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domingo, 17 de setembro de 2017

Queremos-te renascida

Queremos-te renascida

Espinho tantas vezes flor,
Rainha da Costa Verde!
Tantas vezes amor,
Rainha unida,
hoje separada por uma parede!
Hoje olho-te,
como se fosses sexo feminino,
pois tantos te violam!
Eu te vejo possuída por membros eréteis!
Que no destruir se consolam!

Espinho tantas vezes meu mar,
tantas vezes fruto das árvores da felicidade!
Tantas vezes colorida,
Rainha vareira,
hoje acenada pela mentira e ingenuidade!
Hoje olho-te,
como se fosses procura sexual,
de um poder que se masturba sem idade!
Que possuem mentes sequiosas,
que procuram o orgasmo na vaidade!

Espinho está na hora da mudança!
Queremos em ti a virgindade!
De quem te ama como nasceste
De quem te quer na lembrança!
Rainha da Costa Verde, que tanto deste
E tanto precisa com amor
Espinho flor e rainha
Nas mãos de uma Senhora
Que de braços ganhadora
Se fará presidente!

Leonor Fonseca será de toda a gente!


José Alberto Sá

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Quem és Leonor!

Quem és Leonor!

Tu te ergues Leonor!
De tanto Espinho viver
Eu diria mesmo em amor
Que ergues nos braços todo o ser
Que brilha em teu sorriso

Assim te abraça a vida
Sem abandono, àquele que te cerca
Quem és tu? Leonor!
Que de alma querida
Se veste com o peito
Espinho com respeito
O povo com amor

Oh rapariga que acompanho
Que vivo como que a cantar
Peixe na rede que é do nosso mar
Vida da terra, de todo o tamanho
Vida que escuta a voz da verdade
Mulher guerreira, mulher sem vaidade

Oh Leonor! Diz-me quem és?
Grita ao povo de tua bravura
Mostra à cidade onde vive a loucura
Grita aos ventos, à maresia, da proa ao convés
Grita no barco do povo vareiro
E mostra a verdade quando se é o primeiro

Tu te ergues Leonor!
E na canção que se cantar
Grita na quadra refrão
Que és mulher de amar
Igual à água e ao pão
Mas sempre com a gente do mar
E com a gente em amor


José Alberto Sá

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O chafariz

O chafariz

Salpicam-se as pedras numa calçada portuguesa!
A luz vem da varanda, da beleza e da altura
E há homens, naquele canto da cidade!

Salpicam-se é verdade!
Dizem uns, que são vaidades de sua alteza!
Há homens, naquele canto de amargura!

Ao longe,
Casas inclinadas como vénia ao senhor!
Pobres salpicados sem água e sem brio
Vivem como homens, como homens do doutor!
Sentinelas debruçados sobre a fome e o frio

Barcos ancorados ao longe no horizonte
Quando homens de verdade se fazem ao mar,
mesmo defronte…
Mesmo defronte à calçada portuguesa!
Onde os homens da vaidade
São mentes na puberdade
Salpicados pela gula, pelas árvores sem raiz
Onde vivem homens que amam a cidade
Em redor do chafariz!

Salpicam as pedras de uma calçada portuguesa!
Onde a luz é uma certeza
Pois há homens, que não o sabem ser
Iguais… Iguais à igualdade da minha cidade,
que tem vontade de crescer!

Há homens naquele canto, onde nada habita!
Há homens… E uma mulher que grita!
Vamos vencer!

José Alberto Sá

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Assim desejo!

Assim desejo!

A cidade escolheu um homem
E na sua vontade
Desejou que fossem todos iguais

Depois,
Acreditou com esperança
E pediram que os tratassem,
diferente dos animais!

Acreditaram nas suas convicções
Deram-lhe o Município para tratar
A boca dos pobres para sentir
E deram amor por mil razões!

Assim cresceu o homem
Com tudo isto e muito mais
Depois,
O povo deixou-o entregue ao seu destino!
Viu-o acenar e nada se fazer!
Viu-o livre nos sorrisos, como menino…

Mas era tarde demais!
Tudo era desigual, e a humildade evaporou!
E fez-se grande!
E pretendia ser imortal!
Mas o povo não gostou!

E afinal,
Será pequeno este pobre animal!

O povo que lá o meteu
Será na vontade de alguém
Que mesmo sem vintém
O verá sentir o erro que cometeu!


José Alberto Sá

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Beijo-te

Beijo-te

Escavo o infindável num beijo,
quando o amor escondido
é o azul céu.
Línguas no colo
tocando o céu da boca,
lábio teu,
lábio meu…
Flores de saliva
e a mente se faz louca!


José Alberto Sá

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quando tudo...

Quando tudo…

O mundo aos meus olhos minga!
O mundo cresce!
A vida se torna pequena!
O suor pinga!
O tempo falece!
Quando tudo, tudo vale,
ou tudo não vale a pena!


José Alberto Sá

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Bailado

Bailado

Curvas-te sedenta
E os pés altivos te fazem revelar
Curvas para quem não aguenta
A dança das calcinhas
Por entre pernas a cantar
Curvas tuas… Curvas minhas!

Curvas-te com ternura
E os pés sonâmbulos são a chave
Curvas que levam à fechadura
Portas de um salão
Por entre balsas, tangos e quem sabe…
Penetrar nas curvas desta canção!


José Alberto Sá