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terça-feira, 15 de maio de 2018

A imagem pobre


A imagem pobre

A imagem é enganadora!
Tão que… Enganam as rosas com a sua aparência!
Enganam o céu com o grau de veracidade!
A imagem é a forma de representar
Tão que… O aspeto se torna conveniência!
Enganam as palavras com a oferta da falsidade!
A imagem é comprometedora!
Tão que… Se interrogam ao me olhar
Enganam os sorrisos, enganam a razão!
A imagem é a intenção de errar
Tão que… Eu sei quem são
Enganam os abraços… Mas a mim… Não!

José Alberto Sá

terça-feira, 1 de maio de 2018


Uma canção rosa, minha cor, meu amor

É hoje…
É hoje que vou e não sei onde!
É hoje para lá do sol, que te vou procurar…
Levanto-me com o arco-íris à janela!
Chovem margaridas brancas… Está frio!
A chuva traz nas gotas o teu sorriso gravado
A chuva chega e canta a minha canção em tons rosa!
É hoje, disse eu!
É hoje para lá do sol, meu amor!

Levanto-me com estes meus olhos no sol-posto
e nas montanhas que brilham em tom canela
Chove margaridas brancas… Lembro-me de ti
A chuva chega e cada salpico acaricia o meu rosto
As árvores bailam ao som da canção
O vento chega e traz consigo a chuva
Como bagos de uva, que batem no meu coração

É hoje…
É hoje meu amor e não sei onde!
Sei que para lá do sol, a luz é mais vistosa
É hoje, é hoje minha flor
Eu sinto na canção do amor
Ela traz o teu nome gravado… E tu danças comovida!
É hoje… Porque chovem margaridas
e eu te sinto a minha cor… É hoje…
Linda, doce, pura e querida… Minha Rosa
… Minha vida… Meu amor…

José Alberto Sá

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Paixão ardente


Quando falo da minha febre…
Falo do meu desejo...
Desde aquele olhar…
É paixão ardente, sem um beijo!

José Alberto Sá

terça-feira, 27 de março de 2018

Teus lábios


Teus lábios

Ao deitar... Olhei os lábios vermelhos, que tombavam sobre o lençol de cetim.
Observei-os para os compreender, para me compreender, para que os laços se estreitassem ainda mais, que a atração fosse hipnotismo e me transportasse até ao quente.
Ao deitar… Olhei e subi desde os calcanhares, tateando os fotogénicos joelhos e me deliciando com um beijo… Teus lábios vermelhos!... Ambos os lábios!
Foi ao deitar… Que me levantei!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de março de 2018

O mendigo

O mendigo

Há chuva na estrada
Das gotas do céu
São roupa molhada
Estendida e amarrotada
Num mendigo, ser humano,
como eu!

Há chuva que molha
Das gotas que amam
perdidas aos molhos
Numa vida sem escolha
Numa água que arrasta
a triste e já morta… A folha

Que morta grita,
como doces olhos
Há chuva de madrugada
Das gotas do mundo
Mendigos na proa
De um barco lá no fundo

Na chuva que lava
As mentes sem cor
Que não lavam a dor
Que não amam o mendigo
Na chuva da estrada!
Perdidos… E eu digo!
Sem nada!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Jovem... Meu amor

Jovem… meu amor

Jovem flor, que bom o despertar,
deste corpo nu que carrego
Provocas-me, o limite do meu íntimo
Jovem perturbada, menina a desfrutar
Deste corpo nu, que altivo não nego
Mesmo que irritado pelo amor

Jovem flor…

Menina inspiração de quantos homens
Até deste corpo nu, em transe e inquieto
Provocas-me, as delícias do olhar
Jovem, menina, loucura do meu aperto
Oh delírio, inquietação do mundo
a conquistar

Jovem flor…

Jovem… Meu amor
deste corpo nu, que sonha que alcança
Que canta, que grita, que geme
Que provoca a nau, no mar que dança
No mar que quer, no mar que sente
Oh realidade, de um coração que treme
Que pede, esse teu odor de flor…
De gente… Meu amor


José Alberto Sá

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Condução da vida

Condução da vida

Acordo em mim próprio e olho em volta o ar simpático.
Levanto-me e entro jardim dentro, estou feliz, sinto-me modelo desta violação que me faço!
Amo!
O que me importa é o improviso lá fora, correm os meus olhos em imaginação, correm os membros, pés e mãos com objetivo!
Agarrar depois de acordar, todas as flores que aromatizam esta minha grandiosa sensação de um ser sagrado!
Um ser vivo que se confessa na simbiose, com cada elemento que sente.
O além é azul que respiro, é vermelho que me aquece, é verde na esperança, amarelo na beleza, branco na suavidade e negro no desconhecido que procuro conhecer!
Acordo na simplicidade que me reveste, que me isola humildemente e me faz crescer.
Adormeço em mim próprio e olho em volta o ar simpático dos sonhos!


José Alberto Sá