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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Que é...

Que é…

É mulher!
É mulher/criança, menina que dança
Que abraça, que beija
Que grita, que chora
É mulher que alcança
Que graça, que deseja
Que ama, que implora!
É mulher!
É mulher que encanta, que se veste
Que se despe, que se esconde
Que aparece, que se firma
Que responde, que de onde…
É mulher, que é rima!
É mulher!
É mulher, que é textura
Que se oferece, que se nega
Que é paixão, que se pega
Que se atura, que é calor
É mulher!
É mulher, que é amor!


José Alberto Sá

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Todas as noites

Todas as noites

É durante o dia que sou cúmplice e navegador…
É durante a viagem nas águas deste meu mar de sonho, que me embriago nas ondas e saboreio o sal e o sol da noite anterior.
É durante e depois…
Que me vejo endiabrado e embriagado, pelo sentir nu de um corpo que se fez ao mar, naquela noite estrelada.
Cada um de nós se fascinou pelo olhar, cada um saboreou a boca e absorveu a loucura salivar, como se de espuma se tratasse… Loucos beijos e braçadas de aflição amorosa, apertos de braços e dedos aflitos na humidade, num botão de rosa!
É durante o dia que exalto a arte e pinto de ouro o meu pensamento, não esqueço, não abandono, pois a cumplicidade acompanha-me ao segundo.
E o mundo!
É durante o dia, a lembrança de todas as noites, onde navegamos em amor.


José Alberto Sá

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Grito no silêncio dos meus sentidos

Grito no silêncio dos meus sentidos

Esforço-me por demonstrar os gritos dos meus sentimentos.
Tenho em atenção a forma como vivo, como vejo, como sinto, como quero, como desejo, como sonho, como realizo, como falo, como beijo, como abraço, como amo e como aceito a outra parte…
Até a memória conservo sem a julgar.
Lembro que sendo homem, brincava com bonecas, aos médicos e nessas brincadeiras, sabia sorrir e sucessivamente amar.
Quando vejo as costas de uma mulher em formato de violino, sei ouvir a melodia que soa dentro de mim, saindo dela!
Quando visito um museu de arte sensual, sei sentir cada pedaço de tela, cada pedra ou outra matéria, como se fossem amantes do espaço, sinto as obras como donas de mim, sinto que a minha boca poderia gritar, pois elas não reagiriam, somente eu lhes posso dar vida pelos meus sentimentos, pelas minhas vontades, pelo meu fetiche e pela minha loucura!
Esforço-me e o que me faz crescer… É esta vontade de sentir, de querer e de um dia já crescido, saber que valeu apena viver, no sonho desta louca carne que veste os meus sentidos.
Esforço-me sem gritar, pois o eco que oiço não é da minha voz, é da loucura do mundo que não me deixa sonhar… Ignorando que tenho sentimentos e o mais forte é amar!


José Alberto Sá

Quando vieres...

Quando vieres…

Como não estás… Olho-te durante algum tempo em cima da minha cama!
E imagino-te a janela virada para o universo do amor.
Os teus lábios vermelhos tombam no tapete do quarto, e sempre que os toco beijo-os arduamente!
O chão é de um azul acinzentado e nele posso beijar todo teu corpo, como se fosse num céu enevoado… Cada nuvem um suspiro meu imaginado, cada beijo um suspiro teu sonhado.
É no tapete que me enlaço no teu corpo e voo contigo sobre o universo do amor… E tu és a janela virada para esse horizonte que amo,
Como não estás… Amo-te a cada segundo no meu silêncio e quando vieres saberás que foste o universo da minha imaginação, saberás sentir o céu de um azul acinzentado igual ao meu!


José Alberto Sá 

Corri...

Corri…

Ao levantar-me afastei as pernas…
O meu olho esverdeado quis olhar e fazer-me sentir presente.
Recordo a pele branca…
Nunca vi, nunca senti na íris destes meus dois olhos, um caminho tão perfeito!
E ao levantar-me tinha defronte de mim a prova, a razão, a vontade e uma conquista…
O meu olho esverdeado olhou em volta e colocou-se em posição…
Recordo os meus dedos a tocar o chão!
Deram partida e eu corri para a meta, queria ganhar…
Ao levantar-me afastei as pernas, olhei o caminho, recordo ainda hoje a pele branca das pernas dos outros atletas, estavam de calção, tal como eu!
E na perfeição olhei os meus colegas de prova e corri… Corri… Corri até ela.
… Voando até à meta!


José Alberto Sá

Espinho, cidade encantada!

Espinho, cidade encantada!

É Natal e vivo numa cidade encantada, dizem aqueles, que sem encanto se vêm como duendes numa floresta inexistente.
Cidade encantada para o seu criador, teoria de uma mente puramente abstrata, pois quem lhe dá este nome “encantada”, teria obrigação de lhe dar encantamento!
Na realidade vivo num quadro de mar, estrelas e sorrisos de quem vive na esperança de se encontrar, num encanto em que o Natal seria para todos.
É Natal e nada nos pertence, mas vivo intensamente cada fragmento, cada pormenor que a natureza me oferece, sempre na esperança de olhar a minha cidade e lhe poder dar esse encanto prometido, mas que alguém cósmico, se excita e somente sonha, levando a se acreditar que eu também vivo numa cidade encantada!
E quando acordarmos deste sonho, vamos querer um novo Natal, um novo Pai Natal, uma nova cidade encantada, mas de verdade!
Feliz Ano Novo, com desejos de uma cidade encantada na verdade e no amor… Espinho merece encontrar o caminho e ser abraçada com dignidade!


José Alberto Sá

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O nosso amor

O nosso amor

Nosso amor se organiza,
quando é perfeição
É amor lábios nos lábios
Olhos nos olhos e é a perdição
E o nosso amor se organiza,
quando queima dentro de ti
É amor braços nos braços
Corpo no corpo, sussurros loucos
Tu suspiras e eu vivi

Nosso amor se organiza,
na surpresa do momento
É amor beijo no beijo
Dedos nos dedos
e a saliva é o sustento
E o nosso amor se organiza,
quando pulsa o gemido
É amor carne na carne
É loucura de nós os dois,
vestidos de amor
Tu comigo eu contigo

Nosso amor se organiza, é suor
É a verdade que nos eterniza


José Alberto Sá