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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Porque te amo

Porque te amo

Disse eu…
- Já não aguento mais
- Já não sei que mais possa dizer
- Já nem sei o som dos ais
- Já não sinto o amanhecer

(Porque te amo)
Disse eu…
- Quero ficar sozinho
- Quero sentir o vazio do ar
- Quero olhar o copo do vinho
- Quero beber até me embriagar

(Porque te amo)
Disse eu…
- Esperei tanto e não vieste
- Esperei pelo beijo
- Esperei o abraço e não deste
- Esperei, mas tudo foi só desejo

(Porque te amo)
Disse eu…
- Vou sair
- Vou correr por aí
- Vou tentar sorrir
- Vou sonhar com o que não vi

(Porque te amo)
Disse eu…
- Não oiço a tua vontade
- Não sinto o teu calor
- Não existe mais verdade
- Não sei o sentido do nosso amor

Disse ela…
- Fica comigo para sorrir
- O melhor está para vir
(Porque te amo)


José Alberto Sá

Rabisco

Rabisco

Rabisco novamente o labirinto
O traçado onde me perco contigo
Este caminho tatuado no meu corpo,
onde te sinto
E flutuo na imaginação de traços e abraços…
Sou teu amigo

Sinto falta da mão que nunca senti
Sinto falta do beijo que voa no vento
Sinto falta do sorriso que um dia vi
E sofro… Por não ter o olhar, perdido no tempo

Então…
Rabisco traços
Letras sem espaços
Palavras sentidas de coração
E no papel branco, eu sinto o fado
Sinto a cor que lhe dou… O azul turquês
Rabiscos de um apaixonado
Por um caminho que alguém fez

Então…
Rabisco sentimentos, porque a realidade me foge
A fuga impetuosa de um coração partido
O amor de ontem, o sofrimento de hoje,
um amanhã prometido

Então…
Rabisco no papel vazio, sem cor
Uma mão…
Aquela que rabisca, uma boca sem pio,
Um rabisco de amor
Porque não te tenho a meu lado
Então… Rabisco sem tinta
Neste labirinto que me finta
Num papel já amarrotado


José Alberto Sá

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Um frasco onde mora o odor
Uma flor, muita luz e amor

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Ai se...

Ai se…

Ai se eu pudesse
Cantaria ao vento as minhas saudades
Falaria das tristezas
Ai se ela soubesse
Que a canção é de amor, de sentimento e verdades
Falaria com firmeza

Falaria do tempo que passou sem que houvesse
Sem que tivesse
Um corpo como o meu
Deitado no seu

Ai se eu corresse
Ganharia ao vento a canção do amor
Falaria de ti, falaria de mim
Ai se eu coubesse
Nesse vento que te leva, seria eu de outra cor
Falaria de uma paixão sem fim

Do tempo que não vem
Do vento que te tem
Um corpo como o teu
Que voa em sonhos junto do meu

Ai se eu voasse
Ganharia ao vento na tua procura
Falaria em gritos que te quero
Ai se eu degustasse
Desse teu vento em loucura
Falaria de meu desespero

Do tempo que não te sinto
Do vento que te desnuda
Um corpo nu, que tanto pinto
Num coração que por ti chora e não muda


José Alberto Sá

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O amor não pára

O amor não pára

E se a luz me fere… Eu vejo
Tão fácil amar com os meus olhos
E se a lua me visita… Eu beijo
Tão fácil amar, a boca, o pescoço… Os folhos

E se o decote me pede… Eu faço
Tão fácil amar com os dedos
E se o interior me excita… Eu abraço
Tão fácil amar sem medos

E se desço até ao umbigo… Eu sonho
Tão fácil amar pela cor
E se algo me chama… Eu ponho
Tão fácil amar, se houver amor

E se a loucura me atrai… Já não sou eu
Tão fácil amar, sabendo saborear
E se os gritos se ouvem… Eu gemo nesse céu
Tão fácil amar e não parar

E se… Não vou parar… Eu não mudo
Não existe limites…
Acredites ou não acredites
O amor é tudo


José Alberto Sá

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Acende a luz do teu sorriso e vive iluminada
Luz da vida... Candeia de mil clarões
Apaixonada,
clímax do pulsar de dois corações
Vida de louvor... Se o sorriso contigo for
Com certeza loucas emoções
Nesta candeia de amor

José Alberto Sá

Beijinhos/abraços

A tua lágrima

A tua lágrima

Quem és tu?
Menina de fino caminhar
Vestida de negro, num corpo nu
Que vieste beber, nas gotas do meu olhar

Vieste sentir…
Vieste saber…
… Saber de mim
Das lágrimas do meu sorrir
A gota do teu beber
Águas em cascata, caídas do meu jardim

Queria pegar em ti
Poder-te abraçar
És tão linda… A mais bela que vi
E brilhas à luz do meu sentido olhar

