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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Uma estrela no Oriente!

Uma estrela no Oriente!

Apelo ao quadro que um dia pintei e que hoje guardo fechado a sete chaves, no meu coração, nasci, cresci e agora não sei!
Apelo à ideia que impingi ao mundo, a ideia que eu ao nascer tentei deixar, dizendo: Estou aqui!
Estava ainda de olhos fechados e já sentia o frio deste tempo cá fora!
Apelo finalmente ao que chorei ao nascer, prometeram-me enquanto naufragava na bolsa eterna, um mundo de inteligências!
Chorei ao nascer e não sabia porquê! Hoje apelo aos meus primeiros gritos, por não terem chegado ao destino… Ninguém os ouviu! Ou se ouviram… Ignoraram! E eu tanto chorei segundo dizem…
Apelo às testemunhas que assistiram e se ausentaram no tempo…
Apelo ao espetáculo dado gratuitamente e que eu hoje pago…
Hoje o quadro que pintei não tem valor… Hoje pinto um outro quadro!
Um quadro de amor, que revela a saudade dos gritos que dei e ninguém ouviu!
Preciso nascer de novo e gritar… Hoje quero gritar mais alto e fazer a tinta escorrer pelo mundo… A minha tinta, o meu abraço… O que sinto e não quero que morra comigo…


José Alberto Sá

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