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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Amo para lá do sonho

Amo para lá do sonho

Falaram comigo os meninos e as meninas! O céu que tantos falam e não sentem, onde preenchem buracos negros, sabendo eu que é branca a beleza do seu fundo!
As nuvens que nos inundam de chuva, água precisa e que alguns não estimam!
O sol, esse imenso calor que me visita, que para alguns é somente utilizado para o bronze!
A lua, essa claridade ténue que me eleva à inspiração e que tantos se aproveitam para fazer mal durante a sua estadia!
O mar, esse menino de horizontes sonhadores, que me leva a sonhar, a imaginar tempos longínquos, em que milhares de anos atrás assim o viam e eu agora o olho na esperança, que outros depois de mim o sintam!
A areia plantada aos pés do mar, simbiose perfeita, que para muitos é somente a razão de uma toalha estendida!
As árvores que me fascinam, que nos aromatiza com fragrâncias de amor e leveza, que para muitos são somente plantas, flores e troncos a abater!
As estrelas, que durante a noite me piscam ao olhar, que me levam a sentir os entes queridos, que um dia partidos, hoje nelas vivem, o que para muitos são meros pontos luminosos e nada mais!
Os rios, esses corredores de fresquidão que ao mar levam a aventura percorrida, o que para muitos são o veículo para o transporte moribundo, da podre e egoísta maneira de ganhar a vida!
Os pássaros, esses meninos que me cantam baladas impossíveis copiar, que para muitos são penas que passam e sabem voar!
Os animais em geral, essas dádivas divinas que habitam um planeta que lhes foi dado e por mim respeitado, o que para alguns seres superiores, são animais a abater e esquecidos pela necessidade imunda da ganância!
O vento, esse enorme menino que sopra e ama tudo na sua passagem, não sabendo ele que para alguns é pura e simplesmente frio e nada mais!
A chuva, menina gaiteira, que ama de amor a vida dos que sorriem e choram… Esta menina que sinto e oiço, o que para outros é mais uma alteração meteorológica!
O Homem, este animal racional que sinto, vejo, cheiro, saboreio e oiço, este mesmo que tal como eu erra, tal como eu é testemunha da vida, que fala, grita, ri, chora… Estes que não compreendem a verdadeira razão da existência!
E tanta coisa mais!
E tudo para dizer: Que hoje olhei o meu silêncio, o escuro do meu quarto e tudo imagine, uma vida tranquila, um mundo perfeito.
Tudo porque para mim só existe uma razão para que tudo exista, tudo nasceu para ser poesia, os outros que assim não entendem… Não sonham, vivem unicamente para morrer e nada mais!
Amo viver para lá do sonho!


José Alberto Sá

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