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quinta-feira, 11 de julho de 2013

A fuga sem destino

A fuga sem sentido

Fugiste de mim, sem saber para onde ir
Eu senti a tua fuga, uma fuga que nem tu sabes o destino
Se és mulher, se feriste o adulto ou se chorou o menino
Sempre sabemos que não existe fuga possível, para o nosso caminho

Um caminho que se faz em encruzilhada
Cruzamentos de olhares sentidos e de pura imaginação
Porque fugiste de mim? Sem, saber para onde ir
Sozinho me encontro no muro do meu sofrimento
Sem nada…
Sem carinho, sem voz, sem luz, sem coração…
                                                            
Fugiste de mim para que eu não sinta o teu sorrir
Já nada faz sentido…
Que importa se o muro se apaga, se aqui não existe o vento
Se o sol não brilha, se as estrelas não me aparecem
Se fugiste de mim!
Assim…
Numa fugaz arrelia, sem sorte, sem norte
Onde a importância são as palavras que não se esquecem

Lindas palavras as tuas, escritas sobre linhas com amor
Linhas que preenchem a vaidade de te ter conhecido
Páginas contadas nas horas do meu suor
Quando corria para te sentir, num momento onde tudo me era apetecido

Porque fugiste de mim? Sem saber para onde ir
Vem… Eu te espero sem rancor
Minha luz… Meu amor
Vem e te darei o meu olhar, sem te exigir o teu sorrir

Mas vem… A fuga de um amor impossível é mesmo impossível suportar
Mas…
A ausência de um corpo que se ama… Meu Deus, impossível mesmo imaginar
Vem… Pois a vontade é poder falar, contar… Sonhar
E se souberes esperar o tempo certo… Podemos aprender a amar
Não fujas mais… Vem
Fala-me e direi em voz alta para que todos me ouçam… És a minha razão
Quem ama sabe o que tem
Quem não ama, nada sabe… Nem se a luz é iluminação


José Alberto Sá

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