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sábado, 28 de dezembro de 2013

Queria tanto...

Queria tanto…


As palavras falham-me, nesta boca sedenta
Sedenta… De saliva com aroma
Do mel de uma outra boca… Encanto
Queria Tanto…
Queria… Que visses os meus olhos
Que sentisses o meu sentir
Que ouvisses o meu grito,
aquele que me chama e me fala
Aquele que me acelera e me aguenta

Queria tanto…
Queria… O tanto que te peço
Esse pedaço, do pouco, desse pouco de ti
De ti… Só uma gota…
Tu és um imenso mar
De ti… Só uma página de esperança
Um olhar… Um sorriso
De ti… Um perdão… Uma mão macia
É isso que te peço a ti…
Minha alegria

Queria tanto…
Tanto que já me sinto um pedinte
Um barco que se afoga nesse teu mar…
Rico
Poderoso…
Tão poderoso que me afoga
Num mar incolor… Sem cor…
Não existe quem o pinte
Só eu o saberia pintar…

Queria tanto…
Olhar-te mais uma vez… Queria-te chamar
E os teus olhos me diriam da tua vontade
Tua verdade
Tua em imensidão de elementos… O mar
A terra… A terra que pisamos
e que de mãos unidas… Sentidas…
… Beijamos

Queria tanto…
Tanto que me vejo num espelho e te imagino
a meu lado
Tanto que me vejo no banho e te imagino
molhada
Tanto que me vejo em sonho e te imagino
na minha realidade… Amado… Amada

Queria tanto…
Ser teu prisioneiro, em liberdade
Vem… Olha-me… Sente-me…
Queria tanto…
Pois este pouco que peço… Seria tudo


José Alberto Sá

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