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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Interior

Interior

Procuro os teus pés
Por entre as secreções eléctricas
Reviro as papilas… Só tu sabes
… Só tu és
Aquela que por entre vontades frenéticas
Faz revirar o branco dos lençóis…
Onde só tu cabes

Procuro-te na cavidade da minha boca
Ferves como espuma do mar
E erecta queres sentir a leveza louca
O meu bater de asas… Borboleta a acasalar

Procuro o teu pulso
É nesta sede que sinto o abanar da cama
Amarro-te, algemo-te neste amor avulso
Somente nosso, o colchão é chama, é fama

A estrela é ele,
é ele que sente o espetar das unhas
As risadas, gemidos em saliva
Néctar que nele se derrama até secar
Pois descanso contigo, menina altiva

Um descanso onde te procuro com beijos
E ao olhar o espelho vejo-te feliz
Diz… Diz…
Diz que foi bom, a satisfação de mil desejos
Um deles… O procurar de teus pés
Outro… O procurar de teu pulso
Conhecer-te de lés a lés
Meu néctar em teu esconderijo… Expulso

Foi neste procurar de amor
Que conheci o teu interior


José Alberto Sá

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