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segunda-feira, 31 de março de 2014

Flor poesia

Flor poesia

Sou raiz que se sente submersa
pela incapacidade terrena…
Onde só o amor vale apena.

O sufoco da terra que me arrasa,
o tempo que nas horas não se atrasa…

O tempo passa…
E eu preciso submergir
Sentir o rasgar da terra pelo arado
Com os seus dentes aguados,
nas entranhas de um deus louvado

Sou raiz de uma vontade obsessiva,
o querer olhar a luz de um sol que desejo…
Desejo que me cativa
Na terra…
No ar…

Preciso me soltar do pó, preciso da chuva ao relento…
Do vento…
Do momento…
Sou raiz pronta a correr…
Quero na minha vontade, deixar florir uma flor
Sou raiz… Sou amor…

Deixem-me nascer e abandonar a terra imunda…
Sou capaz de abraçar com o meu fruto
O néctar de uma raiz que ama a luz do dia,
o luar de uma lua iluminada… A minha ambição

Serei o reflexo que imagino nos espelhos de água…
Água pura, tão pura como o beijo apaixonado
O beijo dado pela abelha na sucção do pólen,
à mais bela flor…

Quero ser, ser flor lá fora…
Lá onde os pássaros cantam,
onde o vento assobia e a luz se faz presente
Mas sou raiz somente…

Somente na espera de algo mais… Preciso sair
Preciso me soltar das amarras deste involucro,
a terra que me irá enterrar
Sou a vida de uma raiz… Que quer nascer…
Crescer… Florir… Sorrir…
Sorrir pela boca rasgada, lábios de vermelho carmim…
Ser flor de todo o jardim

E no dia que desaparecer…
Quero ser raiz novamente, a raiz das palavras cultivadas
Por mim

Ser flor… Ser a noite… Ser o dia
Ser o mar… Ser a serra…
Mas preciso de vós… Vós em alegria
Deixem-me dançar por cima da terra…
E serei flor… Flor chamada… Flor amada…
Poesia… Poesia… Poesia…


José Alberto Sá

Vem e pousa em mim

Vem e pousa em mim

Já era tarde… Eu sei…
Demasiado tarde para que fosses minha
Quando te encontrei
Bela flor de um jardim... Só meu
Essência de amor sem fim
O sorriso gémeo do céu

Me vi no teu sorriso de borboleta 
Essa que vem... Todos os dias beijar
Poisar em mim... Viver comigo
E ser tinta da minha caneta
E como se eu fosse flor… Sonhar…

Sinto-te poisar sobre minhas pétalas de poesia
Sugando o meu néctar, tudo o que me resta
O amor que existe dentro de mim e deixo…
Deixo que me leves por aí
Borboleta de sorriso belo e olhar de magia
És o que mais quero… Estou aqui

Aqui a te esperar, alma gémea que sonhei
Gémea na beleza e na cor
Na candura e no amor
Saudade de ti, desde o dia em que te achei…

Por vezes me sento flor vazia… Chegas-te
Ah! Borboleta do meu céu, azul, cor de mar
Penetra-me e vem-te afogar
Desliza em minhas pétalas e vem amar
Sou tua flor… Borboleta amada
… Respira-me
Suspira… E sente-me desabrochar

Espero o tocar,
Nada te peço… Apenas te quero sentir
É isso o que eu preciso, quero ser paz no teu sorriso
Quero sonhar e realizar… Vem e pousa em mim
Sou flor para amar
Sou tua em aromas a fluir
Vem… E seremos apenas nós dois
Borboleta e Flor...
Num jardim chamado Amor

Dueto:

José Alberto Sá/Su

domingo, 30 de março de 2014

Sei o nome... Da vontade

Sei o nome… Da vontade

Sei o nome da vontade
Dos que sentem a pólvora no umbigo
O perigo em qualquer cor
Vontades de amor
Vontades de um castigo
Ventres e vulvas, que se querem de verdade

Sei o nome dos relâmpagos
Dos raios penetrados no coração
Daqueles que derramam
Os improvisados mares do ser amado
Dos ventres e vulvas… Do sim
Ou não

Sei o nome da forja quente
Dos répteis que rastejam pelo chão
O chão que um louco sente
Qualquer louco… Louco de paixão
Dos ventres e vulvas que se querem misturar
Num sim… Ou não…

