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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Máquinas

Máquinas

Na fuga ao corpo feminino, ao mundo mulher, detetei que sou fraco e não consigo… É impossível fugir!
Levei o cérebro às máquinas! E até elas me fustigaram a mente!
E nada me resolveram!
O coração bateu… O olhar penetrou e o sorriso quis com elas partir!
Elas… Mulheres!
As pernas tremeram e os braços quiseram abraçar a fuga de contente!
Na fuga, associei-me à bicicleta e nela imaginei sentado um corpo simples…
Um tornado sentado para me devorar! Não consigo imaginar, uma bicicleta sem uma mulher!
Na fuga exaltei-me pela imagem que quis imaginar, uma máquina de café!
A cápsula era levada por ela! Por ela, uma menina donzela, que me fez esquecer o mecanismo triturador do grão… Mãos aveludadas, uma cápsula e o bater do meu coração!
Na fuga ao feminino, levei-me até ao mundo do trapo, imaginei uma máquina de costura, onde os pés ondulavam o pedal, uma agulha subia e descia… Surreal! A máquina tecia… E ela! Mais uma vez ela…
E o ritmo adocicado por aqueles doces pés, levaram-me ao convés da minha fuga ao feminino!
Espreitei por debaixo da máquina! Gerou-se a confusão em mim… Na fuga quis dizer não! Mas o meu coração quis dizer sim!
Na Fuga, os meus dedos tocaram nas teclas, quiseram sentir a máquina! Na fuga o desejo era só um, tentar fugir ao feminino…
Tentativa frustrada…
No amor que habita em meu coração a mulher é paixão…
A máquina é objeto de um chão… A mulher é tudo e por mim amada.


José Alberto Sá

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