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segunda-feira, 24 de março de 2014

O meu relógio

O meu relógio

Em qualquer dia da semana,
eu conto as horas que passam
e que me levam a envelhecer
O branco do cabelo são as horas de conhecimento
e agradecimento à vida.
Cada volta dos ponteiros é a conquista do tempo
que ainda me falta…
E falta tão pouco…
Então…
Jamais me arreliarei contigo…
Serei paciente nas batidas de um coração acelerado…
Por ti
Sempre por ti…
Mesmo agora, que senti o arrepiar de pele…
Eras tu… Aqui
Em qualquer dia da semana,
as horas se constroem de amor que recebo e dou.
É completamente gratuito o tempo que gasto em dádivas
e palavras com sentido.
Somente no teu sentido…
Meu querer…
Meu estar…
Meu ser…
Meu amar…
E hoje é mais um dia desses… Igual a ontem
e quem sabe amanhã… Quero te contar nos meus ponteiros.
Em cada volta te cumprimentar
Passar com o eles, uns por cima dos outros
Assim é a vida fora e dentro do meu relógio
É assim que imagino a pessoa que vive dentro de mim…
Rodopia na minha vontade
Tu és o complemento à saudade, à verdade da rotação da vida…
Peço-te, rodopia comigo e te ofereço o relógio do meu pulsar,
serás nas horas o ponteiro que desliza devagar…
Enquanto eu serei o ponteiro dos minutos…
Para por cima de ti passar incansável, olhar para cima…
Sempre que os segundos por nós passarem.
Para cima é o céu… O amor…
O teu…
O meu…
Hoje quero que sintas comigo este dia,
este que me ilumina. Pois também tu és feita de sol.
Linda… Firme… Completa…
Pura como puro é o meu relógio a contar.
Na dureza da vida.
Dureza do tempo em que não te tenho,
como um relógio feito de pedra…
Meu relógio solar
Vivo assim em cada dia da semana…
Para ti, dentro e fora do meu relógio.
Para que cada tempo… Seja somente, tempo de amar


José Alberto Sá

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