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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Amo-te no papel

Amo-te no papel

Intercepto na minha mente, os olhos que fitam as palavras, os olhos que na loucura do meu lápis, o segue, o sente, o estimula e o leva.
O lápis de fluxos macios, derretidos no branco papel, onde o olhar se mistura, e me faz deslizar pelas palavras que penso, que dito e ofereço.
Não é uma fábrica de palavras, é uma máquina somente com ritmo, com cadência e com desejo.
Não é filosofia, é a evolução de um ser que logicamente abraça, vê e se conecta à produção do ideal.
Intercepto os olhos que fitam as palavras, os meus olhos.
E escrevo na melodia de uma esfera que brilha e me ilumina.
Cada palavra uma cópula, um gemido abstrato, enquanto não lhe dou a origem e a beleza do meu olhar.
Cada olhar uma máquina, que penetra e sente a lealdade entre o lápis, a folha e a cópula que faz desabrochar as palavras…
Eu vejo, sinto e escrevo… Para ti…
… Depois do amor…


José Alberto Sá

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