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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sofro o momento

Sofro o momento

Não é por não me falares, que o sol não vai nascer.
A luz é voz da razão, os olhos a voz do amanhecer.
Não é nos comuns desejos que o meu cheiro não te alcança, é justo o amor com beijos, nos abraços que a vontade se faz na lembrança.
Por mim aprovo o teu ceder, por mim será anoitecer, a luz da lua se veste de preto, se ao sol, eu já nada prometo.
Não é de vós a compreensão, é sim de mim a exaustão… O tempo que passa sem nada acontecer, é vazio sem luz do meu sofrer.
E tu… És a doce do amor, talvez eu… Um malfeitor
Não é por não te querer… Não é por não acontecer… É porque o altar é longe do nosso prazer…
Eu sou o dardo que voa, com vontade de alcançar… Tu és o jardim onde me quero espetar.
Mas…
O mundo se deitou de costas para nós… O mundo se despiu de tudo… O mundo se ausentou do corpo… E a voz… Se calou, se fez mudo o amor… Como se tudo fosse um sopro…
Não é por não me falares, que os olhos de inundarão é sim um apertado sentir… Um corpo a ruir… Ardendo pelo coração…
Não é… Mas foi assim…
Não é… Mas queres um fim…
Não é por ti… Mas é por mim…


José Alberto Sá


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