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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Chão que me dá vida

Chão que me dá vida

Neste chão onde dança o pó, onde dança o meu azul céu, onde dança o extremo da minha imaginação… É o mesmo chão que por vezes me recusa, nas danças do meu interdito desejo.
Este meu chão de amor…

É quando nele…

Que se solta o vento que sai da boca… Suspiros… Solta o ai que rebenta o prazer suplicante… E o chão que me encanta… És tu, chão completo e nu.

Oh meu chão, que não te silencias, que gritas gemidos agrestes de provocação… Consegues anular-me o pensamento… Nem palavras… Nem tempo, somente a pulsação acelera…
Oh chão do sonho viril… Oh chão que me espera…

É quando nele…

Nele… Que passo as minhas mãos, pelas ranhuras… Eu consigo sentir as curvas, os volumes e cavidades… Chão que testemunha esta evidência… O amor… Intensidades e persistência…

É quando nele…

Quando… Até as narinas soltam prosas da respiração… Quero-te sentir dentro do meu quarto… Serás chão da minha cama… Quero… Sentir-te boneca… Manequim… Olhar-te até esquecer, que o chão onde dança o pó… É o chão de lábios vermelhos, onde tomba o meu céu, onde me sinto entrelaçado…

O pó é somente o que resta dos nossos sorrisos… Loucuras de um chão onde dança o meu azul céu.
Amo-te chão que me dá vida… Amo-te meu amor.

És chão… Sou chão… Sou teu…



José Alberto Sá

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