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sábado, 31 de outubro de 2020

 


Quanto ao movimento?

Apesar da ilusão!

Foi perfeito, direto e intencional

Depois…

Apesar da exatidão!

Foi perfeito, direto e sensual

Quanto ao movimento?

Ato sexual… Amor incondicional

Depois…

A obsessão!

Escrever poesia, como ato da criação!

 

José Alberto Sá

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

 


Nas grades da vida

 

Vejo sem equívocos a crónica que não quero escrever…

Para lá do ferro, a ferrugem dos olhos que se negam…

Para cá da vida, os olhos que se vergam a Deus e O veneram…

Nas grades da vida, vejo o mestre, pequeno, vergado, suado e frio!

Vejo sem equívocos a crónica que amava escrever…

Para lá do ferro, a lágrima seca de uns olhos falsos que gozam…

Para cá da vida, vejo um ser que queria ser e não consegue…

Nas grades da vida, ele se prende… Eu me liberto e ele, nunca…

Nas grades da vida, já sou… e ninguém fará de mim mestre,

eu já o sou!

 

José Alberto Sá

domingo, 11 de outubro de 2020

 




Procuro na noite o dia perfeito

No escuro me vejo luz intensa

O silêncio são as vozes que amo

E nesse amor perfeito

Sou a voz intensa que sinto

E procuro nas vozes em silêncio!

 

José Alberto Sá

domingo, 27 de setembro de 2020

 



Eu, as palavras e tu

Quem eram, que disseram, as palavras que de ti
Que força, que aperto, as palavras que convinham
Que partes, que aromas, as palavras que senti
Que segredo, que enredo, as palavras que me vinham
E que mundo, que céu este, as palavras que de mim
E que Rei, que Deus, as palavras que eu sei
E que ventre, que loucura, as palavras se jardim
E que nada, e que tudo, as palavras que te dei
Do mar, da terra, talvez do céu e das aves
Do fogo, da água, do ar e do vento
Que eram, que textura, as palavras que tu sabes
Da boca, dos olhos, as palavras sem entraves
Do beijo, do desejo, as palavras alimento
Da verdade, da mentira, de mim, de ti… As chaves
José Alberto Sá

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Na terra coração






Nesses pés, que pedra

Nesse corpo onde vive

Infinidade de combinações

É nessa beleza, que herda

Nessa vida de artista, emoções

Nessa inteligência, que caminha

Nesses pés, que vestidos são…

Menina pura, artista, ora se adivinha

Que no mar é musa, na terra coração

 

José Alberto Sá


domingo, 26 de abril de 2020

O meu sol


O meu sol



Tu… estás aí… longe…

Mas… tão perto que te sinto!

Porque te amo

Porque te quero…

Sempre

Porque és parte de mim

Porque és tudo

Porque o meu coração pulsa

Sabendo-te…

Tu… estás aí… longe…

Nem a morte

me vai separar do abraço

Levar-te-ei em amor

Só o amor sabe, o que é ser contigo!

… Filho!



José Alberto Sá

sábado, 25 de abril de 2020

Cravos de Abril

Cravos de Abril
O meu jardim chora…
Desânimos da terra onde plantaram flores
Acreditaram em mudanças e amores
E já ninguém sabe onde mora!
Semearam sementes de pétalas vermelhas…
Cravadas nas armas de cor esperança
Semearam o sorriso da criança
Com os arados de fogo… Que hoje nos lavram a vida
E os velhos desse canteiro… Gritam por amor e liberdade
Numa louca vontade de se gritar novamente…
Que haja uma nova semente… De lindas flores de Abril…
Nesta maldade viril… Governada sem igual…
O meu jardim chora…
Pelos cravos que plantaram em Portugal

quarta-feira, 22 de abril de 2020

És arte!

A primeira obra de arte... És tu
O primeiro gesto de arte... Foi meu
O primeiro artista... O poema a ti
A primeira vontade em arte... Fomos ambos
O primeiro... Fui eu na arte da vida
A primeira... Foste tu na arte do amor
A arte ganhou... A nós maravilha
Ganhou uma imensa galeria de arte...
O nosso amor... Arte divina.
José Alberto Sá

