Número total de visualizações de página

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A luz


A luz ténue do candeeiro é o sol ao deitar.
A luz provoca a lonjura do tempo que desejo contigo.
Sabes? Num beijo que dou, passeio desde os pés à tua boca... Parando por castigo na luminosidade, algures perto do umbigo!
É a luz ténue por cima de nós, meu amor.

José Alberto Sá

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

E ela e eu...

E ela e eu…

E ela sentada nada me dizia! E eu de pé observava a obra-prima!
E nós somente fitamos os olhos um do outro e desfrutamos tudo que a mente quer e deseja!
Fechar o olhar não estava no horizonte de algum de nós, assim me dizia o seu e o meu sorriso!

Transe, inquietação, angústia, vontade, luxúria e mil delícias se avistavam num espelho que mostrava o outro lado do corpo! A nudez de ambos era o mundo por conquistar, vi-me adulto e adolescente por momentos…
Alguns cabelos brancos de caminhos já percorridos, e algo aventuroso se fazia notar em mim!

O motivo tinha sido o trocar de pernas, o desnudar do mistério, de uma senhora de cabelos pintados ou uma jovem capaz de me fazer sentir estático!

E ela sentada nada dizia! E eu de pé, já não observava a obra-prima… Já sentia o universo da vontade feminina, somente estava mais perto, de pé! E ela sentada!

Eu gosto de horizontes sonhados e de um sofá como testemunha!
E eu sentado observava a obra-prima! E ela de pé, por mim acima!
Fechar os olhos não estava no horizonte de algum de nós, assim me dizia o regalar de pálpebras e respirares sufocantes!

Continuamos… Mas agora ambos nos sentamos! E ela nada dizia! E eu somente sentia o que o espelho refletia!

E eu deitei e ela deitou!
O mundo é para mim um pedaço de psicologia e mestria afinada pelo amor!
E eu continuei e ela continuou!
O amor afinado pela mestria é psicologia num pedaço de mim e do mundo!

José Alberto Sá

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

As almas


As almas!

Se existe gente no mundo,
há milhões de anos!
Por onde vagueiam as almas,
as boas, as más e as assim-assim?
Se eu soubesse, ai de mim!
Diz-me tu vagabundo?
Se eu nasci e tanto procurei,
o que nunca encontrei!
Nem sei se existem ou não
Sei somente que existe uma razão
Ditos dos antigos, que vão morrendo
E outros dizendo, que os ventos são
as almas dos que vão sofrendo!
Outros ainda, que o mundo é amor!
Sei lá, sejam almas, sejam quem for…
Se há milhões de anos
existe gente!
E eu vivendo ou morrendo
Pergunto, devo ser crente?
Nasci e ainda procuro
Viver como homem, sabendo ser duro
Sabendo também que na terra, fraco sou!
Pois nada posso para eternizar a vida
E a morte é certa,
essa que ainda não me chegou!
Por onde andam as almas? Vagabundo!
Diz-me agora, ou só me vais dizer,
quando eternizado lá no fundo?


José Alberto Sá

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A partir daí...

A partir daí...
Fetichismo corporal!
Máquina de desejo!
A partir daí...
Loucura infernal!
Depois do beijo!
Resto do corpo
Parte existente
A partir daí...
Nem vivo, nem morto!
Orgasmo... Somente!
A partir daí...
A compensação... Ser completamente
Amor e sensação
Ser normal... Ser gente!
A partir daí... Estou! Sou!
José Alberto Sá

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Fogo


Porque me arde este fogo!
Se em ti, sou suor, escorridos e humidade!

José Alberto Sá

terça-feira, 15 de maio de 2018

A imagem pobre


A imagem pobre

A imagem é enganadora!
Tão que… Enganam as rosas com a sua aparência!
Enganam o céu com o grau de veracidade!
A imagem é a forma de representar
Tão que… O aspeto se torna conveniência!
Enganam as palavras com a oferta da falsidade!
A imagem é comprometedora!
Tão que… Se interrogam ao me olhar
Enganam os sorrisos, enganam a razão!
A imagem é a intenção de errar
Tão que… Eu sei quem são
Enganam os abraços… Mas a mim… Não!

