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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Pára

Pára... Quero muito te imaginar em silêncio... 
Teu corpo é belo demais, para que o vento das palavras o firam.

José Alberto Sá

Eco da minha rua

Eco da minha rua

A estrada é rua
Calada
Nua
É fria
Vazia

Quando tudo sem ti
É fala
É verso
Que cala
Se presto
Se não presto
Se rala

A rua é estrada
É nua
É nada
É tudo cinzento
É chuva
É vento

E o sorriso sem ti
Preciso
Na rua
Da tua
Pele crua
Da vida
Querida

O caminho
Sem terra
Sem guerra
Com chão
Sem pão

Sem eco… Sem ti
Com eco
Perdido
Se a rua é estrada
Cinzenta e nua
Se a estrada é rua

Sempre sem ti
Assim a sinto… Nua… Mas tua



José Alberto Sá

domingo, 29 de setembro de 2013

Uma janela de luz

Uma janela de luz

Se a manhã me conhecesse
O sol seria todo meu
Não deixaria que adormecesse
Deixaria que acontecesse
O amor que vem do céu
Entra…
Belo sol que me vem acordar
Bate forte na janela
É a manhã a me chamar
Com um beijo para dar
Nos braços de uma donzela
Entra…
Ó calor que me leva e me levanta
Melodia do sol e do canto de um passarinho
É a manhã que se encanta
Quando o sol sai da manta
E ama devagarinho
Entra…
Linda manhã que vem ficar comigo
Fica com o sol num dia de luz
O brilho que entra pela janela de um amigo
Se deita no colo em meu abrigo
Querendo sentir a minha presença,
como eu sinto o amor de Jesus
Entra…



José Alberto Sá

sábado, 28 de setembro de 2013

Eu sei...

Eu sei…

Eu não sei que fazer
Eu não sei como te falar
Não sei que me pode acontecer
Vem comigo… Vem-me amar
Eu não sei…
Que caminho caminhar
Que palavra te dizer
Eu não sei…
Se um dia, uma noite… Te vou conseguir
Eu não sei como te posso ir buscar
Vem comigo
Vem-me ver
Vem depressa… Vem-me sorrir
Eu não sei
Se um dia, uma noite… Te poderei roubar
Eu não sei
Se o tempo
Se o vento
São duas formas de contar
Vem comigo
Vem-me ver
Sou castigo, sou o sofrer
Sou um mendigo por amar
Peço
Tropeço
Levanto
Danço… Canto
Mas não sei
Como te posso alcançar
Vem comigo
Vem-me ver
Meu coração é teu abrigo
Meus braços
Meus olhos
Te querem receber
É tudo tão difícil, que eu sei…
Que seria bom demais…
Te conhecer
No silêncio e nos ais


José Alberto Sá

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

No bosque

No bosque

Era no castanho da terra,
que eu via o que não negava
O desejo que via e me incendiava a guerra
Por ali… O bosque se humedecia,
na cuspe como no orvalho lacrimejado
E eu amava… Amava…
Amava pelo espelho de água que me sorria
Submergias… Fresca e brilhante
Desse lago de cristal… por mim adorado

Era no verde dos muros,
que eu via o que não levava
A ti… O bosque chamava pelo meu olhar
Sem palavras, sem gestos… Sem sussurros
Eu amava… Amava…
Amava pelo ruído do cascalho, no teu caminhar
A carne… Essa carne! É o sonho… Miragem
A realidade que desejo e que me chamou
A esta viagem
Este espreitar… De um louco que sou

Era no branco da nudez,
que eu via o que não tenho
A ti… O bosque se misturava na tua tez
Eu imaginava a colina entre os dedos,
é ao que venho
Eu amava… Amava…
Amava o bosque e a sua divindade
Sentia-te como quem olha um pavão real
Pedi que soltasses o néctar da tua alegria
E tudo foi simplesmente surreal
Ficamos na terra, no verde, no branco
Deitados naquele manto
Num bosque de fantasia


José Alberto Sá

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Apontado à luz

Apontado à luz

E os dedos hirtos apontaram o céu
Não se ouviu relampejar
A névoa não tapou o sol
E os dedos de um ser como eu
Fizeram-me ouvir, fizeram-me chorar
Não havia névoa, ao longe se via o farol

