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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O teu poeta

O teu poeta

Fustigas-me assim…
Espias-me a cena…
E mesmo sendo tu pequena
Apertas-me a essência do frenesim
E num mundo que diz sim…
O não, não vale a pena

Olho-te e apalpo-te com a íris do azul olhar
Respiro-te e absorvo-te completamente
E no esmagar das vontades, bebo-te docemente
Num desafio embriagado pelo teu luar

Fustigas-me e te amo na contemplação
Mulher de rendas e pernas desnudas
Formosura de intensa copulação
Na vontade cega do pensar,
na esperança das tuas mudas
E na verdade do meu poetizar

És o álibi quando te vejo… E é tão pouco
Que imagino por entre pernas,
o magma em carne viva
E rouco… Muito rouco
Grito por ti, no silêncio das arribas
Erguidas como eu… Poeta louco

O teu poeta…

José Alberto Sá

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