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domingo, 29 de março de 2015

Onde ecoam os dentes

Onde ecoam os dentes

Procuro nos teus pés o princípio do caminho… E ao olhar-te através das penas, como se fosses a fénix que imagino, mastigo a saliva que me cresce na boca.
Ao olhar-te pelas linhas curvas de um corpo macio, mastigo nos dentes a semente que a íris devora.
E esta minha cavidade vermelha, tem sede da fervente imaginação que mastigo sem soluçar… Queria beijar-te desde aí…
Pelos pés, entre cada dedo feminino, pelo caminho dos gemidos provocados pelas cócegas da minha imaginação vermelha…
Vermelha é a cor de cada pedaço que castigo… Apertado é o escorregadio labirinto já humedecido pela boca que te degusta na imaginação… És cada pétala da flor que trago imaginada no meu pedaço... Pois meu é cada pé que agarro e me faz trepar por aí… Pelas vontades do néctar de uma voz com lábios vermelhos, aqueles que deslizam para se casarem com algo semelhante… Pois semelhante é a gémea palavra que digo por entre pernas que se cruzam e me apertam pela cintura. A aliança perfeita.
Procuro somente em ti, começando pelos pés, para terminar no timbre de uma saliência onde os dentes ecoam… Procuro o que imagino ter… Não desisto até… Encontrar…


José Alberto Sá 

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