantos os que têm fome, tantos os que não lembram dezembro por ser Natal! É dezembro e eu quero dizer a todos os que sofrem que vos amo, que os tenho, que os não esqueço, que os admiro, mesmo não pudendo estar com eles, ou simplesmente a minha impotência é real…
Mas escrevo para que todos saibam, que amo a palavra que Jesus me ensinou! Para todos sem excepção, Feliz Natal amigos da terra e do espaço onde habita o acreditar! Eu acredito e Ele também… É dezembro e está frio lá fora… Mas dentro de mim… O calor é Ele!


José Alberto Sá

domingo, 11 de dezembro de 2016

O jogo da vida

O jogo da vida

Afinal eu também jogo, o amor é esse jogo de sorte ou azar!
Jogo misterioso, importante, onde o jogo de cintura é ser ou não ser a totalidade, a verdade do que dizemos e fazemos.
Pornografia, sexo, com ou sem nexo, é amor num jogo em que o campo é a vida e nós os célebres actores/jogadores equipados de nada ou de tudo!
Afinal eu também sou da encenação, sou deste palco, onde as batidas de Molière são pancadas que damos uns aos outros quando em cena, pena por vezes esquecermos o papel!
Também sou o guarda-chuva que se molha em dias de tempestade, também sou a folha que se rasga de mal utilizada, também sou o inclinado ser que se verga ao destino!
Afinal eu também jogo, nesta acidez de vida ou nesta despida paixão que é a vida, eu disse despida, porque nem sempre vestimos a vida como ela merece!
Simultaneamente eu vejo o bom e o mau, o certo e o errado, o novo e o velho, o chão e o céu, sei distingui-los e por vezes ignoro essa valiosíssima parte da vida, é aí que se perde o jogo!
Afinal eu também jogo, sempre admiro a multidão que joga, os amigos que jogam, a família que joga, é sempre a vida que está em jogo e que nos dá o resultado!
Afinal eu também jogo, a cada segundo, a cada respirar, mesmo quando se sonha com o real, ou na realidade tudo não passa de um sonho.
Haja vida e o jogo está sempre a contar, as grandes penalidades são erros de quem não sabe defender o amor da vida, os livres são as lições do momento e o final não passará de um jogo que continua…
Afinal eu também jogo… Contigo!


José Alberto Sá 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A razão de te ter

A razão de te ter

Não sei se a razão é ter-te amado
Só sei que é desejo inacabado
Não sei se te ter é beijo dado
Só sei que é o amor do meu pecado

E depois a razão foi conquistada
No saber do desejo de uma mão dada
E depois em te ter foi boca beijada
No amor de te saber a minha amada

Agora sei que a razão é o teu olhar
Ao saber que o desejo foi-te abraçar
Agora sei que nessa boca posso beijar
Por te saber eternamente a me amar

Com tudo isto a razão aconteceu
Nos amamos eternamente na cor do céu
Com tudo isto nosso amor sempre cresceu
Deus Nosso Cristo disse que o amor, és tu e eu

José Alberto Sá

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Tudo chora e eu também

Tudo chora e eu também

Chora tudo e tudo chora!
Como eu choro também, neste chão o triste mora
Quando tudo e tudo chora
Em lágrimas de todos vós e dos meus olhos também

Chora tudo e tudo chora!
Escondido no meu canto, neste chão onde me espanto
Quando tudo e tudo mora
Num chão frio de lágrimas e carregado de pranto

Chora tudo e tudo chora!
Ilusão de uma promessa ao nascer, num mundo a acontecer
Quando tudo e tudo se devora
Num medo de quem implora, vontade de muito crescer

Chora tudo e tudo chora!
Gritos de um mundo além, sentidos por mim aquém
Quando tudo e tudo se evapora
Num mundo só de alguns, onde os outros são ninguém

José Alberto Sá

domingo, 4 de dezembro de 2016

Todos os dias...