Vieste beber… A lágrima salgada
Esse sal de mar
Essa poção chorada
Por um homem que sonha voar

Eu já não choro
Menina linda, minha amiga
Essa é a lágrima onde eu moro
Agora é tua… Linda formiga



José Alberto Sá

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sim... Abre

Sim… Abre

Abre em mim o teu amor
Abre em mim, tu que me dizes ser
Abre em mim o botão, dessa tua flor
E comigo sente, a luz a nascer

Abre…

Abre amor do meu sol
Abre a lua
E sente como eu sinto o céu aberto
A luz, o calor… O girassol
Abre a candura se te vês nua
E abraça o amor que te deseja mais perto

Abre…

Essa tão suave abertura
Tão macia e doce como mel
Onde a fruta mais madura
Sente ciúme, deste amor pele na pele

Abre…

Abre em mim
Essa tua garganta que geme
Esse grito, esse pasmo… Esse sim
Esse desabafo que não teme
E se mistura na faminta saliva, que me procura
E me beija num insaciável prazer
Ambas as mãos
Tudo que se imagina acontecer
Ambos os sussurros ofegantes
Que se abraçam como irmãos
Amantes

Abre em mim… Sim

José Alberto Sá


O mundo do meu olhar

O mundo do meu olhar

Vejo o mundo com este olhar
O mesmo que te admira e te recebe
É tão bom explorar
Que a maior necessidade é poder abraçar
A vontade que me persegue

Vejo o mundo com este olhar
O mesmo que te ama e te quer
É tão bom desfrutar
Que na beleza de uma mulher
A vontade é conquistar

Vejo o mundo com este olhar
O mesmo que te sente e te respira
É tão bom poder sonhar
Que neste mundo já ninguém tira
O amor que nos faz continuar

Vejo o mundo com este olhar
O mesmo que te une a mim
É tão bom poder levitar
Que neste mundo feito jardim
Somos os dois para amar

Vejo o mundo… Porque tu és a luz
Vejo o mundo… Porque tu és a vida
Vejo o mundo… Porque Ele é Jesus
Porque o mundo… Também és tu, querida


José Alberto Sá

domingo, 25 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

(Era bom mas acabou!)

O trabalho chegou
E esta luz que me espera é a mesma que me levou
...
Levou por aí... Carregado pelo calor do meu sol
Sonhos de mar
Areia escaldante...
Amarelo de girassol
O amor que me levou nos aromas de amante
Mas terminou... Para de novo abraçar
...
Feliz por ter a porta aberta novamente
Pão da vida, luz e semente

O meu trabalho

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Até que a luz me abrace

Até que a luz me abrace

De vez em quando o farol vem-me beijar
É naqueles dias em que somente o céu
As estrelas e eu
Vivemos nos braços do mar

Do mar... Amar

E o silêncio do cais
Anuncia mais uma viagem
Ventos que me trazem coragem
Num pedido de amor e nada mais

No mar... Amar...

A luz do farol não me deixa adormecer
Eu quero vislumbrar a caravela ao alto
... Tudo pode acontecer
Tudo pode ser verdade naquela escuridão
Um pulsar que canta em sobressalto
Na esperança de olhar na imensidão
E sentir naquela caravela
Uma luzinha amarela
A candeia que ilumina o meu coração

No mar... Amar...

De vez em quando o farol anuncia
Velas e mastros
Luas e astros
Aquele amor que acontece à luz do dia
Já que naquela noite o amor se perdeu
Não foi ela... Não fui eu...
É que este amor não é um qualquer
É amor... Que vem na luz do meu farol
Um amor sem igual
Por ser a esperança... De uma mulher


José Alberto Sá

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Todos temos coração...  Mas tudo vale pelo seu interior

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Saudade de ti... Felicidade

Saudade de ti... Felicidade

Se são tristes estes meus versos!
Pergunta-me porque razão
Porque sofre meu coração
Como se fosse uma triste canção
Onde os sonhos ao acordar são dispersos

Imagina como anda a minha vida
Palavras escritas, palavras guardadas
Pareço o mar numa onda perdida
Que se desfaz na areia, no sol diluída
E morre no sonho de um conto de fadas

Sente esta minha voz que não canta
Mas que se lembra da poesia embriagada
Que sente o pulsar que não pára para sorrir
Por te sentir feliz...
E saber que tudo em ti me encanta
Porque te amo acordada e por mim enamorada
Um amor que longe, que tão perto me faz sentir

Se são tristes estes meus poemas!
Pergunta-me porque te chamo de dia
E há noite não te esqueço
Vem falar comigo... Namorar sem ter esquemas
E abraçados dançar numa roda de alegria
Vem ver, pois tudo mereces... E eu tanto mereço


José Alberto Sá

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Eu dou a volta ao mundo sem sair do lugar...
Se estiver contigo...


