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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Viver realmente... Como eu

Viver realmente… Como eu

Ser pequeno é ser moço… É ser do meu povoado
Ser sorriso, ser contente, nos trilhos de um céu que se alcança
Viver no ninho de um povo aconchegado…
Ser menino e ser amado
Ser na terra igual à serra…
Grande e verde da cor dos campos… É ser esperança

E este filho que lá caminha, nessa terra de ouro vestida,
também se sente vestido de trigo e alfazema
Semente da alegria nos campos de flores silvestres…
É lá… Que a alma dança…
Canta a cigarra como se fosse ela a minha pequena
Como pequena foi a minha inocência de criança

Ser pequeno é ser rapaz… É ser igual ao meu cantinho…
É ser do mar…
Ser do tempo das águas cristalinas em riachos de encantar
É viver em confiança…
Em prados de chilreios no ar e andorinhas a voar

Ser o eterno menino daquela gente… Ser a verdade falada pela escrita
Ser poeta… Ser escritor…
É ser na dor a mão da pobreza
E o Pai que lá habita… Se sente vestido de amor, no reino de quem acredita
Que ser homem é ser abraço… Ser humilde…
Para que o pão de toda esta certeza
Seja o corpo do trabalho, seja a bênção de um vasto céu sem vaidade
Porque ser a vida, é ser para além do sonho, viver na realidade…
E viver simples como eu

José Alberto Sá

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