José Alberto Sá

terça-feira, 1 de maio de 2018


Uma canção rosa, minha cor, meu amor

É hoje…
É hoje que vou e não sei onde!
É hoje para lá do sol, que te vou procurar…
Levanto-me com o arco-íris à janela!
Chovem margaridas brancas… Está frio!
A chuva traz nas gotas o teu sorriso gravado
A chuva chega e canta a minha canção em tons rosa!
É hoje, disse eu!
É hoje para lá do sol, meu amor!

Levanto-me com estes meus olhos no sol-posto
e nas montanhas que brilham em tom canela
Chove margaridas brancas… Lembro-me de ti
A chuva chega e cada salpico acaricia o meu rosto
As árvores bailam ao som da canção
O vento chega e traz consigo a chuva
Como bagos de uva, que batem no meu coração

É hoje…
É hoje meu amor e não sei onde!
Sei que para lá do sol, a luz é mais vistosa
É hoje, é hoje minha flor
Eu sinto na canção do amor
Ela traz o teu nome gravado… E tu danças comovida!
É hoje… Porque chovem margaridas
e eu te sinto a minha cor… É hoje…
Linda, doce, pura e querida… Minha Rosa
… Minha vida… Meu amor…

José Alberto Sá

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Paixão ardente


Quando falo da minha febre…
Falo do meu desejo...
Desde aquele olhar…
É paixão ardente, sem um beijo!

José Alberto Sá

terça-feira, 27 de março de 2018

Teus lábios


Teus lábios

Ao deitar... Olhei os lábios vermelhos, que tombavam sobre o lençol de cetim.
Observei-os para os compreender, para me compreender, para que os laços se estreitassem ainda mais, que a atração fosse hipnotismo e me transportasse até ao quente.
Ao deitar… Olhei e subi desde os calcanhares, tateando os fotogénicos joelhos e me deliciando com um beijo… Teus lábios vermelhos!... Ambos os lábios!
Foi ao deitar… Que me levantei!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de março de 2018

O mendigo

O mendigo

Há chuva na estrada
Das gotas do céu
São roupa molhada
Estendida e amarrotada
Num mendigo, ser humano,
como eu!

Há chuva que molha
Das gotas que amam
perdidas aos molhos
Numa vida sem escolha
Numa água que arrasta
a triste e já morta… A folha

Que morta grita,
como doces olhos
Há chuva de madrugada
Das gotas do mundo
Mendigos na proa
De um barco lá no fundo

Na chuva que lava
As mentes sem cor
Que não lavam a dor
Que não amam o mendigo
Na chuva da estrada!
Perdidos… E eu digo!
Sem nada!

José Alberto Sá

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Jovem... Meu amor

Jovem… meu amor

Jovem flor, que bom o despertar,
deste corpo nu que carrego
Provocas-me, o limite do meu íntimo
Jovem perturbada, menina a desfrutar
Deste corpo nu, que altivo não nego
Mesmo que irritado pelo amor

Jovem flor…

Menina inspiração de quantos homens
Até deste corpo nu, em transe e inquieto
Provocas-me, as delícias do olhar
Jovem, menina, loucura do meu aperto
Oh delírio, inquietação do mundo
a conquistar

Jovem flor…

Jovem… Meu amor
deste corpo nu, que sonha que alcança
Que canta, que grita, que geme
Que provoca a nau, no mar que dança
No mar que quer, no mar que sente
Oh realidade, de um coração que treme
Que pede, esse teu odor de flor…
De gente… Meu amor


José Alberto Sá

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Condução da vida

Condução da vida

Acordo em mim próprio e olho em volta o ar simpático.
Levanto-me e entro jardim dentro, estou feliz, sinto-me modelo desta violação que me faço!
Amo!
O que me importa é o improviso lá fora, correm os meus olhos em imaginação, correm os membros, pés e mãos com objetivo!
Agarrar depois de acordar, todas as flores que aromatizam esta minha grandiosa sensação de um ser sagrado!
Um ser vivo que se confessa na simbiose, com cada elemento que sente.
O além é azul que respiro, é vermelho que me aquece, é verde na esperança, amarelo na beleza, branco na suavidade e negro no desconhecido que procuro conhecer!
Acordo na simplicidade que me reveste, que me isola humildemente e me faz crescer.
Adormeço em mim próprio e olho em volta o ar simpático dos sonhos!


