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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Flor sem cor

Flor sem cor

Agarrado às pétalas da vida
Fui dizendo…
Quero… Não quero
E cada pétala sentida
Era no doce da vida
Um pedaço de mim

Quero… Não quero

E a flor dos meus sentidos
Eram pétalas rosadas,
tombadas no chão
Quero… Não quero
A vontade do coração

Ali…
Naquele chão colorido
Jaziam as pétalas, como lágrimas
Nuas…
Os olhos da mágoa,
olhavam o sentido
Das flores sem razão
Que desmaiavam no chão
Cruas…

Cruas eram as pétalas da maldade
Nuas as flores sem idade
E eu…
Quero… Não quero…
Continuo feliz

Nuas com sorrisos fechados
Cruas por falta do néctar dos amigos
E eu…
Quero… Não quero…
Ela era a flor, eu era a raiz

Era na vida o caule sem maldade
O acreditar na flor, sem pétalas
Uma flor que falava comigo
Quero… Não quero…
Um mundo em desespero
Sem pétalas, sem folhas… Castigo

Assim a flor vive nua
Caída no meio da rua
Sentindo a cada dia a dor
Crua… Crua
Eu quero… Mas não quero
Uma flor que não tenha cor



José Alberto Sá

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