E os dedos hirtos sem auréola de luz
Fizeram-me sentir o fresco do mar
As ondas de um mar manso
E os dedos de um ser como eu, lembraram Jesus
Fizeram-me sorrir, fizeram-me cantar
Não havia névoa, o céu estava em descanso

E os dedos hirtos tremiam ao apontar
Não se ouvia o vento
As pessoas em volta estavam como eu
E os dedos de um ser que sabia falar
Ergueram-se em voz alta, compassada no tempo
Um tempo sem névoa, que também era meu

E eu…
… Eu ouvi…
O amor de um ser, que nos falava do céu
… Eu senti…
Que os dedos hirtos,
eram de um amor que também é teu


José Alberto Sá

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Escrevo-te

Escrevo-te

E sobre as linhas do teu corpo escrevi
Rendido à beleza dos contornos perfumados
Escrevi abusos em teus seios
Escrevi… Escrevi…
Palavras contornadas pelos afagos
Pelos sussurros perdidos pelos meios

Qual sanguessuga penetrando na pele
Sugando toda a tinta que cobiçava
Escrevi sobre teu corpo dourado, cor de mel
Palavras como beijos quando sugava

E sobre as linhas escrevi o amor
Assinei a paz pelo território amado
Escrevi sobre vales e montanhas a mesma cor
Escrevi em desertos e oásis… Por todo o lado

Palavras que pelo teu corpo estavam nuas
Palavra que eram a chave para te abrir
Palavras como tu… Simples, belas e cruas
E sobre as linhas tranquilas, ouvia música
Sentia o vai e vem da respiração
Escrevi palavras que ondulavam com astúcia
Radiantes pela destreza de uma mão

A mão,
Que as escrevia
E sobre as linhas do teu corpo… Eu sou o dia
O dia em que escrevo sobre o teu coração
Um pulsar doce que senti
Um corpo, uma mão… Muito amor
Nas palavras que escrevi


José Alberto Sá

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Aventura

Aventura

Dançava com a lua
O cabaret abriu a porta
As luzes se acenderam
E nua…
Sim… tu estavas nua
Só eu fiquei…
Alguém que se importa

Estava iluminada publicidade
Onde reluzia uma menina
Linda de tenra idade
Branca… Doce… Pequenina

Dançava no palco sozinha
O barão transpirava
a humidade de um corpo belo
Só eu estava…
Eras minha

Levantei-me da cadeira
Sorriste para mim
Peguei-te na mão
Soltei meu coração
Me disseste que sim

No cabaret da ribalta
Onde a dança ama o fado
Onde a cor convida a malta
E o amor é o outro lado

Atravessamos a rua
Subimos a escadaria
Todo o ar sorria
Num quarto fechado
E tu nua
A meu lado

Sem quase falar
Só quisemos amar
Esquecer a mente pura
Subimos às estrelas
Num mar de caravelas
E vivemos a aventura


José Alberto Sá

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Como eu amo

Como eu amo

Todos os dias
Eu amo
Ai… Como eu amo todos os dias
Queria gritar todo o amor que tenho
e não consigo
Ai… Como eu queria
Não me sinto capaz de demonstrar
tudo que quero
Todos os dias… Que desespero

Não me conseguir libertar em amor
Mas eu amo… Todos os dias
Ai… Como eu amo
Ai… Como é bom o abrir de uma flor
Como é bom o sorrir da felicidade
Queria tanto gritar a tudo o mundo
Que amo todos os dias
Ai… Como eu vos amo bem fundo
Ai… Como eu amo as cantorias
Os sons celestiais dos anjos,
que me fazem sonhar

Os carinhos do sol quando me levanto
Ai… Como eu amo sentir o vento soprar
Ai… Como eu amo a lua que à noite
é meu manto
Todos os dias
Eu amo
Ai… Como eu amo as crianças
Ai… Como eu amo os pássaros em liberdade
Queria gritar ao mundo, todas as esperanças
Gritar em amor, pois só ele é verdade
Todos os dias…
Ai… Como eu amo


José Alberto Sá

domingo, 22 de setembro de 2013

Garra macia que me prende

Garra macia que me prende

Sinto que és o contrário das trevas
Garra que segura a minha ceda
Este meu tecido que levas
Este frágil corpo que embebedas
Com o louco amor da tua lavareda

Sinto que correrás pelos poros que amacias
Garra tua afiada que sabes deslizar
Por este meu tecido que acaricias
Este frágil corpo de pele que não conhecias
Nem sabias… Que era tão bom a amar

Sinto que me arranhas, como quem toca harpa
Garra com unhas pintadas com a mais bela cor
Para mimar este meu corpo que não se farta
Este frágil poema que levas na carta
Para que ao abrir a sintas com amor


José Alberto Sá

sábado, 21 de setembro de 2013

Só...

