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sábado, 4 de junho de 2016

Tens tudo... Eu também...

Tens tudo… Eu também…

São interessantes e evidentes os contornos do teu corpo…
A largura da tua sensível arte que me desperta, a bacia maneável e a felicidade dos firmes sentires, dos teus gémeos seios.
Efetivamente escolho as sensações nutritivas, saudáveis e capazes de me saciarem….
Tens tudo… Sou teu adepto, sou nos cálculos a soma, onde a subtração é a roupa que te dispo.
Tens tudo… E os meus olhos não se desviam de ti, vejo tudo quanto tens, vejo os firmes pecados que se formam no teu vestir… Gémeos mamilos que se fazem notar, parecendo esculpidos pela íris do meu olhar.
Tens tudo… E eu agarro a linha que me direciona a ti, firme, másculo, é penetrante este meu querer… É de cristal e terrivelmente bem moldado a doce forma que desempenha o triângulo, parece desenhado para me provocar…
O fogo devora-me a matéria, o ar oxigena a chama e tudo arde numa radiante confissão…
Tens tudo e eu me confesso… Amo-te.
A arte começa aí… Onde a natureza se aprimorou, fazendo para mim a mais bela de todas as verdades e vontades… Amar-te.
A arte começa aqui… Onde a razão cessa, onde o poema acaba… Onde o amor é promessa… E o amor faz com que se abra…
Porque tens tudo… E eu estou determinado a viver contigo para sempre… Para sempre é acordar a teu lado, até adormecer novamente contigo nos braços… Eu tenho tudo… E tu também…

José Alberto Sá

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