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domingo, 26 de março de 2017

Lado a lado

Lado a lado

As tuas curvas melodiosas modelam volumes, vales e fazem desesperar a subtil dureza do meu mundo.
Dessa forma contemplas a obra que nos faz gostar um do outro, dessa forma sou homem inteiro, que somente se mutila quando me dou, quando me dás!
Não vale ignorar, não sou estranho, não sou o extremo, não sou a experiência… Não vale ignorar, sou do tamanho do mundo que temo, sou a inocência, por isso me dou, por isso te peço a coincidência de nós.
Sinto as tuas curvas quando deitado na cama, vejo em cada volume e cavidade o amor em cena e neste teatro invejável, beijo os lábios vermelhos abertos, como se fossem uma janela de sol em versos e os meus olhos poema.
E ao acordar sobre o azul-acinzentado de um céu que chora, abraço as curvas, contorno volumes e desço ao fundo… Ao fundo de uma loucura, de dois corpos nus que se amam lado a lado.

José Alberto Sá


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