Todos os dias…

Todos os dias poderia encontrar uma mulher, ou uma mulher todos os dias me pode encontrar! Não me escondo, nem procuro, também não se esconde, nem me procura, porque já estou, já sou, já tenho, já tem e já vivo…
Todos os dias poderia ser impenetrável, ou artificial, ou negociável, mas todos os dias penetram-me aromas femininos, todos os dias a natureza me faz saber a sua cor, todos os dias sou gratuito, o amor não se paga.
Todos os dias poderia revelar-me, poderia ser proibido, ou um tabu, mas todos os dias escondo algo, todos os dias abro exceções ao proibido e todos os dias sou palavra direta, firme e concisa.
Todos os dias poderia ser um animal irracional, um ser inerte, uma carta, ou um pensamento negativo, mas todos os dias acordo para amar, todos os dias amo, todos os dias digo que amo, boca na boca, todos os dias penso positivamente, porque amar é dar amor e isso é poder ser todos os dias igual a mim mesmo.
Todos os dias é a existência, do palpável, do aromático, do chamamento, da luz refletida e da tua voz a me penetrar…
Quando me dizes: amo-te
E eu te respondo: Também meu amor.
Todos os dias é assim…


José Alberto Sá

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Imagino-vos

Imagino-vos

Possuo uma imaginação tão real, que assisto todos os dias, aos retratos de todos os bons e os maus, onde a moldura sou eu que a faço!
Todos se dirigem nus em minha direção, todos são por mim vestidos, ou ainda mais despidos.
Não vestirei, mas sim arrancarei de mim, toda a pele daqueles que me forem impuros!
A imaginação é a graça do artista e essa graça é o objeto imaginário do obscuro desejo, o desejo que é meu!
Olho-vos a todos e a todos imagino… Nus!
Não pelo ato sexual, essa é uma imaginação que deambula dentro de mim, mas que somente a mostro quando visto alguém! Alguém que também me quer vestir!
Não sejamos hipócritas ou ignorantes, sejamos nus mas limpos, pronto a sermos vestidos, sejamos simples no existir e aí nos sentiremos vestidos de amor!
Esse amor é a roupa de que vos falo e imagino em todos vós.
Imaginem como eu a luz, imaginem a mão que toca na pele, imaginem o olhar que vos olha e vos chama, imaginem a boca que se abre e vos beija, imaginem o nariz que vos arruma o cabelo atrás da orelha e vos faz sentir a respiração, imaginem o calor humano que grita sem voz… Imaginem o ser real e saciai-vos dos pedaços que sobram das molduras que faço!
Todos vós sois retratos reais de vós mesmo e as molduras são os meus sentimentos, que vos imaginam vestidos de amor… A sobra deste meu imaginar é luz para quem se quer iluminar… Aqueles que não me conhecem e me podem vir um dia a abraçar!


José Alberto Sá

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Corpos

Corpos

Apenas com todo o meu corpo, sou carne, sou tecido que ama vestir a mistura que me confunde e em ti se funde.
Apenas com todo o meu corpo, reviro com um olhar salivar o teu pescoço, os teus ombros e os teus braços que me confundem na reviravolta que nos funde.
Apenas…
Apenas ficam as coxas salientes na textura do tecido, que é a minha pele, quando com todo o meu corpo te denuncio e te descubro os segredos.
Apenas com o meu corpo, tapo a fenda que aparentemente se faz inocente, apenas se faz…
Porque inocente, é o vestido sentido e nu do teu sorriso.
Com o meu corpo, brotam saliências vestidas de mais saliências, de mais aparições, de mais confissões, quando tu, apenas nua me agrides com amor.
Apenas…
Apenas com o meu corpo, te faço agressiva, te vejo arrepiante, de boca aberta, olhos fechados e um estilo teu, único, louco… Apenas teu…
Apenas com o meu corpo te faço triunfar… Apenas amar e amar depois de amar… Apenas com o meu corpo e o teu.


José Alberto Sá

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Se for preciso

Se for preciso

Se for preciso eu socorro-me de antologias, nelas viajo onde se depositam os pensamentos, dos outros e de mim.
Se for preciso o meu pensamento será depósito, de uma vossa viagem depositada como se fosse antologia, como se fosse de todos e minha.

Se for preciso serei bíblia aberta, não a de um Deus Maior, mas a de um deus enorme que O Ama, ou serei sebenta escrita pelo enorme deus, que ama um Deus Maior e se for preciso serei…

Serei a medida, a forma, a opinião, o vestuário, a nudez, serei num todo a luz que sinto, ou então, se for preciso, serei no que sinto um nu vestido de opiniões, de medidas em forma amor.
Efetivamente talvez não seja preciso, que eu seja preciso, ou talvez eu seja preciso mesmo não sendo, o meu mecanismo é desejo de escrever.

