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sábado, 11 de junho de 2016

Que mundo!

Que mundo!

Ao lado da minha rua não se vive!
Gaguejam os passeios, cheios de gente sem estrada!
Bermas de porcaria política, desgovernada, passeios de gente, ao lado da minha estrada… Uma estrada que sempre tive!

Caminham os pés descalços expostos ao alcatrão pedregoso, escândalo presente onde a raiva é da gente, da gente que não tem chão!
Ao lado da minha rua, vivem imensos corações, iguais aos dos políticos, que pulsão aldrabões… Com batidas, palavras e ideias de idiotas aos tropeções!

Coram as janelas por onde espreito, batem as portas que me deixam entrar, contesto fechado em meu leito… Grito para nada, nada mais será feito! Nada mais é do meu jeito! Nada mais se chama respeito!

Ao lado da minha rua não se vive!
E toda a gente conhece este outro lado!
E todos sentem este lado impotente, aos olhos daquela gente, que tal como nós, sente!

Ao lado da minha rua não se vive! A rua é estreita e nela o medo se deita!
Do meu lado vive a fé de algo meu… Ao lado, desse lado… Vivo eu!
Na paz, na luz, no amor, que Deus me deu! Na terra que me viu crescer!

Do outro lado da minha rua… Não sou eu! Mas poderia ser!

José Alberto Sá

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