Boa noite

Hoje quero-me só

Só para vocês
Só para vos olhar
Só para vos sentir
Só para vos ter
Só para vos escrever
Só para vos contar
Só para vos sorrir

Hoje quero continuar só
Só para vos amar

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sonho...

Sonho…

Ávido por entre as torres
Saboreando as entalhas do castelo
O norte… O sul
Deusa dos amores
As muralhas de caramelo
O meu céu, o meu mar… Meu azul

Oh corpo que celebro com meus dedos
Ao tatuar as torres de pele crua
Ávido pela auréola dos teus peitos
Rainha sem medos
Domada pela sagaz vontade quando nua
Torres que se fendem nos suores dos leitos

Sinto-me sentinela, teu vassalo
Capaz de sangrar pela força de um amor
Ávido sim, de olhos no mastro
No subir da bandeira, no relinchar do cavalo
Oh corpo de dama, que me levantas ardor
Sinto-te minha lua, me sinto teu sol… Amarelo astro

Ávido pelo esfregar em roliços gemidos
Dançando nos fardos de palha,
que no campo são almofadas de sol
Ávido rebolo contigo pela terra, corpos unidos
Que no amor, são corpos sem malhas
Que se amam e se transformam em girassol

Ávido é este meu sonhar
Rainha com quem sonho sem conhecer
Sou um rei sem trono, querendo voar
E acordar deste sonho e contigo viver


José Alberto Sá

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Interior

Interior

Procuro os teus pés
Por entre as secreções eléctricas
Reviro as papilas… Só tu sabes
… Só tu és
Aquela que por entre vontades frenéticas
Faz revirar o branco dos lençóis…
Onde só tu cabes

Procuro-te na cavidade da minha boca
Ferves como espuma do mar
E erecta queres sentir a leveza louca
O meu bater de asas… Borboleta a acasalar

Procuro o teu pulso
É nesta sede que sinto o abanar da cama
Amarro-te, algemo-te neste amor avulso
Somente nosso, o colchão é chama, é fama

A estrela é ele,
é ele que sente o espetar das unhas
As risadas, gemidos em saliva
Néctar que nele se derrama até secar
Pois descanso contigo, menina altiva

Um descanso onde te procuro com beijos
E ao olhar o espelho vejo-te feliz
Diz… Diz…
Diz que foi bom, a satisfação de mil desejos
Um deles… O procurar de teus pés
Outro… O procurar de teu pulso
Conhecer-te de lés a lés
Meu néctar em teu esconderijo… Expulso

Foi neste procurar de amor
Que conheci o teu interior


José Alberto Sá

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A tua...

A tua…

É seda, essa ameixa
Que atrai de mim a abelha
… Deixa
Deixa poisar sobre essa pele reluzente
O sol é o ventre que se assemelha
Ao ferroar de quem aparelha

Como é bom sentir o veneno doce e quente
De um ferrão persistente
Que ama a linda e perfumada ameixa
… Deixa
Deixa o lume derreter a cera
Levar na minha língua o pólen e o mel
… Deixa, beber-te… Ai quem me dera
Sentir-te no vermelho do núcleo corporal
E na auréola amarela da flor, beijar-te a pele

… Deixa
Sentir em ti o meu orvalho
E nas gotas do teu suor, ver-me ao espelho
Sentir ao toque o brilho cristal
Quero segurar-te por entre as entranhas
No amarelo pólen e no vivo fugaz vermelho
Onde a cor é o céu celestial
E a terra é o colo onde me acompanhas

… Deixa
Colidir meus dedos e os dentes
Saborear as cores de um pavão real
Tu…
… Deixa
Deixa-me ser eu por entre perfumes ardentes
Beliscar-te sem mal
Nesse corpo celestial… Nu

Tremo neste beijo
É a mudez da minha boca, aflita
Aguada pela tua… Néctar da minha caneta
Tremo pelo desejo
Membro solto que salpica
A vontade, a coroa onde o ferrão se espeta
É na sede… Da seda a tua ameixa
… Deixa


