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segunda-feira, 17 de março de 2014

Nada tenho material... Tenho amor

Nada tenho material… Tenho amor

Calar-me
Nunca…
Jamais serei a ausência de palavras
Abras ou não abras
Nunca…
Me irei sentir em silêncio…
Não calo a minha boca

Nem que me torturem,
com uma folha em branco
Nem que me abandonem,
em qualquer canto
Calar-me
Nunca…

Trata-se de gritar por pão
Jamais serei a ausência de trigo
A palavra será escrita por minha mão
Sempre…
Jamais calarei a voz do mendigo

Nunca…
Nunca mais me calo
Não serei caminho sem saída
Serei a razão do que falo

E jamais…

Jamais serei a partida
A pergunta sem resposta
Nunca serei o que não digo,
serei sempre a frase oposta

O nunca…

Nunca serei ausência
Serei eternamente vosso amigo
E a paciência… Essa dor
É sentir o fumo que grita pelas cinzas
Pela angústia de quem não tem abrigo
E luta como eu luto,
com amor


José Alberto Sá

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