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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma vez somente

Uma vez somente

Uma vez somente e deu-me vontade de subir, até à torre onde estavas de penugem macia, sedenta de mim.
Uma vez somente e quis subir até encontrar os olhos mais lindos, mais puros, pois os meus se sentiram hipnotizados pela íris de uma flor cintilante… Vi que me querias… Aí em cima…

Uma vez somente e tentei subir até te encontrar sorridente, pelas vontades gémeas das minhas loucuras… Subi querendo sentir o vento que vinha da tua boca… Um hálito fresco onde o mentol se embriagou com a vontade do meu salivar, húmido e capaz de saborear o mel da nossa possibilidade… Um beijo ardente.

Uma vez somente…
E no cimo da torre entre o nosso olhar, estava a vontade de voar… Os narizes se roçaram… Os lábios se abraçaram durante a vontade de descer, qual torre medieval, onde a rainha de coroa de ouro, descia comigo até ao tesouro…
Uma vez somente… E voamos… Já nada me importa… Estou feliz, consegui eternizar a sensação de deixar correr a minha mão e tatuar-te em mim… Voar… Sobre cada relevo… Sobre tuas asas… Penugem macia, sedenta de um sim… Qual torre que recebe a primeira flecha do inimigo e reage…
Que sente ao voar sobre as muralhas do desejo, a dor de uma flecha penetrada…

Uma vez somente… Torre sagrada, que me viste subir até ao cimo do amor… Uma vez somente… Subi, para descer numa simbiose perfeita do amar… Uma vez somente e voei contigo nesta viagem medieval, onde te senti rainha… Mulher de olhos doces… Mulher fatal… Uma vez somente… Somente porque nada mais… Me pediste… E ainda te espero…


José Alberto Sá

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