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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Já te contei...

Já te contei…

Quando abro meus olhos de pranto e dor, escorre-me uma lágrima de melodia triste.
Já te contei…
Que sossegadamente te vejo correr, pareces um rio que corre e me chama de menino.
Já te contei…
Que quando abro meus olhos de loucura e amor, escorre uma lágrima que galopa por ti.
Belo é, sentir-me rio, mas rio homem… Porque choro e sinto serenamente a prosa comovente, o poema absorvente de ti.
Rude é o movimento da intriga, da corrida, desse vento que passa por mim e te leva. Quase te agarro… Tu não paras… Foges.
Quando abro meus olhos de amargura, sem cor, escorre uma lágrima que me atura e me deixa tranquilo num mar, quando chegado de um rio sofredor.
Já te contei…
Lembras-te? Falávamos por vezes e eu amava o teu sussurro, respiravas somente… Comovente. Eu te amei sempre… Sempre…
E de olhos abertos sinto uma espada a mim direccionada e atrás uma parede que não me deixa fugir… E tu ali tão perto, corpo incrivelmente belo… Nu.
Já te contei…
Que sempre te imagino de corpo nu… E quando abro os olhos ferido pela ausência sem razão… Tu sabes e feres…
Tu sabes como sofre meu coração… Assim queres…
Já te contei…
Tu nada tens para me contar…
Quando abro os olhos e não estás… É por te amar na lágrima do meu chorar.
Este rio homem que deseja, desaguar no teu mar…


José Alberto Sá

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