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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Escrevo-te

Escrevo-te

E sobre as linhas do teu corpo escrevi
Rendido à beleza dos contornos perfumados
Escrevi abusos em teus seios
Escrevi… Escrevi…
Palavras contornadas pelos afagos
Pelos sussurros perdidos pelos meios

Qual sanguessuga penetrando na pele
Sugando toda a tinta que cobiçava
Escrevi sobre teu corpo dourado, cor de mel
Palavras como beijos quando sugava

E sobre as linhas escrevi o amor
Assinei a paz pelo território amado
Escrevi sobre vales e montanhas a mesma cor
Escrevi em desertos e oásis… Por todo o lado

Palavras que pelo teu corpo estavam nuas
Palavra que eram a chave para te abrir
Palavras como tu… Simples, belas e cruas
E sobre as linhas tranquilas, ouvia música
Sentia o vai e vem da respiração
Escrevi palavras que ondulavam com astúcia
Radiantes pela destreza de uma mão

A mão,
Que as escrevia
E sobre as linhas do teu corpo… Eu sou o dia
O dia em que escrevo sobre o teu coração
Um pulsar doce que senti
Um corpo, uma mão… Muito amor
Nas palavras que escrevi


José Alberto Sá

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