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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Para rir, num assunto sério!

Políticos, pessoas peludas!
Para rir, num assunto sério!

Ouvi algumas crianças falar de pessoas peludas! Com pelo no peito, na barriga, nos ombros, ao longo da espinha, nas pernas, na cara e na extremidade! Diziam que estas pessoas eram como selvagens!
E quem me falava eram crianças, meninos e meninas da escola primária!
Também alguns adolescentes me falavam destes homens, selvagens!
Queria saber mais!
Fiz uma intensa pesquisa!
E no final, fiquei surpreendido… Falavam dos políticos!
De todos os que nos governam selvaticamente…
Tentei explicar-lhes que não eram assim peludos e fiquei surpreso com a resposta imediata!
Disseram-me: O pelo do peito esconde-lhes o coração, o pelo da barriga esconde a gula, o pelo nos ombros seguram o fato, ao longo da espinho o pelo endireita a corcunda do remorso, o pelo das pernas enche-lhes as meias como escondem o dinheiro, o pelo da cara esconde a vergonha e a mediocridade, na extremidade o pelo de nada serve, só esconde mais uma cabeça sem cérebro!
Calei! E dei-lhes razão, pela lição que me deram, talvez cresçam e sejam o futuro.
De um mundo depilado, sem corrupção!
Eu acredito que existem homens selvagens e peludos!


José Alberto Sá

E amanhã?

Um século de naufrágios!
E amanhã?

Tenho andado assim… Assim a olhar em volta, a ver o futuro seguir pela mesma estrada, de um passado que já não é!
É extraordinário que, após um século dilacerado pela violência e tantas guerras, pelo holocausto e pelo genocídio, por gerações que devastaram o meio ambiente, por violações dos direitos humanos, por tantos radicais fundamentalistas, religiosos e políticos, por ditaduras e totalitarismo por vezes de sinal contrário, por tanta devastação, miséria e fome… E este mundo se prepara para chegar a 2018, sem conseguir uma renovada esperança, a liberdade da democracia e sem conseguir a paz!
Já não basta só esperar, é preciso sim reclamar, é preciso gritar e dizer não!
Um século governado por inteligências, ocas! Por pessoas que estudaram, nada! O dinheiro comanda a vida!
É preciso que o povo deixe de navegar no Titanic, este se afundou, venham lutar e dizer não, entrem na Arca de Noé e sejam guiados pelo amor, partilha, humildade e sabedoria… E serão salvos!
Expulsem quem nos faz mal! Ignorem quem nos aperta a mão só uma vez e por interesse! Não falem com quem vos recebe e depois vos ignora!
Tenho andado assim… Assim a olhar em volta, revoltado!


José Alberto Sá

domingo, 23 de abril de 2017

O beijo de Judas

Seres Des(umanos)
O beijo de Judas!

