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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quando me desejas!

Quando me desejas!

Cruzas as pernas e amedrontas-te
Tu sabes de tua lucidez e desespero, apertas!
Sabes do obsceno em orgasmo sofrido!
Cruzas as pernas e flamejas-te
Tu sabes do martírio e a tenaz que se eriça!
Sabes que as cruzas e as mostras descobertas!
Cruzas as pernas e aprontas-te
Tu sabes da delícia no aperto contido!
Sabes que serras os olhos e os lábios na cobiça!
Cruzas as pernas e mostras-te
Tu sabes que a humidade é gozo de um rio
Sabes que as margens são lábios de cor
Cruzas as pernas, eriças a pele e não é frio!
Tu sabes que o prazer é corrente que atiça
Sabes que o aperto é loucura e amor!

Quando me desejas e eu não estou!
Cruzas as pernas num vai e vem…
Tu sabes, tu és, tu sabes, eu sou!
Sabes amor, sabes sentir como ninguém!



José Alberto Sá

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