domingo, 19 de abril de 2020

Só mais uma vez

Dedicado à Musa que me inspira...
Só mais uma vez
Os meus olhos entregam-se à bruma, que ressalta dos olhos teus…
E quando os sinto vazios é porque os olhos de quem espero, se vestem de espuma num mar, com ondas que gritam aos céus…
E não são meus…
São os olhos teus…
São a continuação do perfume que aromatiza a menina dos meus olhos…
A íris que te quer ver…
Que se quer unir num olhar único… Dois corpos, dois corações em união…
Aí sim… É a junção…
Dois…
Seriamos um selvagem encontro, que desejo acender como fogo, numa chama que se pega fogo sobre a humidade, de cada lágrima que te chora…
Mas assim…
É pela face que o rio se faz sentir, cada lágrima o vento seca, mas a brisa sempre traz a saudade e o perfume dos teus cabelos… Esses macios e moldados fios, que te descem pelo pescoço, para que eu seja um olhar perdido em ti… E te peça… Encontra-me…
Quando fecho os olhos sinto areias de um deserto quente, sofredor, cavado pelas trincheiras da tua ausência… Abro-os para que te encontre, e…
A face se sente molhada, o rio corre em cada soluço… As gotas que caiem nos lábios que te gritam, se fazem sentir salgados na saliva que abraça a língua, sozinha… Sinto-te… Saboreio-te… Nas lágrimas da lembrança… Lágrimas iguais às de criança, mas que ainda não te conheciam…
Hoje são por ti… Peço-te… Encontra-me…
Existe sempre a esperança… Os olhos da poesia que escrevo são vestidos de humidade e de verdade… Entrego-os à saudade…
Os meus olhos entregam-se… São teus… Os teus, talvez…
Deixa-me olhar-te, olhos nos olhos, só mais uma vez...
José Alberto Sá

quarta-feira, 15 de abril de 2020

No tic-tac do tempo



No tic-tac do tempo

São imensos os abutres a quererem entrar

São imensas as razões a suportar

São imensas as chaves numa vida

São imensos os anjos a abraçar

A escolha é nossa... Pois a chave mais querida, é a verdade e o amor de quem nos suporta!

E essa é, a chave da minha porta.


José Alberto Sá

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Querer...

Querer conhecer-te
É querer que existas!
Por isso, olho-te, toco-te,
respiro-te, esmago-me em ti, e...
Acordo sozinho, mas feliz!
José Alberto Sá


sábado, 11 de abril de 2020

De ti minha mãe...


De ti minha mãe



Cravam-se diante de ti os olhos

És o jardim da minha íris

Tudo és em glória o vento que oiço

No branco dos cantos aos folhos

Onde os olhos choram descalços

Cravam-se diante de ti meu ventre

És o amor da minha visão

Tudo és em glória do tempo em baloiço

No negro do bater do meu coração

Onde cada batida

é saudade, unicamente



José Alberto Sá

domingo, 29 de março de 2020

Segredo

Meus braços, teus dedos…
imensa luz inseparável do teu consciente.
Até nos raios do sol me vejo, até na lua me reflito!
Até… eu… e… as ondas trazem vozes surfadas e tu…
de olhos fechados sentes o sol da vida.
Meus lábios são terra audível,
que no teu ouvido sussurram vozes do mundo!
E tu… tu… tudo consegues,
até falar com as estrelas que silenciosamente te escutam…
e tu amas os murmúrios,
os meus e os teus em segredo!
José Alberto Sá

domingo, 2 de fevereiro de 2020



Chão



O chão é ventre, é certidão

Pó carente de vento

Pedaço de caus e amor

Casulo de vermes, mundo irmão

Baú de ideias, alimento

Vozes que gritam em favor

Que amam e odeiam, servidão!

O chão é placenta, é lamúria

Pó sufocante, nos olhos em choro

Pedaço de história, injúria

Casulo perdido ou achado em coro

Arca de esperança, nascente

Falarido inquieto, escravidão

Chão de chão, pedra semente

Chão da gente, da gente do chão!



José Alberto Sá

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Onde estás?

Onde estás?
Se eu não te falo
Tu não falas amor
Silêncio que me traz frio
Arrepios na face, a dor de um estalo
A tua ausência, quanto ardor
O desequilíbrio do meu pensar
Trapézio do medo, caminhar sobre um fio
Se eu não te falo
Tu não me falas querida
Tão longe de mim
És o escuro sol em eclipse
O escuro da minha vida
A luz de um olhar que para mim,
não terá fim
Mas...
Se eu não te falo
Tu não me procuras
Por isso não me calo
Mesmo que viva nas escuras
Nos confins do teu desejo
Tentarei sempre te amar
Na vontade de um beijo
Dado à luz do teu olhar
José Alberto Sá

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Se...

Se um pai não te aceita, sai de casa e ama-o de longe!
Se uma mãe não te aceita, sai de casa e ama-a de longe!
Se um irmão não te aceita, sai desse abraço e ama-o de longe!
Pois assim, Deus te amará de perto e serás feliz!
José Alberto Sá