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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Por ti acima

Por ti acima

Trepo pela falésia de um amor apetecido
E ao trepar sinto-me escultor
Cinzelo aqui…
Cinzelo ali na mais doce brandura
Deixo em cada cinzelada um coração destemido
Um olhar de luz, de azul sedutor
Um sorriso maroto, que sabe trepar pela falésia mais pura

Eu trepo até ao infinito, até te encontrar

Trepo sem medo, até alcançar o topo da minha vontade
Jamais abrirei mão
É pelo topo de um corpo de mulher
Que ao trepar me sinto em liberdade
Sinto na mais ingreme falésia o sonhar,
se ao trepar eu te tiver
Sorrindo no topo da minha luz, a minha claridade

Eu trepo até ao infinito, até te poder levar

Pedra sobre pedra, cinzeladas apaixonadas
Batidas de timbre suave,
que me transmitem a melodia de um violino
Que belo sabor me oferecia o doce desejo das escaladas
As trinadas de uma guitarra, um fado… Um hino

Que bom é sentir o trepar, se o teu rosto se vislumbra
Um rosto celeste…
Uns lábios que no topo dizem bêbedas palavras a um poeta
Palavras ritmadas, deambulando enquanto eu rastejava
Pela falésia que um dia me deste
Me deste para sentir, ao deixar a porta aberta

E eu…

Eu trepo até ao infinito, para te amar


José Alberto Sá

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