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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Imagino-vos

Imagino-vos

Possuo uma imaginação tão real, que assisto todos os dias, aos retratos de todos os bons e os maus, onde a moldura sou eu que a faço!
Todos se dirigem nus em minha direção, todos são por mim vestidos, ou ainda mais despidos.
Não vestirei, mas sim arrancarei de mim, toda a pele daqueles que me forem impuros!
A imaginação é a graça do artista e essa graça é o objeto imaginário do obscuro desejo, o desejo que é meu!
Olho-vos a todos e a todos imagino… Nus!
Não pelo ato sexual, essa é uma imaginação que deambula dentro de mim, mas que somente a mostro quando visto alguém! Alguém que também me quer vestir!
Não sejamos hipócritas ou ignorantes, sejamos nus mas limpos, pronto a sermos vestidos, sejamos simples no existir e aí nos sentiremos vestidos de amor!
Esse amor é a roupa de que vos falo e imagino em todos vós.
Imaginem como eu a luz, imaginem a mão que toca na pele, imaginem o olhar que vos olha e vos chama, imaginem a boca que se abre e vos beija, imaginem o nariz que vos arruma o cabelo atrás da orelha e vos faz sentir a respiração, imaginem o calor humano que grita sem voz… Imaginem o ser real e saciai-vos dos pedaços que sobram das molduras que faço!
Todos vós sois retratos reais de vós mesmo e as molduras são os meus sentimentos, que vos imaginam vestidos de amor… A sobra deste meu imaginar é luz para quem se quer iluminar… Aqueles que não me conhecem e me podem vir um dia a abraçar!


José Alberto Sá

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