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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Dor e esperança

Dor e esperança

Sangram os cantos salgados, de uns olhos que desde o acordar te amam.
Sangram desde os primórdios da vida, desde que me vi respirar em teus lábios. Foi aí que a vida começou!
Sangro e me vejo no anonimato, ninguém enxerga o sal derramado desde o acordar e o deitar do sol.
Recordo o tempo contigo, desculpa mas, o teu corpo não era ficção, o teu traseiro ainda o recordo tactilmente… Sangram os cantos salgados!
Sangro sozinho pela pobreza em que estou, sem ti.
Não esqueço cada nádega em cada mão, não esqueço os seios no meu peito, não esqueço o quente, o macio, a respiração… E a tua boca se afirmava na minha!
Sangram os cantos salgados, já nada se equivale ao sonho de repetir o ato, de sermos um só.
Espero reencontrar-te e de olhos nos olhos, sentirmos o salgado da saliva na mistura com as lágrimas de saudade.
Espero que um dia, se transforme em imensos desejos.
Tu és mulher e eu sou homem, dois seres que sangram por não esquecer o tempo agridoce da vida, numa mistura de lágrimas, sangue e um amor eterno.
Sangram os cantos salgados, por ti.
Espero-te, ambos somos o que desejamos.
E só Ele sabe se merecemos o Pão e o Sangue da Vida reencontrado!
Eu somente sei que te quero de volta.
Por isso sangram os cantos salgados… Meu amor!


José Alberto Sá

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