José Alberto Sá

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Mesmo

Mesmo

… Mesmo quando te vejo em filigrana.
Apetece-me continuar a escultura, apetece-me ser oferecido a esse rendilhado.
… Mesmo sendo tu a modelo de pele intocável, de desejo Narciso, da melhor criação, de um céu que preciso… De tudo, de tudo que me devora o juízo!
… Mesmo quando te vejo excelência, quando te olho amor, me apetece continuar este caminho.
… Mesmo quando a loucura que levo, seja somente para te ver.
… Mesmo que não possa sentir, ou ser a overdose da minha vontade.
… Mesmo assim, preciso que me ames, tal como te amo.


José Alberto Sá

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Estímulo

Estímulo

Trémulas são estas mãos ingénuas,
que te exploram meu amor!
Na pureza de cada estímulo,
de cada curiosidade
que os meus olhos já conhecem de ti
Trémulas são estas mãos ingénuas,
meu amor!
Que todos os dias, exploram em ti
tudo... Tudo de novo

José Alberto Sá

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vivo

Vivo

Eu não vivo nessa vida!
Onde a vida já não cabe!
Eu vivo na vida com vida!
Onde a vida é de quem sabe!


José Alberto Sá

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Alcoolizados

Alcoolizados

Bebo amor e absinto
Bebo a loucura e não sinto
Bebo pecados e dança
Bebo braços, pernas abertas
Bebo lábios que a língua alcança
Bebo tangos nas cobertas

E gemidos sobre as nuvens
Um sol bebido em calor
Uma lua bem sonhada
Mais amor,
numa noite penetrada

Bebo o verão em tons pastel
Bebo ventres, bebo mel
Bebo bagaço que me atordoa
Bebo veneno chamado sexo
Bebo beijos e desejos
Bebo turbulências sem nexo
Bebo vontades, doa a quem doa

Bebo o mundo
Bebo imundo
Bebo nas bebedeiras do ser
Bebido como homem que sou
Bebo na taça a quem chamo mulher
Bebo louco quando vens,
Bebo louco quando vou

Bebo sem medo do teu olhar
Bebo esse teu corpo que venero
Bebo até morrer por te amar
e é louvor
Pois ambos bebidos seremos, como eu quero
Como tu queres… Meu amor


José Alberto Sá

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Amor pela vida

Amor pela vida

Tantas vezes o tema é o amor…
Tantas vezes o meu cérebro impõe a ideia, de que sempre existe o amor em tudo.
Sou testemunha desta importância, deste cupido, que me espetou a flecha do espetáculo que é o amor.
Quando acordo, já o faço em amor… É tão vulgar, que não o deixo fugir!
O tempo leva-me depois para a sociedade, onde tantos acham o amor, como a desordem e a transgressão da vida.
Tantas vezes o tema é o amor…
Tantas vezes a febre me questiona, porque tantas vezes eu vivo em amor? E a resposta é: Porque o faço mesmo na temperatura mais alta da vontade, da crença, do sabor, do aconchego, do ato e do acordar!
Quando acordo, agradeço… Aquela voz cintilante que ninguém ouve, mas que eu sinto e sei que me chama!
Quando acordo, ergo-me o suficiente para olhar o céu, sabendo que um dia talvez o mereça, ergo-me o suficiente para me sentir apaixonado pela vida, pelo ser que me levanta, pela virtude de poder abraçar o calor de uns olhos que me aturam… E isso é amor!
Tantas vezes o tema é o amor…
Tantas vezes, que do nada e do estranho, eu surjo e faço amor numa vontade eterna… Com tudo, com todos e até comigo!


José Alberto Sá

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Que é...

Que é…

É mulher!
É mulher/criança, menina que dança
Que abraça, que beija
Que grita, que chora
É mulher que alcança
Que graça, que deseja
Que ama, que implora!
É mulher!
É mulher que encanta, que se veste
Que se despe, que se esconde
Que aparece, que se firma
Que responde, que de onde…
É mulher, que é rima!
É mulher!
É mulher, que é textura
Que se oferece, que se nega
Que é paixão, que se pega
Que se atura, que é calor
É mulher!
É mulher, que é amor!


José Alberto Sá