José Alberto Sá

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cópias

Cópias

Copiei o céu, com o azul do meu olhar
Copiei a terra, com os passos do meu caminhar
Copiei o mar
Copiei o deserto
E quando me senti mais perto
Com um coração de amar, eu soube copiar

Copiar o sorriso, com os lábios do meu respirar
Copiar o amor, com o coração a pulsar
Copiar o beijo
Copiar o abraço
E quando te quero, quero tudo que faço
Nesse corpo teu, que copiei no desejo

Copio a beleza, com dedos que te acariciam
Copio a candura, com estes versos que escrevo
Copio a musa
Copio a diva
E quando me as vozes me diziam
Que copiar era amor, a ti o devo

Cópias nuas sem blusa
Cópias tuas, menina altiva
Textura branca que de mim abusa
Quando por cima de ti… A cópia é criativa


José Alberto Sá

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Perdi-te amor... Quero-te amiga...

Perdi-te amor… Quero-te amiga…

E no tempo que passou, eu não dei de conta
Falaste-me e eu não te respondi
Acenaste-me e eu pensei ser um adeus
Conta… Conta…
Conta-me mulher como foi esse tempo aí
Esse passado que hoje me arrependo… Ponteiros meus

Disseste-me que passou, mas eu não entendo
Não entendo esse tempo que te levou
Levou de mim essa candura que me vai roendo
Pedaços, estilhaços de uma granada que sou

E no tempo que passou, eu não dei pelo contar
Contas que me fizeste
Poemas que me recitaste
Conta… Conta…
Conta-me outra vez desse passado pulsar
Desse tempo onde me quiseste
E eu… Não soube aproveitar… Por ser um traste

Disseste-me que contaste, não ouvi
Contas que em meu corpo tatuaste
Palavras que me quiseste ofertar
E eu… Não soube acompanhar quando te vi
Conta… Conta…
Conta-me só mais esta vez, porque me deixaste
Naquele momento que triste me viste… Chorar
Conta-me… Eu conto o que escrevi

Assim… Olá amor…
Perdoa-me, por não saber estar à altura
Perdoa-me amor, por não te ter levado comigo
Hoje estou aqui… Neste corpo que o medo segura
Um ser que não soube levar a coisa mais pura
E ser teu… Seres minha… Que amargura
Perdoa-me amor… Deixa-me ser teu amigo

E no tempo passado, sem retorno, sem inversão
Deixa-me ser…
Deixa-me ter…
Deixa acontecer…
A vontade que chora em meu coração
Hoje, somente quero que me cumprimentes
Que me digas um olá
Com esse teu perfume de rapariga
Serei feliz com teu sorriso, eu te sinto, tu me sentes
E no tempo passado… Serei o amanhã
Olá amiga…


José Alberto Sá

domingo, 15 de setembro de 2013

Merecer

Merecer

Tu mereces todos os cenários possíveis
Seres a praia, se o mar for eu
Tu mereces as ondas irresistíveis
Amar as estrelas, se o meu olhar for o céu

Tu mereces…

Tu mereces… Tudo que imaginas
Seres o deserto, se o calor sair de mim
Tu és a musa das vontades femininas
Que imaginas, se fores flor e eu for o jardim

Tu mereces…

A tua beleza merece…
Sorrir se a felicidade estiver em nós
Seres o rio que o meu corpo humedece
E seres o beijo, seres meu desejo
E sentir a minha voz

Tu mereces…

Tu mereces tudo que te rodeia
Seres o sol, se de mim sentires o brilhar
Seres a luz, se comigo sentires a candeia
Seres o vento, se nele sentires o respirar

Tu mereces…

Mereces sentir as ondas, se eu for a maresia
Seres o gemido, se eu for o companheiro
Seres a canção, se a letra for poesia
Seres vitória, se eu for o primeiro

Tu mereces…

Eu não te esqueço, tu não me esqueces
Não esqueces a vontade de seres feliz,
se eu for a tua semente
Seres o pulsar, se eu for o teu coração
Seres a única, se eu viver contigo para sempre
E juntos na mesma raiz
Sermos a árvore de toda a razão

Tu mereces…


José Alberto Sá

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Meu chão

Meu chão

E pelo chão descalço… Caminhou

Descalço de ódio
Descalço de mentira
Descalço de rancor
Descalço de ira
Descalço de terror

