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terça-feira, 16 de junho de 2015

O brinde...

O brinde…

Por entre dedos, a inocente delícia do teu olhar, tece sobre a carne a malvadeza dos sentidos.
Teces uma mistura de aromas que se confundem, ora com canela, ora com anis. O teu perfume, tudo me diz…
Por entre dedos abro o espumante… Bebes, bebo… Dilacerante, é sentir quando as bocas trocam a espuma… E as línguas se amam…
A taça se mantém erguida, braços entrelaçados e o brinde acontece… Húmido.
A taça verte sobre o inocente olhar que brilha, na se mistura com as rendas de seda e deixas um pequeno desnudar de seios…
Por entre dedos desaperto um botão, taça bem erguida e o brinde escorre, desliza pelos delicados poros… Tocam o umbigo.
Uma pequena porção de néctar se aloja na fenda, os líquidos deslizam e sempre se escondem… Por entre dedos, a inocente noite se faz luar… A lua brilha, a taça se ergue, bebemos em delírio, tudo se entorna e a humidade desaparece no aveludado lençol…
Por entre dedos… Uma noite com luar, uma taça, um brinde… Muito sol!
Tudo arde, tudo é fogo… Tudo é luz… Por entre dedos és uma estrela no meu céu de amar… Inocente ao som da música vinil… Por entre dedos, uma taça e dois corpos a mil… Bebo-te…


José Alberto Sá

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