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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Até mim

Até mim

Desce, desce até mim monumento, imagem de luz e sorrisos.
Desce até mim, reduzida nas roupas que te tapam, que te fazem dominadora.
Vem e desce como se fosse um ritual para a posteridade, uma descida com vaidade e em mim tatuada de suspeita paixão.
Desce, desce até mim inevitável donzela, boneca onde me sinto artista porno, vem, desce e absorve o meu querer em teu retorno.
Vem ver, vem sentir minha encarnação do amor, minha pureza de um céu inexistente, que somente existe em mim, vem olhar novamente a pele eriçada, doce e quente neste jardim
Desce, desce até mim, vem ver o mundo que tenho, mundo onde vivo e te desejo amar… Desce, desce à terra, ama o céu e beija o mar.
Desce daí, desce até mim como se fosses andorinha, voa no peito que te quer receber, voa dominante sobre a minha luz e sente, sente o vento e a tempestade que provocamos os dois.
Desce, desce princesa de um reino meu, quero-te abraçar em meu colo e eternizar a tua descida… Desce e serás o amor de uma vida… Desce.


José Alberto Sá 

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