José Alberto Sá

Beijinhos /abraços

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Basta um olhar e tudo se transforma numa flor
Basta um toque no rosto e se sente o calor
... Uma mão
... A visão
... O AMOR


José Alberto Sá

Anta, minha terra de Espinho

Anta, minha terra de Espinho

Fortemente me fazes erguer
Ó linda canção da minha terra
És tu que me lanças o perfumado ser
A flauta mágica que toca nos aromas da serra

Fortemente me fazes abrir
Ó lindo olhar que vislumbra a minha luz
És tu terra do campo, do meu sorrir
Terra da vida, canção da minha cruz

Fortemente me fazes amar
Ó linda terra de pó, terra feita de flores
És tu semeada de ouro e de mar

Fortemente me fazes no colorido das cores
Ó linda veste perfumada, senhora do meu olhar
És tu, mãe da minha alma, de quantos amores


José Alberto Sá

domingo, 18 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Sinto o perfume de uma flor
A poesia perfumada que exsite em mim
O carinho das pétalas de vermelho carmim
Onde os amigos são o amor


José Alberto Sá

Beijinhos/abraços

Quem me dera

Quem me dera

Tão simples que vivo para amar
Quem me dera ser a natureza
Quem me dera servir a terra
Ser a poesia do mar
Ser poesia e beleza
Ser amor,
ser coração, ser a luz que só ele encerra

Tão simples que vivo para abraçar
Quem me dera ser a grandeza
Quem me dera servir a serra
Ser a poesia do luar
Ser poesia com firmeza
Ser calor,
ser a mão, ser a paz e não a guerra

Tão simples que vivo colorido
Quem me dera ser a fonte
Quem me dera servir a palavra
Ser a poesia em papel florido
Ser a poesia do horizonte
Ser a cor, ser o olhar,
ser a força para que o mundo se abra

Tão simples e tão difícil assim viver
Quem me dera poder alterar
Tão simples e tão difícil assim amar
Tão simples e tão difícil assim ser
Quem me dera saber crescer
Tão simples...
... Que eu... Sou um simples nesta guerra,
onde é difícil lutar


José Alberto Sá

Boa tarde

Boa tarde

Não escrevo a vida sem cor...
É nas palavras coloridas que armazeno o amor

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

sábado, 17 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Mais um dia a olhar o sol... Como és linda... sim tu...

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

Saudades de ti... Porque é de ti que não me esqueço.

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Ceara de amor

Ceara de amor

Passei a ver-te nos trigais
E a crina do meu cavalo voa ao vento
Tresloucado momento
Onde ao relento
Desejo-te ainda mais

Passei a ver-te no campo de aveia
E a cavalgar senti secar os lábios
Porque galopava desenfreado para ti
E volta e meia
Nesse campo de aveia
Sinto que és o ouro que nele nasceu
Um tesouro meu
Menina que a dançar ao vento eu senti

Passei a ver-te no abrir da espiga
Desci do cavalo para te abraçar
Correr até ti e olhar-te nos olhos
Nesse brilho que me abriga
Linda flor que persegui a galopar
E encontrei nesta ceara de folhos

Passei a ver-te neste campo de poesia
Canção da terra
Onde me levou o meu cavalo de crina dourada
Canta para mim, dá-me essa tua voz doce
Ai se assim não fosse...
Não te levaria à semente do meu coração
Que contigo quero colher
Numa ceara de amor, numa vida iluminada


José Alberto Sá

Boa tarde

Boa tarde

Se um beijo é amor
Então recebam a luz dos meus

Se um abraço é amizade
Então recebem o meu calor

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Até amanhã

Até amanhã

Tu dizes tanto e me parece tão pouco
Que te espero amanhã para me falares o que não disseste
Pois hoje só te tive vinte e quatro horas e nada mais

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Boa noite

Boa noite

Ao olhar o vazio, preencho-o de ti.

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Palavras que voam

Palavras que voam

E os pássaros cantam
A seara baloiça ao vento
Os chilreios melodiosos encantam
E eu, bailo feliz sobre este tempo

Um tempo que amo
E os pássaros batem as asas devagar
... Lindo ballet
Neste tempo de voos, um tempo que é
A dança do meu poetizar

E os pássaros voam sobre as linhas
Debicam nelas o amor
Parecem beijar as doces rimas
Os lábios das palavras... O calor

E os pássaros cantam,
namoram nas flores da laranjeira
E no bailado do amor,
amam os frutos da macieira
Como eu amo sem voar, palavras sem fronteira
Um amor que levo até meus olhos
Numa dança de folhos
Eu a voar com os pássaros na minha eira

