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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Paixão ardente


Quando falo da minha febre…
Falo do meu desejo...
Desde aquele olhar…
É paixão ardente, sem um beijo!

José Alberto Sá

terça-feira, 27 de março de 2018

Teus lábios


Teus lábios

Ao deitar... Olhei os lábios vermelhos, que tombavam sobre o lençol de cetim.
Observei-os para os compreender, para me compreender, para que os laços se estreitassem ainda mais, que a atração fosse hipnotismo e me transportasse até ao quente.
Ao deitar… Olhei e subi desde os calcanhares, tateando os fotogénicos joelhos e me deliciando com um beijo… Teus lábios vermelhos!... Ambos os lábios!
Foi ao deitar… Que me levantei!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de março de 2018

O mendigo

O mendigo

Há chuva na estrada
Das gotas do céu
São roupa molhada
Estendida e amarrotada
Num mendigo, ser humano,
como eu!

Há chuva que molha
Das gotas que amam
perdidas aos molhos
Numa vida sem escolha
Numa água que arrasta
a triste e já morta… A folha

Que morta grita,
como doces olhos
Há chuva de madrugada
Das gotas do mundo
Mendigos na proa
De um barco lá no fundo

Na chuva que lava
As mentes sem cor
Que não lavam a dor
Que não amam o mendigo
Na chuva da estrada!
Perdidos… E eu digo!
Sem nada!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Jovem... Meu amor

Jovem… meu amor

Jovem flor, que bom o despertar,
deste corpo nu que carrego
Provocas-me, o limite do meu íntimo
Jovem perturbada, menina a desfrutar
Deste corpo nu, que altivo não nego
Mesmo que irritado pelo amor

Jovem flor…

Menina inspiração de quantos homens
Até deste corpo nu, em transe e inquieto
Provocas-me, as delícias do olhar
Jovem, menina, loucura do meu aperto
Oh delírio, inquietação do mundo
a conquistar

Jovem flor…

Jovem… Meu amor
deste corpo nu, que sonha que alcança
Que canta, que grita, que geme
Que provoca a nau, no mar que dança
No mar que quer, no mar que sente
Oh realidade, de um coração que treme
Que pede, esse teu odor de flor…
De gente… Meu amor


José Alberto Sá

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Condução da vida

Condução da vida

Acordo em mim próprio e olho em volta o ar simpático.
Levanto-me e entro jardim dentro, estou feliz, sinto-me modelo desta violação que me faço!
Amo!
O que me importa é o improviso lá fora, correm os meus olhos em imaginação, correm os membros, pés e mãos com objetivo!
Agarrar depois de acordar, todas as flores que aromatizam esta minha grandiosa sensação de um ser sagrado!
Um ser vivo que se confessa na simbiose, com cada elemento que sente.
O além é azul que respiro, é vermelho que me aquece, é verde na esperança, amarelo na beleza, branco na suavidade e negro no desconhecido que procuro conhecer!
Acordo na simplicidade que me reveste, que me isola humildemente e me faz crescer.
Adormeço em mim próprio e olho em volta o ar simpático dos sonhos!


José Alberto Sá

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mesmo

Mesmo

… Mesmo quando te vejo em filigrana.
Apetece-me continuar a escultura, apetece-me ser oferecido a esse rendilhado.
… Mesmo sendo tu a modelo de pele intocável, de desejo Narciso, da melhor criação, de um céu que preciso… De tudo, de tudo que me devora o juízo!
… Mesmo quando te vejo excelência, quando te olho amor, me apetece continuar este caminho.
… Mesmo quando a loucura que levo, seja somente para te ver.
… Mesmo que não possa sentir, ou ser a overdose da minha vontade.
… Mesmo assim, preciso que me ames, tal como te amo.


José Alberto Sá

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Estímulo

Estímulo

Trémulas são estas mãos ingénuas,
que te exploram meu amor!
Na pureza de cada estímulo,
de cada curiosidade
que os meus olhos já conhecem de ti
Trémulas são estas mãos ingénuas,
meu amor!
Que todos os dias, exploram em ti
tudo... Tudo de novo

José Alberto Sá