Se for preciso, dosearei as palavras para que não sejam ditas todas hoje, ou hoje não direi todas as palavras que doseei para os outros dias.
Se for preciso serei oposição de um apagar ou acender de folhas em branco, ou serei, se for preciso, as folhas em branco em que me oponho ao seu acender ou a apagar depois de as ter escrito.
Se for preciso, eu não vou parar de escrever, ou se parar é porque não é preciso continuar, isto, porque não estarei cá… Cá é continuar, se for preciso!


José Alberto Sá

Fenómeno ou realidade!

Fenómeno ou realidade!

Por vezes, nem são vezes, são loucura, são loucos, são vezes em que enlouqueço, ou enlouqueço por vezes, onde o louco sou eu, ou os loucos são eles, os que me enlouquecem tantas vezes!
Na realidade assumo o papel em que a loucura me acompanha, ou me acompanha a realidade louca do papel escrito por mim!

Sou por vezes um papel curioso, um papel impulsivo, ou recatado na vergonha da curiosidade que por vezes a nada me leva, ou me leva ao impulso rápido de concluir vergonhosamente que existem papeis que me levam a recatar.

Por vezes sou fenómeno do acaso, ou no fenómeno sou por vezes o acaso onde acontece o caso real, e o que acontece é o resultado da loucura que me faz sentir no papel que escrevo, onde o fenómeno não sou eu, nem outro qualquer, são somente palavras escritas pelo fenómeno real da curiosa forma que tenho de vos falar…

Escrever em papel como um louco, onde por vezes enlouqueço, sem me dar de conta, que neste mundo curioso os fenómenos acontecem e eu somente me recato nas palavras impulsivas do mundo em poesia, talvez louco.

Por vezes selvagem, por vezes erótico, por vezes vazio, por vezes cheio de tudo e tantas vezes com vergonha dos que vivem só para mim, existe sempre o medo de ferir alguém, ou alguém me ferir com medo!

Sou por vezes a cobertura de um corpo, ou um corpo que por vezes se cobre de outro corpo, talvez me esqueça por vezes dos tabus, ou os tabus já não se importem que eu me esqueça, já quase todos sabem como é escrever no papel e loucamente amar o que se escreve, este é o impulsivo ato de esvaziar o recato de um ser com vergonha, com vontade de ser real e não um fenómeno incompreendido! Por isso escrevo o que me vai na alma…

Eu disse quase… Quase todos sabem como é escrever no papel, quando loucamente se ama!


José Alberto Sá

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quando artista!

Quando artista!

Quando artista não nos exibimos, ou exibimo-nos somente a nós próprios, para que os outros nos sintam e se unam a nós!
Na verdade, somos como a teoria do orgasmo! Ou conseguimos, ou não conseguimos.
Ou temos aptidão para ser artista, ou nos rendemos somente ao amor que a arte e a cultura nos oferece. É nesse ponto que por vezes me sinto, com amor, com arte, cultura e aptidão… Mas ser artista nunca o serei sozinho, será sempre preciso a multidão.
Quando descobri a sexualidade, pensei na sociedade e na cultura! Ser artista de mim mesmo!
Na sociedade damos as mãos ao ato como obrigação e esperamos que tudo seja passado como silhueta, como se nada tivesse acontecido, ou que não acontece! Na cultura damos as mãos ao ato como catedral da vida e esperamos que tudo seja passado como num palco, onde o ato é criação e um maravilhoso sentido de vida!
Quando artista não nos exibimos, ou exibimo-nos, se a multidão bater palmas, ou as mentes erécteis, as que vivem sorridentes nos disserem, bravo!
Quando artista, não o faço como negócio lucrativo, faço-o negociando como troca, como quem diz: pega lá e dá cá… Amor!
Muito amor eu levo quando artista, ou quando artista eu gasto tudo que tenho na oferta aos outros, e se não consigo melhor é porque tudo já não é meu, é de quem estava presente.
A fórmula não é um preço particular de quem luta, a fórmula é a consciência de quem soma orgasmos e sorri como os artistas que amam o que fazem!
Quando artista, também não me exibo, mas espero como todos os artistas de um aplauso, um sorriso sincero ou uma frase motivadora.
Assim vivo durante o ato, sempre eréctil com a vida! Amo a arte e quem a partilha.