Não entendo este mundo! Estou a escrever estas palavras, numa tentativa desumana para tentar perceber o sentido das coisas!
Num momento é um punhado audaz de pessoas, que suscitam nas multidões a convicção de que existe um amanhã que encanta!
Os resultados de tudo é o que encontramos, uma constância de esforços insensatos, o negar de ideias, o não aos valores, sonhos perdidos, raivas, ódios, medos e tudo faz mover a humanidade!
Nisto tiro uma conclusão, o futuro continua absolutamente imprevisível e nem as ideias o movem. Nisto tudo o homem é a razão do fim do mundo! Não compreendo!
Quando a sociedade é colocada ao serviço da economia e não ocorre o contrário, o funcionamento do mercado deificado, aparece muito mais importante que a felicidade dos homens!
Este sistema da vida, que se oferece como paraíso, funde-se na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, tudo nos ataca o corpo, nos envenena a alma e nos está a deixar sem mundo!
A criatura surpreende a cada dia, estes homens que se dizem superiores só porque estudaram e não têm vergonha de passar na rua e olhar o povo nos olhos, são estes que nos querem fazer passar pela ideia, que devemos enterrar o passado e nunca imaginar que o presente nasceu desse tempo!
Tenho que viver neste mundo sabendo que a vida é curta!
O momento é fugaz e o juízo final será difícil para alguns!
Será preciso lançar muitas sementes à terra, para termos frutos dignos de saborear, pois só algumas sementes germinam!
Apelo ao respeito profundo da dignidade humana e pela consciência de que o outro é meu igual, comigo partilha o mesmo destino de viver e morrer!
Então não compreendo a vergonhosa humanidade que alguns fatos e gravatas, os vaidosos que vivem da pobreza, do povo e não lhes tem respeito!
Não compreendo como têm coragem de se olharem ao espelho.
Gostaria que me dissessem como conseguem educar os seus próprios filhos, aos olhos dos filhos dos outros? Que exemplo humano esses seres maquiavélicos dão aos seus? Como conseguem dormir?
A resposta à força e à coragem que tive para escrever estas palavras, é a seguinte:
Existe um Homem que me fala sobre a descoberta e mistério de Deus, Ele me fala do mistério do homem e sobre a visão da vida assente na liberdade, na gratuitidade, na simplicidade, no amor e na bondade, a Ele chamo de Rei, a Ele me vergo, a Ele peço e só Ele me dá. Obrigado por tudo, minha Luz… O poder é resto, é vazio de sentimento, é ausência mesmo que presente. Até um dia…
Comparo os políticos ao beijo de judas… São a mentira humana!


José Alberto Sá

Nós também somos Espinho!

Nós também somos Espinho!
E mais uma mudança se avizinha…

Enquanto fazem previsões, promessas e melhorias por interesse, gostava que a minha terra crescesse sem ter de esperar pelos próximos!
A cultura terá de ser dinamizada, terá de ser considerada, também terá de acontecer a recuperação de infraestruturas com mais-valia, com mais qualidade e com mais igualdade, uma terra para todos.
Socialmente, desportivamente e culturalmente!
Quantos jovens e adultos gostariam de ter o seu espaço, o seu momento, a sua alegria, que a minha terra tivesse movimento e um sorriso inesquecível.
Nunca é tarde para começar, mas… Porque guardam as aventuras, quando o tempo de eleições está próximo? O povo da minha terra vive todos os dias!
Alguém tem de nos olhar e nos dar ocupação, assim podemos ocupar a nossa terra e viver numa igualdade sem limites.
Não interessa obras de milhões, quando o resultado é negativo, interessa obras de caridade, harmonia, obras com a capacidade de ver os habitantes felizes, obras estas que por vezes não chegam a umas centenas de Euros.
Enfim… A minha terra, um dia terá que lhe dê a dignidade humana que merece… Vivo intensamente com esperança… E esta esperança é ver com os meus olhos Espinho uma cidade enorme, Rainha da Costa Verde e com as Freguesias de mãos dadas, estas que quase foram abandonadas pela autarquia.
Espinho não é política, Espinho é a minha terra… Espinho não precisa de um partido, Espinho precisa de um ser humano!
Espinho não precisa de obras no ano de eleições, Espinho precisa de obras todos os dias e em todas as direções.
Espinho não tem um dono, Espinho é dos Espinhenses e de quem nos visita com amor.
Espinho é abraço e não um aceno individual.



José Alberto Sá

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Luz da Vida

A Luz da Vida

O mundo nasceu quando morreu, quando o trovão rebentou e o mundo acordou com outro coração e de novo a luz se aproximou do céu e do chão!
Dois barrotes pregados em cruz, um lençol, lágrimas, dor, perdão, amor e um Homem de Luz… Jesus!

O mundo nasceu quando morreu!
O trovão rebentou e o chão se calou!
Outro coração renasceu de um novo céu!
Uma nova luz nos perdoou!

Dois barrotes erguidos levantavam o amor!
As lágrimas corriam pelo rosto sofrido!
Um lençol aconchegava a dor!
E no perdão o Homem de Luz… Não tinha partido!

