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sábado, 19 de novembro de 2016

Prisioneiro deste mundo

Prisioneiro deste mundo

Sou um prisioneiro da loucura, da liberdade que sinto neste mundo com mar, com terra, com vento, com chuva… E amor!
São somente grades que vejo no horizonte, muito para além de um mar imenso, onde a loucura são ondas que vêm e vão e são sentidas na vida porque não desistem!
Sempre me torturei, sempre tive vontade de me desmembrar e sentir na descoberta tudo que existe do outro lado, do outro lado do muro que não conheço! Mesmo assim sem membros, torturado, eu queria passar o outro lado e gritar o que vai dentro de mim!
Apetece-me torcer a terra e ver espremido todo o mal, que cada gota pingada no chão fossem pedaços da minha loucura, pedaços de um pulsar louco, deste meu acelerado coração…
E ressuscitar pleno de amor, com todos os outros que olham e amam toda a cor!
Sinto que os fantasmas deambulam todas as noites e durante o dia são obsessões que habitam na prisão, onde me sinto prisioneiro… Nesta terra!
Já não me apetece brincar, os brinquedos de hoje não combinam com os meus dedos e os meus olhos já não reconhecem as formas do sorriso, de quando era criança!
E hoje preso, sou um manequim que se veste para obedecer ao ritual do dia-a-dia!
Tenho medo das partes que me chegam, quando olho o horizonte vermelho
num mar de sangue, onde me sinto impotente para o tornar em azul do céu.
É por este motivo que me sinto prisioneiro, desmontável, manuseável, transformável… Mas sempre e sempre carregado de amor!
Um dia talvez consiga ver para lá do muro e do horizonte, talvez se viva em liberdade, amizade, partilha e muito amor…. Talvez!
Vou dormir e se acordar amanhã é mais um passo e mais uma vontade de Deus, talvez seja vontade Dele que eu vejo o outro lado e vos conte as novidades da vida.
Vinde lutar comigo, soltar palavras e pedir a demolição deste muro, deste horizonte onde me sinto prisioneiro e impotente para o fazer sozinho!
O amor é tudo que conheço, o resto é algo que me contam, que eu vejo e não quero acreditar, nada mais cabe dentro de mim! O mundo não foi feito para ser assim!
Quando sair desta prisão que é o amor, vou saltar o muro, pular horizontes e sorrir com todos os que vieram! Até lá!

José Alberto Sá

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