Num chão de lama
Num chão de luz
Num chão que ama
O chão de Jesus

Simplicidade
Humildade
Carinho
Verdade
Amor
Caridade
Louvor

Assim…
… Pelo chão descalço… Caminho


José Alberto Sá

A fruta

A fruta

Só quero mais um segundo…
… Morder…
Deixar cair o meu corpo pelo mundo
E a saliva doce saborear a maçã
O fruto aberto em dois gomos
Profundo…
É salada… O morder a semente da romã
Vermelho irrequieto
E nós somos…
Somos ciúme da fruta madura
Só quero mais… Um pouco mais
… Morder…
Cai o meu corpo no teu… Soldadura
Preenchidos, unidos
Gomos de laranja ou tangerina
Perfume que se eleva por entre a banana
Corpos tingidos
Pela cor, pelo odor que trepa à narina
Só quero mais… Uma vez mais
… Morder…
Comer e saborear as guloseimas
A humidade da ameixa
Gemes, tremes… Apertas e queimas
É compota… Que importa
Amo a fruta que grita e deixa
Sem casca, sem caroço, sem sementes
Só quero mais… Mais geleia
… Morder…
Fruta diluída, escorrida pela boca
Pêra sumarenta acima da meia
A mente é louca
E semeia… Semeia… Semeia



José Alberto Sá

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A magia das chaves

A magia das chaves

M aria Isabel Loureiro… Que ternura!
A mor pela dádiva em palavras… Nossa cede
G esto melodioso… O voo das aves
I mportante testemunho… A mente é pura
A vontade de um olhar sobre a parede

D iva e mentora do livro aberto
A ela agradeço o convite em amor
S olidário coração que nos trouxe mais perto

C have que abriu amizades… O louvor
H ilariante mulher de fina candura
A miga que amei conhecer
V ós sois a chave ao abraço que dura
E ao amor que soubeste reconhecer
S omente quero agradecer a luz do seu ser


José Alberto Sá

Se fosse verdade

Se fosse verdade!

Faria o tempo acordar
E te levar pela manhã… Um beijo
Sem fingir
Sem fazer de conta que te quero
E ao tomar café saberias saborear
O quente e envolvente desejo
Que seria o sorrir
E não fingir, que te quero amar

Faria de conta que não te conheço
Fingiria que nunca toquei em tua pele
Saberias acreditar
Que eu mereço
Que tudo faria por ti, pois tu farias por mim
Pois é do sonho que faço meu mel
É do acreditar que podemos respirar
Num amor… A quem digo sim

E agora sem fazer de conta… Vem
Vem fingir comigo que me queres
Beija-me na mentira, mas beija-me sem respirar
Eu acredito que um dia… Ou mais de cem
Talvez quem sabe… Quando me tiveres
Não será a fingir que vou sonhar

Vou fazer de conta meu amor
Fingir que vivemos no mundo sonhado
Saberás que tudo é louvor
Um amor…
Um desejo ultrapassado
Desejos de um coração
Vem comigo sem fingir
E sentirás o toque da minha mão


José Alberto Sá

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Boa noite

Boa noite

Sentir uma rosa ao longe é sentir-me atraído
O olhar transpira vontade
A boca chama verdade
E o corpo me leva perdido


José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Amor (amante) respira

Amor (amante) respira


Quando te passo os dedos pela pele
Por favor… Respira
Respira para que eu saiba, que tu me sentes
Que sentes comigo os gemidos de ti
… Respira…
Quando te passo os dedos… É mel
É o antes… Depois a roupa se tira
E já podes gemer… Corpos quentes
Que ambos sentimos aqui
… Respira…
Quando te passo a língua pela boca
Por favor… Respira
Respira para que saiba da tua humidade
Que sentes comigo a dança tão louca
…Respira…
Quando te passo a língua… Toca a Lira
É o antes… Depois vem a verdade
E já podes dançar… Na minha boca
Lábios teus nos meus… Um abraço
Corpos na terra… Voos dos céus
Quando te passo…
… Respira…
Quando te passo o prazer pelo ventre
Por favor… Respira
Respira para que saiba que deliras
Que sentes a força exilada, em ti presa
… Respira…
Quando te passo o prazer… Por entre
Pernas e braços, onde tudo delira
É o antes… Depois a união dos umbigos
Corpos que não respiram… Mas gemem na certeza
Que são amantes, apaixonados… Amigos


