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terça-feira, 8 de abril de 2014

Porque roubam a voz ao povo

Porque roubam a voz ao povo

Vagueiam por aí
Vozes dispersas sem eco
Sem som
… Vazias

Vazias por aí
Vozes que falam pró boneco
Sem razão
… Manias… Mas que nos ofendem
Porque fedem

Fedem por não conterem,
a palavra amor
Palavras sem som,
pela gaguez da indefinição
Palavras sem eco,
das vozes que vagueiam por aí…
Sem saída

Vozes que se entranham em certas vaidades
Palavras sem razão e sem perdão
Vozes pró boneco…
A alma dessa gente,
se é gente… Está perdida
E vagueiam por aí…
Sem a resposta, daqui

Vozes que cospem no ar
Chuva de saliva putrefacta…
Vozes vazias
Vozes com mentira…
Loucos, todos loucos
Loucos pelo poder…
Vozes de raiva, a minha… O meu ódio… De vós

E é nessa voz…
Que me tento acalmar
Tento engolir as palavras… As minhas arrelias
E na minha voz, os ecos são roucos
Porque falo somente para vós…
Loucos…
Com a minha voz

Odeio-vos
Filhos da… Esses que nada dizem de novo
Odeio-vos
Filhos da… Que comem a voz do povo

Eu não vagueio por aí
Sei bem da vossa voz… Desse hálito…
Dessas palavras que fedem poder… Desse fedor
Eu não vagueio por aí
Nessas vossas palavras

Eu tenho as minhas palavras… AMOR… AMOR…AMOR
Porque o povo é feito deste sentimento…
E vós… Na vossa voz…
Sois na nossa voz o lamento

Eu odeio-vos… Filhos da…


José Alberto Sá

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