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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Segura-me

Segura-me

Segura…
Tenho medo da voraz fornalha
Não sei se aguento…
Atura…
Atura esta mente de desejo… Mente canalha

E segura… Pois me arde a vontade
E tu és tão sensível
Não aguento o vibrar deste monstro faminto
Ele quer liberdade…
E tu és impossível
Tu és a vontade que sinto
És fêmea
És corpo de luxo
És lume
És sêmea,
num forno onde me quero queimar
Eu te puxo…

Puxo e me abraço a teu perfume
Segura…
Atura…
Atura este medo do meu apetite insaciável
Não sei se aguento… Sem te pedir
Sem te beijar
Sem te salivar essa língua que me inflama
Corpo que me grita
Corpo que me chama

És a perfeição no gemido da verguilha
És o fecho que se abre
A calça que se desaperta
Tenho medo… Tenho medo da maravilha
Da tua… Onde o voo é de ave
Da tua… Onde a vontade aperta

Segura…
Atura…
Tenho medo de mim
Medo de não me sentir à altura
De um corpo que me diz sim


José Alberto Sá

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