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domingo, 30 de março de 2014

Sei o nome... Da vontade

Sei o nome… Da vontade

Sei o nome da vontade
Dos que sentem a pólvora no umbigo
O perigo em qualquer cor
Vontades de amor
Vontades de um castigo
Ventres e vulvas, que se querem de verdade

Sei o nome dos relâmpagos
Dos raios penetrados no coração
Daqueles que derramam
Os improvisados mares do ser amado
Dos ventres e vulvas… Do sim
Ou não

Sei o nome da forja quente
Dos répteis que rastejam pelo chão
O chão que um louco sente
Qualquer louco… Louco de paixão
Dos ventres e vulvas que se querem misturar
Num sim… Ou não…

Aqueles que amam
Mas…
Esse mas que arrelia as constelações

O céu de quem quer, somente amar
Por entre umbigos, ventres e vulvas
Pólvora húmida
Sei do nome dos amores do meu ar
Dos cachos amadurecidos, cobertos de uvas
Que o amor gostava de devorar

Sei o nome… É amor… É amar… Amar
O nome que não tem idade
Pois amar é o nome da vontade


José Alberto Sá

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