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sábado, 24 de dezembro de 2016

A noite será...

A noite será…

Sou eu, pedaço de uma tarde, ou talvez uma manhã e um ser na noite por aí.
Nada é, sem que o vento sopre as flores e o calor me acene a alma.
Deixo correr o suor pelos pedidos que faço e é o branco que me chega, o branco luz.
Sou eu, numa viagem meditada, em tudo e nada!
Pergunto o porquê… Do medo em acreditar que tudo é, onde nada sou neste chão.
Bate as asas a borboleta, o sol nasce e o espelho reflete a surdez do mundo.
Já não sou eu! Quem manda no mundo, é um pedaço de condição humana que nos é imposta e o jardim continua repleto de amor.
Estou sensível, falha-me a memória mais autêntica, tenho medo de cortar o cordão umbilical e nascer!
Quando de novo for eu, serei novamente a tarde de sol, onde as borboletas nascerão pela manhã e a noite será… Amor.


José Alberto Sá

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