Aqueles que amam
Mas…
Esse mas que arrelia as constelações

O céu de quem quer, somente amar
Por entre umbigos, ventres e vulvas
Pólvora húmida
Sei do nome dos amores do meu ar
Dos cachos amadurecidos, cobertos de uvas
Que o amor gostava de devorar

Sei o nome… É amor… É amar… Amar
O nome que não tem idade
Pois amar é o nome da vontade


José Alberto Sá

sexta-feira, 28 de março de 2014

Meus e teus sentidos

Meus e teus sentidos

E belo é o frio que se fez agora...
O gelo me fez apertar as pernas...
Para te sentir em mim, aconchegada

És tudo… Amada

Impossível é o meu desejar de louco
Sentir-me perdido por entre gemidos...
Gritos de quem quer...
Quer...
Quer...
E os seios se sonham... As entranhas somente são...
O amor somente existe...
A razão… Razão…

Por aí... Aqui... Ali... Sei lá...
Um dia talvez te sinta na luz dos meus olhos...
Sou assim perdido por ti...
Peço-te...
Perde-te um pouco...
Preciso te procurar

Querer é ser...
É ter...
É viajar…
Correr pelo mundo de cor canela...
Uma porta... Uma janela...

Sonhar com flores e pássaros voando...
Um arco-íris de amor... Cheiros púrpura e violeta...
Mares de rosas... E tu...
Tu serias o complemento ao mundo perfeito...
O meu mundo… Que amo e sonho

Não te consegues arrepiar, como eu...
Eu amo... Amo... Amo...
Sempre na esperança que exista um mar gémeo...
Um mar que me traga a vontade que tenho...
Ondas… Ondas onde venhas diluída
Ondas de vibrações minhas… Querida…
E nessas ondas me afogaria, em ti

Correr para ti… Mergulhar… Apetecível...
Mas olhar-te... Sentir-te… Meu Deus...
Seria a imensidão da minha inspiração...
Teus sentidos em mim… Em ti os meus
… Sentidos


José Alberto Sá

terça-feira, 25 de março de 2014

Morro por ti

Morro por ti

Já teria morrido, pela falta do teu amor
Sempre dizes que vens… Mas só dizes quando te peço
Estou exausto pelos meus pedidos
Contudo… Arrasto-me pelo deserto deste calor
E um dia te darei a mão  
… Preciso que me salves

Salva-me e serás comigo a imensidão,
serás um oceano.

Um oceano é sempre um oceano...
Não basta falar dele... Olhá-lo é do mais belo...
Olho-te e me questiono...
Porque não vens para me sentir...
Molhar-me de prazer... Vem…

Vem e serás comigo a união de mares

Mares de prazer
Vem para que te possa ter, no meu imenso amor
Te darei nas ondas uma flor...
Somente por te sentir em meu coração
Poder olhar e dizer-te... És de verdade!
Divina como te sonho... Única

Tão única que te quero minha.

Arrepias-me... Falo de ti... Te sinto...
Olho meu lado esquerdo e imagino o teu sorrir...
Digo olá... Agora...
Pensei te ver a meu lado...
Mas somente a luz do meu candeeiro...
Ou talvez o teu brilho... Sei lá

Sei lá porque te sinto assim,
temperaturas que me alteram…
Já teria morrido pela falta do teu amor
Se não fosse a minha vontade
O amor que não me deixa morrer
Sonhando contigo em liberdade

Já teria morrido…

José Alberto Sá

segunda-feira, 24 de março de 2014

O meu relógio

O meu relógio

Em qualquer dia da semana,
eu conto as horas que passam
e que me levam a envelhecer
O branco do cabelo são as horas de conhecimento
e agradecimento à vida.
Cada volta dos ponteiros é a conquista do tempo
que ainda me falta…
E falta tão pouco…
Então…
Jamais me arreliarei contigo…
Serei paciente nas batidas de um coração acelerado…
Por ti
Sempre por ti…
Mesmo agora, que senti o arrepiar de pele…
Eras tu… Aqui
Em qualquer dia da semana,
as horas se constroem de amor que recebo e dou.
É completamente gratuito o tempo que gasto em dádivas
e palavras com sentido.
Somente no teu sentido…
Meu querer…
Meu estar…
Meu ser…
Meu amar…
E hoje é mais um dia desses… Igual a ontem
e quem sabe amanhã… Quero te contar nos meus ponteiros.
Em cada volta te cumprimentar
Passar com o eles, uns por cima dos outros
Assim é a vida fora e dentro do meu relógio
É assim que imagino a pessoa que vive dentro de mim…
Rodopia na minha vontade
Tu és o complemento à saudade, à verdade da rotação da vida…
Peço-te, rodopia comigo e te ofereço o relógio do meu pulsar,
serás nas horas o ponteiro que desliza devagar…
Enquanto eu serei o ponteiro dos minutos…
Para por cima de ti passar incansável, olhar para cima…
Sempre que os segundos por nós passarem.
Para cima é o céu… O amor…
O teu…
O meu…
Hoje quero que sintas comigo este dia,
este que me ilumina. Pois também tu és feita de sol.
Linda… Firme… Completa…
Pura como puro é o meu relógio a contar.
Na dureza da vida.
Dureza do tempo em que não te tenho,
como um relógio feito de pedra…
Meu relógio solar
Vivo assim em cada dia da semana…
Para ti, dentro e fora do meu relógio.
Para que cada tempo… Seja somente, tempo de amar