José Alberto Sá

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Boa noite

Boa noite

Dorme bem…

Dorme na tranquilidade e na paz do branco
As outras cores estarão presentes
E ao acordar sentirás também os meus braços… O manto
Na luz desta noite… Um beijo será o que sentes

Dorme bem…

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Vivo cada palavra

Vivo cada palavra

Grito às palavras violentas
O sino toca no tilintar da garganta
Sinto a queda nas palavras nojentas
Gritos entre linhas,
com voz de quem não canta
Cantigas sem notas, na linha deitada…
Sem manta

A manta onde não me deito, sem pêlo
Na aspereza do ser cansado, por ter gritado
Sinto-me o fósforo queimado
Quando semeio palavras de olhos fechados
O escuro dos gritos abafados
E tudo é irresistível ao vazio… Nem vê-lo

Nem vê-lo, nem tê-lo
Um novelo de lã que desfio
São as palavras ditas sem forma
Palavras que me toma
Como se o verão fosse frio

Frio escaldante… É neve, é gelo
É grito da boca que se desfaz, ácida
É greta de Vénus despida sem sol
É escrita maldita erótica sem mal
É vê-lo, é tê-lo
Pó de acácia

Sufoco das linhas poeirentas
Da flor em desmaio… Fecundação
Eu grito… Ninguém me impede
Grito…
Bailo nas famintas palavras minhas
Tu me tens… Ou tinhas
Palavras de mim, sedentas
Que a nada se deve
… Deve o grito

Grito palavras às escuras
É sangue das veias
E a voz que treme, são as agruras
Se não me falas, se me aturas
Gigantescas ceias
São palavras que devoro, por serem puras

Pureza que me sai, talvez eu quisesse
Falar de tudo ou nada
Contar um conto de fada
Ser o pai de boca escancarada
Que grita por tudo, por nada
Quisesse eu… Escreveria

Noites brancas, dias pretos
Pelas linhas de um corpo branco
O meu caderno, a minha alma
Com calma
Me arrepio pelo sangue nos espetos
Os aguçados palavrões que não digo
Sou franco

Mas… Grito… Grito
Palavras com tinta sem cor… Coloridas
Cores sofridas
Cores pastel
Cores diluídas
Sem tinta… Com mel
É o meu grito em poesia
Às palavras que vou soletrando
De vez em quando… Mania


José Alberto Sá

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Até amanhã

Até amanhã

As portas já se abriram
Entrai…

A luz já entra pela escuridão
Não foi a chave que abriu
Foi um olhar, uma boca que sorriu
Porque aberto já está meu coração

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Sempre contigo

Sempre contigo

Sabes amor, hoje é para ti
Quero deixar-te algo meu
Sabes amor,
hoje sou em palavras aquele que te sorri
Aquele que te deixa um beijo do céu
Do céu! Sabes amor…
Quando eu morrer
Quero deixar-te nas minhas palavras, uma flor
Terás que saber…
Que quando eu morrer
Vou olhar-te do céu e ver-te da mesma cor

Sabes amor…

És tão linda, tão perfeita, tão pura
Sabes amor,
Deixo contigo as minhas palavras… O meu ser
A alma que me ilumina, que vem da tua candura
Sabes amor…
Lá em cima vou amar-te de igual
Serás no verde prado o acontecer
Serás no azul celeste a musa colossal
E quando eu morrer… Meu amor
Olharei para ti sem chorar
Lá de cima agradecerei o que não agradeci
O perfume que um dia vou levar
O teu corpo tatuado em mim
Meu amor…
Lá em cima, serás o jardim
Serás o ar
A mão que segurarei
Sorri… Sorri amor…
És tudo que ganhei

Amor…

Quando eu morrer
Vou-te deixar estas palavras escritas
São para ti
E quando eu morrer…
Não vais sentir a minha ausência
Pois…
Quando eu morrer, saberás da existência
De um amor que não acaba
Um amor tão puro
Que lá de cima, quando eu morrer…
Sentirás cada rima
Cada palavra
Cada segundo do nosso viver

És tão linda…

E quando eu morrer…
Receberei a bênção de Jesus
Meu amor… Quando eu morrer…
Viverei contigo para sempre, na Sua(tua) luz


José Alberto Sá