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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Um beijo no peito

Um beijo no peito

Um dia… Um dia talvez encontre a origem
O porquê do adorno que um dia no tempo te ofereci!
Deixei no teu peito a origem,
a tatuagem que o tempo não esquece
Um dia… Um dia talvez rabisque na parede a memória
Uma linha na horizontal e te imagine
Te Imagine nua, a olhar para mim de adorno ao peito!

Um dia… Talvez um dia rabisque na parede
Uma linha na vertical e me imagine
Me Imagine de pé, a olhar o adorno do teu jeito!
Do teu ondular…
Talvez o tempo te traga novamente e te encontre na origem
Na parede sobre a linha, como deusa, musa ou virgem

Um dia… Um dia talvez te veja corar
Um dia… Um dia talvez te veja na mistura das linhas
É imortal a razão que me leva a te lembrar
Um dia… Olhos nos olhos e muita sede
Beijarei teu peito e todo o contorno
Olhos nos olhos beijarei a auréola canela, na linha da parede
E nesse dia gravarei novos lábios no teu peito
Os levados no tempo, ainda hoje são meu adorno

Um dia… Um dia talvez encontre a origem
De não mais te esquecer e ainda hoje te querer
Um dia seremos linhas unidas no encontro do amor
Um dia… Um dia talvez o tempo se renove
E o mundo me ofereça o adorno, que a entranha move
Um dia… Um dia talvez…
Te beije de novo a auréola desta razão
E que desse beijo brote uma nova semente…
Um dia… Um dia seremos para sempre…
As linhas da minha parede e do meu coração


José Alberto Sá

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