José Alberto Sá

sexta-feira, 21 de março de 2014

Amo-te... Porque me tocas

Amo-te… Porque me tocas

Porque me tocas, eu me confesso a ti, poesia
Lembro-me o dia…
O tempo em que entraste dentro de mim
… Jamais te ausentaste
Lembro o dia em que me levaste
E te senti a pedir-me para ficar…
Prometi sempre deixar,
que te soltasses por tua livre vontade
Porque sempre me quiseste abraçar
Sentir-me como a areia sente o mar
Como as estrelas reluzentes, se sentem no ar…
Sementes

Porque me tocas, eu partilho as imensas letras
que correm em minhas veias
São como teias que se agarram a mim,
na vontade que eu seja feito de poesia
Que seja tecido de palavras completamente sentidas…
O meu corpo se sente assim, agasalhado
Vestido da sua candura… Da escrita mais pura

A poesia…

Porque me tocas, eu te levo sentada neste regaço,
abraçada e tocada por cada braço
E ao apertar-te sinto que és minha,
tão minha que em cada segundo,
te ofereço ao mundo
O meu/teu mundo
O olhar de cabeça erguida e te levar no coração…
És o meu chão

Porque me tocas completamente… Imensidão
Eu sou para ti a mais simples das palavras,
A que escrevo na verdadeira e intensa claridade
A luz e o carinho dos caminhos por mim pisados,
levados com amor e toda a magia
Porque me tocas, eu te amo
Te amo tanto… Poesia

José Alberto Sá



quinta-feira, 20 de março de 2014

Calosas... Mas entregues ao amor

Calosas… Mas entregues ao amor

Minhas mãos
Magras
Definhadas
Sentidas em palavras
Perdidas e esfalfadas
Pedintes e amadas

Mãos do copo… Um trago
Mãos trémulas
Quebradiças
Mão de afago
Bêbedas pelo álcool da vida
Mãos que escrevem com amor
Palavras de sonho
Palavras de dor
Palavras de uma escrita sentida

Minhas mãos

E o tempo que passa por elas,
são horas que sinto pelas artérias do meu sofrimento
… Um tempo
Que passa na velocidade do vento
E que, como o frio, estala a pele
… Fel

Mãos que querem sentir… Hoje…
Pois amanhã se me levantar erguerei ao céu
Mãos com dedos atrofiados pelos segundos passados,
como folhas abertas em linhas cobertas, pelas minhas mãos
A minha escrita…
Tantas palavras do meu medo, minha dor, minha cor…
Minha vontade expressa
Conversa…

Minhas mãos em desgaste, unhas rompidas,
letras perdidas em amores que não conheci
Mãos que abraçam e continuarão
Uma mão… Outra mão… Por aí
Abraçando sem parar, mesmo que trémulas num corpo
Mãos sem folego, sem sopro…
Mas paralelas ao meu beijo
… Mãos de desejo

E agora, neste preciso momento… Olho-as e choro
Uma lágrima… Outra… Mais uma
Lençóis de amor, ondas de espuma
Mãos que amam, mãos que querem saber, quem tu és,
amor meu…Onde moro

São estas as mãos que vos mostro, as mãos que vos entrego
Tréguas que partilho desta guerra… A vontade de ser luz
Mãos erguidas como erguidas são as vontades da serra…
As mãos de Jesus
Estas…
As minhas mãos, que não vos nego


