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segunda-feira, 16 de março de 2015

O momento que quero...

O momento que quero…

Arrepia-me por favor…
Toca-me a melodia que anuncia a luz, arrasa-me a miséria deste pensar sedento.
Toca-me no timbre que aguento e vem voar nas asas deste pensar adentro.
Arrepia-me por favor…
Leva-me a papila gustativa a salivar contigo, gravita comigo sobre as letras que escrevo sensuais… Toca-me nos acordes anormais e rebenta o prepúcio que te deseja.
Que ideia maligna é esta, que leva e traz os poros da pele num vai e vem depravado…
Arrepia-me por favor…
Toca-me em qualquer lado…
Mas toca-me…
Migra as tuas sensações e inflama a pele até que sangre amor…
Arrepia-me para que te sinta no corpo o teu violino e deixa-me rebentar cada corda, uma a uma…
Arrepia-me por favor…
Toca-me e voa… Voa até que o céu seja teu e meu…
Sente os poros abertos e abre-te pela noite… Deixa que te toque o dia… E depois de nua… Toca-me… Arrepia-me…
Sou teu, és minha… Curvo-me ao prazer… Ao arrepio que vem de ti… Do som melódico de cada gemido do teu violino em mim.
Arrepia-me por favor… Toca-me…


José Alberto Sá

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