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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Canela... O teu odor

Canela… O teu odor

Meia-noite… Estás comigo, é o destino
Sinto-te no escuro do meu quarto…
Sonho em constante sentido
Meia-noite… E sinto minha mão, na tua mão…
Repentino
Os teus paços que ouço no silêncio, o teu gemido
Meia-noite… Impossível dormir,
nem o lençol se alisa
E sinto no escuro… uns lábios a sorrir
Uns braços a tocar… corpos sem camisa

Será que sonho? Penso que não…

Meia-noite… E olho um horizonte sem linha
Lá longe naquele ponto brilhante que não vejo
Sinto… a beleza, a candura de alguém que diz ser minha
… Minha no abraço, no sorriso… Num longo beijo
Meia-noite… E os lençóis se movimentam
e soltam o odor
São os mais puros sentidos… O respirar
Uma voz que baixinho me diz: Meu amor
Meia-noite… E já me imagino no mar
No mar com cheiro a canela
Acendo a luz… Me vejo com ela
Meia-noite… Não! Uma da manhã

Será que sonho? Penso que não… O dia o dirá


José Alberto Sá

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