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sábado, 14 de março de 2015

Escrevo

Escrevo

Rebentam as luzes que me levam a escrever… Rebentam pela sua incapacidade, por eu ser a intensidade do meu ser… A intolerante voz que me domina e me transporta a vos dizer…
Escrevo!
Escrevo pela voz que rebenta os desejos da carne, pela razão deste meu paladar que arde dentro de mim… Rebentam os neurónios que ponho à prova… É tudo que quero abraçar… É novo… É nova… É a escrita do meu poema.
Escrevo!
Os tímpanos escutam a velocidade da luz, que se evapora de dentro deste carrasco das palavras, deste que vejo como servo da sombra, que se crava no chão reflectida pela luz dos meus olhos e são os olhos a luz que rebenta…
Escrevo!
O ruído que faz a minha folha branca, parece gemer, o deslizar agudo e estridente da minha unha no teclado… Rasga a pele e mostra a carne… Arde o cérebro que vos escreve… Ardo eu!
Escrevo!
Espero que seja pelo infinito da palavra, que tudo valha a pena e que não seja alucinação… Brota esta vontade de mim, a luz que rebenta num amanhecer celestial, aquele que pelo raciocínio se faz chuva e vos molha com poemas que rebentam deste animal.
Rebentam as luzes…. A minha luz, o meu calor para vós…
Escrevo!


José Alberto Sá

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