Olhou o céu, pediu ao Pai por nós
Olhou a terra, fechou os olhos, ficou com Deus
Abraçou-nos com amor, não ficamos sós
Olhou e renasceu fazendo-me sentir o amor, com estes olhos meus!


José Alberto Sá

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sinto-te, sinto-me...

Sinto-te, sinto-me…

Oh, artista de palavras.
Sinto-te, sinto-me no som de uma flauta, que constantemente se faz vento, se faz chuva, se faz amor e me faz prisioneiro da folha em branco.
Uiva-me, como um lobo uiva quando chama a alcateia.
Oh, artista que semeia, artista de lindo manto… És o momento…
Sinto-te, sinto-me neste obrigatório labirinto, nestas ondas magnéticas que soam da flauta mágica do pensamento.
Derruba-me, derruba-me o silêncio que me provoca inspiração, não consigo parar de ondular sobre o vibrar das notas, e escrevo, escrevo, escrevo,…
Oh, artista que abres e desfolhas cada página, escreve e canta, canta cada letra como se fosses voar.
Sinto-te, sinto-me em cada poetizar, em cada verso, em cada timbre que floresce por entre os teus dedos, os meus dedos quando escrevo.
Oh, artista… Sinto-te, sinto-me no som de uma flauta e escrevo, escrevo, escrevo,… É mágico!


José Alberto Sá

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Uma luz

Uma luz

Foi então que graças ao amor tudo aconteceu, carregaram as nuvens, choveram lágrimas e se rasgou o céu.
Foi então que a grandeza da história voou nas nuvens, os povos se olharam com olhos de amor e se louvou a Glória.
Foi então que a nossa existência se viu na extensão do céu, as nuvens passaram, os olhos acreditaram e a luz veio a quem ao mundo agradeceu.
Foi então que se descobriu, que as nuvens são nómadas, os olhos são da terra e a vida de quem partiu.
Foi então que se amou, acreditando que para lá das nuvens não estamos sós, que existe uma luz brilhante, que vive intensamente, porque um dia morreu por nós.
Foi então que graças ao amor tudo aconteceu, agora basta amar na terra.
A Luz nos ama do céu.


José Alberto Sá

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Poesia imortal

Poesia imortal

Olho-te meu amor, e é tão suave o vestido que esconde a pele e os contornos proibidos!
A história deste meu olhar, escrevo-a com os cinco sentidos.
E se me olhares verás a anatomia deste meu amor!
A arte na total importância, de quando te olho e me fazer sentir o teu interior.
E ao escrever estas palavras, faço em cada letra um gesto erótico, e a exuberância da minha mente imagina-te nua em cada rabisco horizontal!
A história é um olhar que te segue em poesia e se sente imortal.
Se me olhares tal como te olho, serás privilegiada pelo exibir da inocência que trago, que escrevo e falo.
A arte somos nós vestidos ou nus, quando te olho, quando me olhas.
Eu sei que o amor completo pode estar num poema que escrevo para ti e que não calo.


José Alberto Sá

sábado, 1 de abril de 2017

A mudança

A mudança

Tão jovem eras tu e sempre me encorajavas com esses teus olhos secretos.
Tão jovem eras tu e eu não resistia à circunstância dos teus apetites diretos.
Tão jovem eras tu e indefesa perante a força do meu olhar.
Tão jovem eras tu, que no frenesim arrebatado por mim, te abrias para amar.
Eram os toques obscenos aos quais me dedicava com amor.
Eram momentos de energia que se redobravam ao nos possuir.
Eram pele na pele, os dedos nervosos e apetites acetinados em flor.
Eram investidas, esforços sorridentes, suspiros contentes e lábios róseos a pedir.
Tão jovem eras tu, de mão trémula e macia, que se faziam passear.
Tão jovem eras tu, brilhante como a lua e de excitante estremecer.
Tão jovem, tão bela, tão sublime, que de perfeição nada mais era como o teu salivar.
Eram fervorosos os movimentos de cintura, que hoje lembro com ternura o nosso apetecer.


José Alberto Sá