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domingo, 20 de julho de 2014

Profissão!

Profissão!

Depois de tudo, chega a reclamação suprema… O frio da esquina…
O cinzento depois de tudo…
E não foi arte, se o amor nasceu pela venda de um corpo, que se atravessou nas frestas de uma parede velha…
Velha é a profissão do pintor, do poeta, do escritor e do escultor
Velha é a profissão da dor… A luta… Profissão… Prostituta…

Depois de tudo… Chega a excitação incapaz de uma cobiça desejada, sem luz, sem beijo… É nada!
Sem lábios humedecidos, onde a humidade é lágrima que corre…
O frio… A névoa… A fome… A necessidade…
Liberdade? Não… Profissão…

A verdade! Depois de tudo e de todo o côncavo quente da pele…
Nada existe, nem fica o sabor, nem foi, nem é amor…
Depois de tudo é dor…

O triângulo é o início da luz quando nascemos…
Sensual quando amado… Perfeito se transportado pela pureza feminina…
Não é vida, se a vida é esquina…
Certeza que depois de tudo… Não basta entristecer…
Num mundo onde não sabemos quem somos… Quem somos neste mundo de apetecer…

Depois de tudo… Tudo vale… Tudo é fé… Tudo é vida… Depois de tudo, o tempo vai por aí… Escolha ou luta… Profissão… Prostituta…


José Alberto Sá

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