José Alberto Sá

sábado, 19 de novembro de 2016

Prisioneiro deste mundo

Prisioneiro deste mundo

Sou um prisioneiro da loucura, da liberdade que sinto neste mundo com mar, com terra, com vento, com chuva… E amor!
São somente grades que vejo no horizonte, muito para além de um mar imenso, onde a loucura são ondas que vêm e vão e são sentidas na vida porque não desistem!
Sempre me torturei, sempre tive vontade de me desmembrar e sentir na descoberta tudo que existe do outro lado, do outro lado do muro que não conheço! Mesmo assim sem membros, torturado, eu queria passar o outro lado e gritar o que vai dentro de mim!
Apetece-me torcer a terra e ver espremido todo o mal, que cada gota pingada no chão fossem pedaços da minha loucura, pedaços de um pulsar louco, deste meu acelerado coração…
E ressuscitar pleno de amor, com todos os outros que olham e amam toda a cor!
Sinto que os fantasmas deambulam todas as noites e durante o dia são obsessões que habitam na prisão, onde me sinto prisioneiro… Nesta terra!
Já não me apetece brincar, os brinquedos de hoje não combinam com os meus dedos e os meus olhos já não reconhecem as formas do sorriso, de quando era criança!
E hoje preso, sou um manequim que se veste para obedecer ao ritual do dia-a-dia!
Tenho medo das partes que me chegam, quando olho o horizonte vermelho
num mar de sangue, onde me sinto impotente para o tornar em azul do céu.
É por este motivo que me sinto prisioneiro, desmontável, manuseável, transformável… Mas sempre e sempre carregado de amor!
Um dia talvez consiga ver para lá do muro e do horizonte, talvez se viva em liberdade, amizade, partilha e muito amor…. Talvez!
Vou dormir e se acordar amanhã é mais um passo e mais uma vontade de Deus, talvez seja vontade Dele que eu vejo o outro lado e vos conte as novidades da vida.
Vinde lutar comigo, soltar palavras e pedir a demolição deste muro, deste horizonte onde me sinto prisioneiro e impotente para o fazer sozinho!
O amor é tudo que conheço, o resto é algo que me contam, que eu vejo e não quero acreditar, nada mais cabe dentro de mim! O mundo não foi feito para ser assim!
Quando sair desta prisão que é o amor, vou saltar o muro, pular horizontes e sorrir com todos os que vieram! Até lá!

José Alberto Sá

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O último dia, gravado em mim

O último dia, gravado em mim

A última chuva molhou o meu rosto
E de cara molhada escondi uma lágrima
Que ainda hoje escorre no mesmo chão
O último dia, o dia eterno deste meu corpo
Onde o teu beijo me deixou tatuada
Com a saudade de te ter de novo de coração
Hoje amo a chuva caída na terra molhada
E na lama me vejo, sem ti e apaixonada

O mar, esse nosso parceiro de tantos dias
Amamos em ondas tocadas por ti
Um amor sufocante, que na pele tu sentias
Como ondas do meu corpo, na vaga onde gemi
Hoje trago no peito uma certeza
De lembranças que ficaram em mim
Como certo é o amor do céu pela natureza
Como certo é ser eu uma flor e tu um jardim

Se eu pudesse seria em ti de novo um regaço
E ao fazer amor contigo, jamais seria a pecadora
Seria na lembrança, uma noite de cinema no terraço
Ou um romance perfeito ao olhos de Nossa Senhora
Hoje não tenho razão para sorrir
Fica a luta a cada noite na solidão
Beijar-te e amar-te só, numa louca união
E de novo sentir a terra e o céu a se unir

As lágrimas combinam com esta dor
Mas eu tenho comigo outra combinação
Fazer amor contigo à chuva e eternizar a recordação
De quando me rasgaste o ventre e loucos fizemos amor
Ainda sinto as tuas mãos em meu corpo a deslizar
É esse sol que sai de ti e me lembra o verão
O calor de te ter um dia e eternamente te amar
Para seremos, um céu, um mundo, o mesmo chão

José Alberto Sá

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O grito

O grito

O grito da Ágata demonstrou,
que o final foi território desbravado,
quando gritou!
Então dela nasceu o êxtase,
no momento, no segundo em que amou!
A sala estava quente
e as sombras na parede
eram escorridos em labareda,
estava calor e a lareira estava acesa!

