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terça-feira, 2 de agosto de 2016

A dança

A dança

Bailarino é o quanto me sinto no espaço e no átrio da imaginação.
Em cada passo possuo fenómenos, de retratos que um dia me mostraram.
A moldura me faz erguer os olhos e rodopiar em êxtase, sempre te imagino deitada no chão.
O vidro estala com o frenesim de cada estucada, o amor que emprego na dança e te vejo no sonho… Imaculada.
Os braços os ergo ao céu, para que possa dançar em tua direção.
Os dedos movimentam-se e me levam a imaginar a imundice do amor.
Seja tango, balsa ou salsa eu danço pela graça do artista, sou bailarino na inquietação.
Entre corpos conscientes, abro o meu peito e me deito contigo no átrio do teu coração.
Bailado encontrado, na ignorância imunda do espaço que imagino… O teu!
Teu é todo o espaço onde me vejo dançar e inocentes são todos os espectadores que me olham e querem o meu lugar.
Muito raro é ter uma imaginação imunda, mas hoje quis dançar sem preconceitos…
Hoje sou bailarino no átrio do teu corpo, sem exceção… Todo ele me afunda… Todo ele é meu!
Pois… Bailarino é quando me sinto sozinho e sonho sem limites.
Vem e dança sem exceção… Eu acredito na dança e espero que também acredites.
Uma imundice de toda a cor… E corpos imundos no chão…
Dançando no átrio do amor.



José Alberto Sá

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