José Alberto Sá

terça-feira, 18 de março de 2014

Olhos que me roubam

Olhos que me roubam

Os teus olhos…
Hoje quero falar dos teus olhos
Não foi por acaso… Nem o acaso foi um não
Um olhar, abraçado a outro olhar…
Sorrisos aos molhos
Que dentro de teus olhos, foram rendas de amor
Teus olhos voaram como borboletas até mim
e a flor eras tu

Uma donzela de perfil perfeito…
Dentes iluminados que me acenavam,
de entre os mais belos lábios
Um corpo elegante… Num arfar de ar sufocante…
O meu ar,
por te ver num corpo que sempre imagino nu

Sempre me lembro desse momento…
Sou incapaz de me isolar e não me lembrar a tua candura
E tu… Tu feres-me com a ausência…
Eu sei…
A vida nos presenteia com algo mais, mais calor
Eu sei que a vida por vezes nos ferve…
És pura…
Tão pura que te respiro em plena harmonia do campo
Esse campo onde me imagino correr contigo…
Mãos dadas e olhos nos olhos, te beijando

Que imenso é o perfume do teu beijo…
Sinto-o, mesmo nunca o ter dado
Sinto-o como se fosse o mais belo fado…
Quando o meu coração vibra, como cordas da guitarra
Somente porque te vejo

Incrível quando te olho em pequenos momentos,
onde despercebidamente somos um só
Tão só que te sinto em meus braços…
Pele na pele, macia, doce e quente

És tu ali… Aqui… Acolá…
Sempre em cada espaço que ocupo…
Sempre em cada pulsar dos ponteiros do meu relógio.
A tua voz… Pois, nem dás por isso…
Arrepia-me, queria bebê-la
Embriagar-me na tua saliva, ser teu…
Seres minha contra tudo e contra todos…
… Fugir
Continuo aqui… Como aqui estava ontem…
E amanhã cá estarei para te receber
Espero-te…
Lembra-te… Sou sempre e completamente um…
O teu amor secreto, num segredo já desvendado
Nosso… Só nosso…


José Alberto Sá

Encontro

Encontro

Encontro-me achado nesta vida
Vieram-me ver
Porque nasci… Talvez por estar pronto!
Pronto para a partida
O destino de qualquer ser

Encontro lágrimas quando choro
Pergunto o porquê… Porquê?
Triste vontade de dor ou amor
Encontro a lágrima onde moro
Pergunto a quem crê
Este encontro, a quem me lê

Encontro
Névoas e sorrisos,
alguns sentimentos sem norte
Encontros precisos,
azares ou sorte
Encontro com a vida, encontro com a morte

Não encontro a resposta ao mundo
Encontro sempre a pergunta perdida
Num buraco sem fundo
O encontro com a vida… Incompreendida



José Alberto Sá

segunda-feira, 17 de março de 2014

Nada tenho material... Tenho amor

Nada tenho material… Tenho amor

Calar-me
Nunca…
Jamais serei a ausência de palavras
Abras ou não abras
Nunca…
Me irei sentir em silêncio…
Não calo a minha boca

Nem que me torturem,
com uma folha em branco
Nem que me abandonem,
em qualquer canto
Calar-me
Nunca…

Trata-se de gritar por pão
Jamais serei a ausência de trigo
A palavra será escrita por minha mão
Sempre…
Jamais calarei a voz do mendigo

Nunca…
Nunca mais me calo
Não serei caminho sem saída
Serei a razão do que falo

E jamais…

Jamais serei a partida
A pergunta sem resposta
Nunca serei o que não digo,
serei sempre a frase oposta

O nunca…

Nunca serei ausência
Serei eternamente vosso amigo
E a paciência… Essa dor
É sentir o fumo que grita pelas cinzas
Pela angústia de quem não tem abrigo
E luta como eu luto,
com amor


José Alberto Sá

domingo, 16 de março de 2014

A magia do meu, "Eu"

A magia do meu,  “Eu”

A magia do meu “Eu”
É a hora sagrada do meu levantar
É a manhã que me refresca a mente,
por ter dormido feliz.
É nesse acordar que imagino a cor marfim,
o branco igual à espuma do meu mar

É na magia, na nuvem limpa ao acordar,
que meu corpo  sente
Como sente, a copa da árvore a sua raiz
Meu “Eu”, a cor marfim daquela manhã…
Que me dá a luz… O seu bom dia
O seu sim…

Sim é a alegria de ver que o sol,
não morreu
Pé no chão e braços abertos para abraçar
Abraçar a intensidade da claridade…
Naquela hora… A magia do meu, “Eu”

