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domingo, 31 de julho de 2016

Vi-te nua, e...

Vi-te nua, e…

Percorri a tua pele branca e segui a tatuagem,
não tinha limite, não tinha horizonte,
subia pelo pé, dançava na perna, parecia miragem…
Mesmo de fronte…
Aquela tatuagem que o meu olhar percorria
Me fazia sentir vontade e muita fé…
Imaginei-te de lingerie, luvas pretas…
Meia de renda, que contornava uma estrela
e mil cometas
Num brilhar de céu que me inspirou a escrever…
Vi-te nua, e…
Tinha que acontecer…
Fiquei a acreditar na origem da arte
A tatuagem no umbigo dilacerou o teu amigo,
que hoje escreveu para ti, em toda a parte.
Até os traços negros e finos no teu peito,
fizeram os meus olhos sorrirem
e se apaixonarem pelo corpo macio e perfeito.
As formas e as cores, as borboletas e flores,
dançavam no acetinado e bem torneado corpo…
O teu…
Foi uma subida ao céu…
Raptei-te por instantes, sonhei que fomos amantes
e viajei nas palavras que escrevi…
Vi-te nua, eu sei que vi…
Ao longo do poema, senti que valeu a pena escrever sobre ti…
Vi-te nua, e…
O amor concretizou-se e a tatuagem unificou-se…
Numa noite em que escrevi sobre a lua que senti…
Luvas pretas, meia de renda… E… Vi-te nua… Lua!


José Alberto Sá

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