Os pássaros cantam e a semente reluz
Nessa eira de letras... Letras de ouro
Que transporto de um sol que me seduz
E os pássaros cantam... O meu tesouro
Nas palavras que voam, como pássaros de luz


José Alberto Sá

Neste corpo

Neste corpo

Estou a sentir...
E quero que sintas este navegar de amor
A rota que levas pelas veias dentro de mim
Que te sentem a sorrir
Que me fazem sentir o teu perfume,
porque te sinto uma flor
Este sentir que habita dentro do meu jardim
Na mais pura alma que ilumina a minha cor

Estou a sentir...
O cheiro desse teu perfume
Desse teu e meu
Esse sentir que me faz ouvir
O teu queixume
O meu céu

Estou a sentir...
Sente comigo linda estrela
Sente este mar sereno que navega pelo meu ser
E por entre as ondas leva-me à humidade,
do teu fluir
Neste sangue de mar,
água salgada onde és a caravela
Que dentro de mim navega ao amanhecer
Ao acordar neste puro sangue que te quer
Te quer sentir como sempre
Numa areia de espuma
Que me leva suavemente
Até sentir a tua pele de pluma
E deitar-me até contigo adormecer

Estou a sentir...
Que o meu sangue te deseja e por ti corre
Numa desenfreada viagem, na procura do teu sorrir
Neste corpo que já é teu e por ti morre


José Alberto Sá

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite


Por vezes não queria ser, mas sou tão pequeno que me sinto feliz

José Alberto Sá

Beijinhos/abraços


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

É por esse mundo fora, que vos amo cá dentro.

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Ideal

Ideal

Que ideia é essa
Imaginar o céu, a imitar a cor dos meus olhos
Um azul esverdeado que abraça a íris
Uma menina sem pressa
Que brilha na humidade, num piscar de folhos
Pestanas dos meus olhos,
que amam o arco-íris

Que ideia a tua
Imaginar que bebo da tua nascente
Sentir o toque da minha boca
Com estes lábios carmim, num corpo nu
Desejando que fosses tu
A fonte do prazer e me recebesses nua
Como se fosses a mais virgem semente
Dessa tua ideia louca

Que ideia, em ti eu vejo
Imaginar-te comer a amora silvestre
Comer figos
Salpicar de mel um beijo que ainda desejo
Tragar um salivar de amoras que me deste
E na salada de frutas sentir a união dos umbigos

Amo essa tua ideia
Querendo tocar-te para sentir tua pele
Subir imaginando uma perna sem meia
E levar-te comigo nesse ideal
Um olhar que nos sele
Uma vontade intencional

Que ideia...


José Alberto Sá

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Boa noite

Boa noite

O sol é quem me levanta
A lua é quem me deita
O céu é quem me ama
A luz é quem me aceita

José Alberto Sá


Beijinhos/abraços

Para rezar

Para rezar

Refugio-me no escuro
Por momentos é nesse espaço que vejo a Claridade
Sinto-me assim... Mesmo que não pensem que sou puro
Sou pai da vida, pai de amor, da luz e da intensidade

Tão intenso que no escuro me vejo transparente
Por momentos sinto-me leve... Capaz
E Tu? Porque não me falas, se meu corpo Te sente?
Sentindo um sorriso que me levita... Paz

Sei onde estás... Meu Deus
Amigo
Meu e dos meus
Com eles e comigo


José Alberto Sá

A minha estrela

A minha estrela

Aquela estrela grita dentro de mim
Amo ouvir a sua delicada magia
Quando me concentro na substância do sim
Quando amo ouvi-la de noite e de dia

Aquela estrela que me brilha
E me faz sonhar de lençóis aos pés
Dentro de mim
Onde a estrela se maravilha
No beijo da boca aos movimentos dos pés
Do olhar flamejante que sai do seu grito
E me põe aflito
Nos desejos estrelados do meu jardim

Aquela estrela que lateja e me guia
Que trás os ventos que me arrefecem o ventre
Que me oferece a luz...  E da noite faz dia
Que me inspira na frágil palavra de quem sente

E se ela brilha dentro de mim quando grita
É porque não quer ser como as outras estrelas
Mas sim... Um mar de ondas e aromas tropicais
Um horizonte repleto de caravelas

E eu serei o cérebro que pensa que as estrelas se sentem
Como se sentem os mortais
Um poeta que ama as estrelas que não mentem
Mas que se deliciam com estrelas celestiais

Tu não mentes...

És aquela estrela que me olha o interior
És a mesma estrela que quero sentir por fora
Quero sentir-me arder com o seu calor
Escrevendo saudades que não vão embora

Tu que estás dentro de mim... Aqui me tens
Estrela do meu deserto
Estrela do meu mar
Aqui me tens... Sem saber se eu vou, ou se tu vens
Sem saber quando do longe farei perto
Estrela que dentro de mim... É o luar


José Alberto Sá