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domingo, 11 de dezembro de 2016

O jogo da vida

O jogo da vida

Afinal eu também jogo, o amor é esse jogo de sorte ou azar!
Jogo misterioso, importante, onde o jogo de cintura é ser ou não ser a totalidade, a verdade do que dizemos e fazemos.
Pornografia, sexo, com ou sem nexo, é amor num jogo em que o campo é a vida e nós os célebres actores/jogadores equipados de nada ou de tudo!
Afinal eu também sou da encenação, sou deste palco, onde as batidas de Molière são pancadas que damos uns aos outros quando em cena, pena por vezes esquecermos o papel!
Também sou o guarda-chuva que se molha em dias de tempestade, também sou a folha que se rasga de mal utilizada, também sou o inclinado ser que se verga ao destino!
Afinal eu também jogo, nesta acidez de vida ou nesta despida paixão que é a vida, eu disse despida, porque nem sempre vestimos a vida como ela merece!
Simultaneamente eu vejo o bom e o mau, o certo e o errado, o novo e o velho, o chão e o céu, sei distingui-los e por vezes ignoro essa valiosíssima parte da vida, é aí que se perde o jogo!
Afinal eu também jogo, sempre admiro a multidão que joga, os amigos que jogam, a família que joga, é sempre a vida que está em jogo e que nos dá o resultado!
Afinal eu também jogo, a cada segundo, a cada respirar, mesmo quando se sonha com o real, ou na realidade tudo não passa de um sonho.
Haja vida e o jogo está sempre a contar, as grandes penalidades são erros de quem não sabe defender o amor da vida, os livres são as lições do momento e o final não passará de um jogo que continua…
Afinal eu também jogo… Contigo!


José Alberto Sá 

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