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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Uma carta à saudade

Uma carta á saudade

Li algumas palavras que disseste em tempos e hoje recordei-as, por viverem comigo.
Tive receio de as perder… Usei as algemas da minha vontade… Fechei-as em meu coração.
Comigo foi o momento entre o antes e o depois
Entre a ausência e a tua chegada… Quando falamos os dois.
Tentei perceber o que lia de teus lábios… Esses dentes marfim que me sorriam.
O sorriso branco que soltava as amorosas criaturas que me invadiam.
Por vezes essa invasão é o princípio e o fim da história… mas…
Por vezes somente iniciamos… Depois esqueço tudo em redor… Somente existes tu.
Nos beijos a sensação é arrepio… Pêlos erectos… Pele de poros abertos.
Tão aberto que o ar é frio em meu corpo… O suor de ambos sufoca a leitura do teu corpo.
E ambos lemos o mesmo livro… Na partilha do mesmo ai… Do mesmo gemido
Por vezes desejo sentir a cada segundo a fresca sensação da leitura.
E como hoje me lembrei de ti… Quis ler novamente as palavras do teu corpo.
Sempre me lembro de ti… Olho várias vezes a porta… Essa porta fechada por uma chave, que tento encontrar nas palavras do teu livro.
Quero que saibas…
Quando vieres até mim, conhecerás o pulsar de cada palavra… Pedirei que abras a luz, o sangue que escorre como lágrimas pelas linhas não do meu livro, mas de um rosto escrito de saudade.
Preciso da tua chave… Somente vivo enquanto o tempo conta… E na minha conta, existe a soma de um mais um.
Tu e eu.


José Alberto Sá

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