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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mesmo

Mesmo

… Mesmo quando te vejo em filigrana.
Apetece-me continuar a escultura, apetece-me ser oferecido a esse rendilhado.
… Mesmo sendo tu a modelo de pele intocável, de desejo Narciso, da melhor criação, de um céu que preciso… De tudo, de tudo que me devora o juízo!
… Mesmo quando te vejo excelência, quando te olho amor, me apetece continuar este caminho.
… Mesmo quando a loucura que levo, seja somente para te ver.
… Mesmo que não possa sentir, ou ser a overdose da minha vontade.
… Mesmo assim, preciso que me ames, tal como te amo.


José Alberto Sá

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Estímulo

Estímulo

Trémulas são estas mãos ingénuas,
que te exploram meu amor!
Na pureza de cada estímulo,
de cada curiosidade
que os meus olhos já conhecem de ti
Trémulas são estas mãos ingénuas,
meu amor!
Que todos os dias, exploram em ti
tudo... Tudo de novo

José Alberto Sá

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vivo

Vivo

Eu não vivo nessa vida!
Onde a vida já não cabe!
Eu vivo na vida com vida!
Onde a vida é de quem sabe!


José Alberto Sá

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Alcoolizados

Alcoolizados

Bebo amor e absinto
Bebo a loucura e não sinto
Bebo pecados e dança
Bebo braços, pernas abertas
Bebo lábios que a língua alcança
Bebo tangos nas cobertas

E gemidos sobre as nuvens
Um sol bebido em calor
Uma lua bem sonhada
Mais amor,
numa noite penetrada

Bebo o verão em tons pastel
Bebo ventres, bebo mel
Bebo bagaço que me atordoa
Bebo veneno chamado sexo
Bebo beijos e desejos
Bebo turbulências sem nexo
Bebo vontades, doa a quem doa

Bebo o mundo
Bebo imundo
Bebo nas bebedeiras do ser
Bebido como homem que sou
Bebo na taça a quem chamo mulher
Bebo louco quando vens,
Bebo louco quando vou

Bebo sem medo do teu olhar
Bebo esse teu corpo que venero
Bebo até morrer por te amar
e é louvor
Pois ambos bebidos seremos, como eu quero
Como tu queres… Meu amor


José Alberto Sá

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Amor pela vida

Amor pela vida

Tantas vezes o tema é o amor…
Tantas vezes o meu cérebro impõe a ideia, de que sempre existe o amor em tudo.
Sou testemunha desta importância, deste cupido, que me espetou a flecha do espetáculo que é o amor.
Quando acordo, já o faço em amor… É tão vulgar, que não o deixo fugir!
O tempo leva-me depois para a sociedade, onde tantos acham o amor, como a desordem e a transgressão da vida.
Tantas vezes o tema é o amor…
Tantas vezes a febre me questiona, porque tantas vezes eu vivo em amor? E a resposta é: Porque o faço mesmo na temperatura mais alta da vontade, da crença, do sabor, do aconchego, do ato e do acordar!
Quando acordo, agradeço… Aquela voz cintilante que ninguém ouve, mas que eu sinto e sei que me chama!
Quando acordo, ergo-me o suficiente para olhar o céu, sabendo que um dia talvez o mereça, ergo-me o suficiente para me sentir apaixonado pela vida, pelo ser que me levanta, pela virtude de poder abraçar o calor de uns olhos que me aturam… E isso é amor!
Tantas vezes o tema é o amor…
Tantas vezes, que do nada e do estranho, eu surjo e faço amor numa vontade eterna… Com tudo, com todos e até comigo!


José Alberto Sá

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Que é...

Que é…

É mulher!
É mulher/criança, menina que dança
Que abraça, que beija
Que grita, que chora
É mulher que alcança
Que graça, que deseja
Que ama, que implora!
É mulher!
É mulher que encanta, que se veste
Que se despe, que se esconde
Que aparece, que se firma
Que responde, que de onde…
É mulher, que é rima!
É mulher!
É mulher, que é textura
Que se oferece, que se nega
Que é paixão, que se pega
Que se atura, que é calor
É mulher!
É mulher, que é amor!


José Alberto Sá

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Todas as noites

Todas as noites

É durante o dia que sou cúmplice e navegador…
É durante a viagem nas águas deste meu mar de sonho, que me embriago nas ondas e saboreio o sal e o sol da noite anterior.
É durante e depois…
Que me vejo endiabrado e embriagado, pelo sentir nu de um corpo que se fez ao mar, naquela noite estrelada.
Cada um de nós se fascinou pelo olhar, cada um saboreou a boca e absorveu a loucura salivar, como se de espuma se tratasse… Loucos beijos e braçadas de aflição amorosa, apertos de braços e dedos aflitos na humidade, num botão de rosa!
É durante o dia que exalto a arte e pinto de ouro o meu pensamento, não esqueço, não abandono, pois a cumplicidade acompanha-me ao segundo.
E o mundo!
É durante o dia, a lembrança de todas as noites, onde navegamos em amor.


José Alberto Sá