O grito era o sinal,
de um final sem laços apertados,
a nudez era absoluta
e a boca mostrava uns lábios,
a fome mostrava a fruta!
Aquela boca que gritou,
que humedecida se fez ouvir,
foi a boca que levou a razão a todo o meu sentir!

O grito ecoou baixinho… Eu ouvi!
A boca humedecida… Estava igual à minha!
A Ágata ofereceu seu território… Eu senti!
E no final gritou baixinho… Agora adivinha.
Quem estava com ela?

Naquela sala, num dia quente e de lareira acesa!
A sala era um céu de amor!
A lareira a faminta vontade!
O grito era o êxtase e o fervor!
O final era o amor e a liberdade!
Era eu… Era ela!


José Alberto Sá

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Terra minha, que não o é!

Terra minha, que não o é!

Terra, somente terra
Chegou cedo e não mais me deixou
nem mais um segundo
Nem sozinho ao nascer do sol,
nem sozinho ao deitar
Nem liberto neste mundo!

Terra, somente terra
Chegou cedo e sempre me ocupou
em todos os momentos
Mesmo quando o silêncio se faz
Mesmo quando o barulho existe
Sempre em todos os sentimentos

Terra, somente terra
Chegou cedo e não mais se foi
Nem nos dias de dor
Nem nos dias de amor
Nem nos dias que não contei
Nunca me deixou,
nem hoje que nada sei!

Terra, somente terra
Chegou cedo e já me habita
Até pelos pés a sinto
Até na cabeça, eu a penso
Até o coração a sente
Até que um dia que me vá,
talvez como toda a gente!

Terra, somente terra
Que tudo me deu e eu…
Tudo penso que sou e nada sou
Nesta terra, somente terra!


José Alberto Sá

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ser... Eu

Ser… Eu

Ser…
Ser quem sempre sonhou
Quero ser…
Aquela pessoa que sempre fui
Aquela pessoa que sempre voou
Sendo eu, a pessoa que sempre sou
Ser…
Aquela pessoa que sempre amou
Ser o pedaço de um mundo, onde estou
Ter e ser,
o amor que a todos dou
Quero ser criança a quem o mundo deu
Quero ser o mundo que não se perdeu
Quero ser eu…
Quero ser o sol e a chuva fria
Quero ser a luz e a alegria
Quero ser o povo que me conheceu
Ser…
Ser a voz que me apeteceu
Quero na minha sombra o perdão
Quero ser a paz, uma alma, um coração
Quero ser
Ser a perfeição, mesmo que impossível
Quero ser o intransponível
Quero ser
Quero ser o olhar ao longe para te buscar
Quero ser a mão para te acenar
Quero ser,
a dor de um mendigo no meu abrigo
Quer ser, ser a fome sem promessa
Quero ser o abraço, ser o amigo
Ser a vida e que o mundo aconteça
Só quero ser…
Ser… Eu


José Alberto Sá

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quando me desejas!

Quando me desejas!

Cruzas as pernas e amedrontas-te
Tu sabes de tua lucidez e desespero, apertas!
Sabes do obsceno em orgasmo sofrido!
Cruzas as pernas e flamejas-te
Tu sabes do martírio e a tenaz que se eriça!
Sabes que as cruzas e as mostras descobertas!
Cruzas as pernas e aprontas-te
Tu sabes da delícia no aperto contido!
Sabes que serras os olhos e os lábios na cobiça!
Cruzas as pernas e mostras-te
Tu sabes que a humidade é gozo de um rio
Sabes que as margens são lábios de cor
Cruzas as pernas, eriças a pele e não é frio!
Tu sabes que o prazer é corrente que atiça
Sabes que o aperto é loucura e amor!

Quando me desejas e eu não estou!
Cruzas as pernas num vai e vem…
Tu sabes, tu és, tu sabes, eu sou!
Sabes amor, sabes sentir como ninguém!



José Alberto Sá