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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Se comigo for

Se comigo for

A tua voz de certo modo
dilata-me a íris do olhar
Faz-me soltar no céu-da-boca
uma língua inquieta
A tua voz sabe dosear
o grau que faz exibir
algo que sonha e quer continuar
Na voz de um poeta

E a tua voz grita cristalina,
na língua que saboreia de boca aberta
É tão nua a tua voz,
que me apetece vestir
essa garganta de menina
De poema numa voz que me desperta

A tua voz suspende-me as ideias
e faz-me flutuar sobre os sons suaves de ti
É tão nobre e doce a tua voz,
que ao fechar os olhos te vejo nua e minha
Tão minha que não consigo falar,
somente escutar
uma voz como nunca ouvi

Uma voz que sabe sentir,
como sabe a saliva resistir
à vontade do teu amor
A tua voz na perfeição, no poema,
na canção e a falar se comigo for


José Alberto Sá

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