Um ser capaz de sentir as ondas perfumadas do pólen
Quando as flores dançam, possuídas pelo céu
A magia, sempre a magia do meu, “Eu”…

Hora em que a ilusão de dentro… Foge para viver
Correr pelas areias da vida,
sentir Cada grão
Sentir cada carícia do tempo… E somente ser
Ser a paz… Ser o amor… Ser coração

O meu “Eu”
É a hora que me faz sentir o Ave-Maria
Olhar o destino como a dádiva divina
E na gota mais pequenina,
sentir o mar
Abraçar a vida, como “Eu” abraço a poesia
Amar…

Hora de um poeta que sonha, que tudo é vento
Que tudo é chuva, é neve, é frio… É calor
Hora de um ser simples como o tempo
Que ama a luz, ama o que escreve e sente o amor

Hora da poesia…
Hoje na magia, do meu “Eu”


José Alberto Sá

Intenso vermelho

Intenso vermelho

Intenso é o vermelho
Mesmo na entranha escondida
O vermelho que se converte
Em sangue pulsante… Delírios
E vontades na entranha da vida

Intenso é a cor
É o calor
De um vermelho que sobressai
Por entre ondulações
Por entre corações
O intenso vermelho do meu ai

Intenso vermelho pecado
Fugidio em branco rosado
Por entre negros montes de amor
Sangue fervente, na mente
Amor que o vermelho sente
… Calor

Intenso é o olhar de quem ama
Quem trepa por entre beijos e arrepios
Na sensação de quem chama
A chama vermelho carmim
Aquela cor gritante, que apaga o frio
E me leva… Sempre a dizer sim

Intenso… Vermelho de maçã
Fruta que amo devorar…
Neste meu intenso amar
Que nasce logo pela manhã


José Alberto Sá

sábado, 15 de março de 2014

Sou como uma folha

Sou como uma folha

Ai folha…
Ai folha que falas tão alto
Vós que acenais desse colo
O berço da vossa mãe
Ai folha…
Me sinto feito de sol
… Eu vos respiro
… Eu vos admiro
Eu vos amo também

Ai folha…
Como vos agradeço o verde frescura
… E mesmo no chão
Seca sem vida…
Sois a beleza do meu solo
… Ai folha do meu coração

Ai folha…
Que ao vento sabes dançar
E na chuva… Sois o reflexo da luz
Ai folha… Sinto o teu abraçar
E tudo em ti me seduz
… Folha!
Estes meus braços te amam com certeza
Sois uma folha da vida…
… Uma página perfeita
Como eu me sinto perfeito… Na natureza


José Alberto Sá

sexta-feira, 14 de março de 2014

Poesia

POESIA

P oesia
O lhada e sentida por mim
E spelho do meu coração
S entimentos de uma alma sem fim
I luminado amor que sai de minha mão
A candura poética, a luz do meu dia


José Alberto Sá

quarta-feira, 12 de março de 2014

Um dia

Um dia

Deixa…
Deixa o dia acontecer
Será contigo
Será contigo o meu prazer
E mais não digo
Pois somente será contigo…
… Mulher

Deixa…
Deixa-me escrever este poema
Direi as palavras com minha boca 
E quando leres,
saberás que vale a pena
Abrir o teu coração
A este poeta de alma louca
Louca por ti…
… Imensidão

Deixa…
Deixa-me sentir o deslizar da caneta
Falar contigo no papel
E no dia que acontecer
Serás lua, serás sol… Serás cometa
Serás açúcar, serás geleia… Serás mel
Serás vontade, serás amor…
… Só por me ler

Deixa…
O resto será ganho do nosso carinho
Amor intensificado pelo desejo
Teu olhar, tua boca… Lábios de linho
Teu perfume, teu rosto… O teu beijo

Deixa…
Deixa-me escrever estas palavras para ti
Sabendo que muito não direi
Mas tu sabes o motivo, de estar aqui
Amando até conseguir, o que ainda não dei
Deixa…


José Alberto Sá

terça-feira, 11 de março de 2014

Ai amor

Ai amor

Ai amor
O tempo corre
O segundo morre
E tu… És a vida
Ai amor
Que belo é a força humana
A terra viçosa
A lua cor-de-rosa
E o perfume da cama

Vou espalhar por aí
Cantando em toda a parte
Que o grito do amor
É este grito aqui
Que contigo
Trajado com arte
É quem nos leva por toda a cor

Ai amor
Que belo é o valor
Quando se levanta em calor
O amor
Que pela pele se encanta

Ai amor
Estou aqui… Ardente
Sentindo o som do tempo
O gemido da nossa corrente
O aroma do nosso argumento

Ai amor
Dá-me a tua mão
e sente este verso
Dá-me tudo e vive
Vive comigo este universo
Dá-me amor e tudo é teu
Dou a ti todo o meu amor…
Meu amar e somos o céu

Ai amor
O tempo corre
O segundo morre
E tu és a vida
Ai amor
… Querida


José Alberto Sá

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ao deitar

Ao deitar

Te levo...
E hoje quero-te completamente... Despida,

para que te receba, na minha louca ansiedade.

José Alberto Sá

Tocar-te

Tocar-te

Amo quando te toco
e te desperto o impacto
O toque silencioso
Que durante o teu sono
Te faz saborear os dedos perfumados
do meu tacto
Amo tocar… E o dono
O dono sou eu ambicioso

Toco…
Sem ultrapassar a barreira do suportável
Afagos de forte pulsação
A minha mais doce inspiração
O abominável,
desejo que meus toques inspiram
Respiram
Sobre teu corpo

Amo tocar…
O desejo da contemplação
Flexível… Imensamente apetecível
O amar…
A minha função
O confortável momento em que toco…
Devagar

Amo cada bafo quente de um beijo
Lábios em fixação
Unidos pela saliva, que fermenta no desejo
Amo esta necessidade do meu quotidiano
O toque… Aquele tocar sobre ti…
Que amo
Como amo o toque que te faz gemer,
pela minha mão


José Alberto Sá

LOVE

LOVE

Quando me dás a tua pele doce?
Esse beijo molhado que mantém meus lábios secos.

Fazes-me esperar com sede… O néctar salivar de ti.

José Alberto Sá

domingo, 9 de março de 2014

amor


Adormecerei com amor

É incrível como te desejo...
E somente te sinto por toda a parte...
Somente te quero para toda a vida...
Tudo é tão somente... 
Que só tu existes...

... Agora

Acordarei com amor


José Alberto Sá

Se um dia...

Se um dia…

Se eu um dia, eu for capaz
Serei substância
Serei sustentável
Um privilegiado rapaz
… Se um dia, eu for capaz

Sentirei o fluido
Sentirei a relevância
Um refrescante sentido
Se for convidado, sem distância

Serei o toque
… Se um dia, eu for capaz

Serei a concretização
A satisfeita função
Ser o que na vida me satisfaz
… Se um dia, eu for capaz

Serei o longe da eloquência
Serei a intensa simplicidade
Serei o centro
Serei afirmação, a insistência
Um coração de verdade
… Se um dia, eu for capaz

Amarei por dentro
Amarei a personalidade
Corporalidade no teu amor

Serei o teu sublinhar
A tua textura
… Se um dia, eu for capaz
Serei audaz
Serei bravura

Serei a amarra e a imaginação
Serei pontualidade
Serei a cor
Serei a vontade
… Se um dia, eu for capaz

Serei o mais que amar
… Serei amor
… Serei a paz

Se um dia, eu for capaz


José Alberto Sá

sexta-feira, 7 de março de 2014

Amor sentido

Amor sentido

Vou pedir, o teu amor
Aquela vontade que nunca se contenta
O amor que sempre aspira algo,
que me coloca em bicos de pé
E cada perna em ti colocada em amor
É um lápis de cor
Que não se aguenta

Mas se deixa levar no ímpeto criativo
O deslizar sobre uma folha de papel, lápis activo
Em perfumes de mel
Corpos entrelaçados…
Mentes apaixonadas

Tanto te peço amor… Todo o amor…
O risco sobre o teu toque cálido
A semelhança ao seixo polido,
num leito de um rio humedecido
Em que a língua ama… Na textura rica do que acontece
E o amor apetece…

Vou pedir a tua mistura, o equilíbrio… O domínio
Essa saborosa e subtil alquimia em que o sal se apimenta
E o amor aguenta…

Por vezes imagino até a cozinha…
Capaz de me levar aos seus desígnios alimentares
Em ti nua… Paladares

Vou pedir a tua galvanização amorosa
Ingrediente sob o meu controlo sensual
Uma pitada de rosa, uma mente viscosa
E o amor natural

Vou pedir o teu amor… E seja qual for a vontade
Será no interior de um poema selado
Que te peço a outra metade… O teu corpo
Porque o sentir já me pertence, em todo o lado
… Amor


José Alberto Sá